Sandro Moreyra, um autor à procura de um personagem

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Livro do Senta

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

E tem gente que diz que eles são "desconjuntados"!


Foram cutucar a moça e ela reagiu. Saiu do carro com o farol aceso e provou que não se brinca com Sharon Stone.

Como vocês devem lembrar, ela foi indicada ao “Framboesa de Ouro”, uma sátira ao Oscar que premia os piores do ano no cinema de Hollywood.
Eis parte do texto que já publiquei aqui no blog:
"(...) ´Razzie´, como é apelidado, é um deboche só – nem sempre bem recebido pelos agraciados com a “honraria”. Este ano, os jurados do ´Razzie´ tripudiaram da continuação de ´Instinto Selvagem´, com a atriz Sharon Stone. O filme recebeu sete indicações. Uma delas é para lá de surreal. Os peitos ´desconjuntados´ da atriz concorrem ao prêmio como pior dupla em cena no cinema no ano passado".

Fonte: IG

40 anos dos 100 anos



Há 40 anos era publicado "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez. A data está sendo lembrada por uma das mais importantes revistas intelectuais americanas, a "Slate", em artigo de Christopher Hitchens. O autor da obra não estará presente à homenagem, em Cartagena das Índias, na Colômbia. Será? Com Gabo tudo é possível.

Açassinarão a gramática!



Agora mesmo é que o secretário não vai mais pagar o aluguel.

Quem foi que disse que "o futebol é o ópio do povo"?


Nem pense em falar de futebol em conversa de "intelectuais". Você é capaz de sair mais chamuscado do que personagem de desenho animado. Por isso, meu amigo e sociólogo, professor Gilson Caroni, que, infelizmente, é Framengo, mandou essa interessante contribuição, produzida pelo genial grupo Monty Python. É uma partida de futebol entre gregos e alemães. Porém... ("ai, porém..." - como diria mestre Paulinho da Viola, que, infelizmente, é vascaíno).

Afinal: Blog do pc também é cultura.

Ele acha que dá pra jornalista!


É cada um que aparece! Descobri essa pérola no Kibe Loco. O início do jornal que dá as notícias até o fim é hilário. E de onde eu tirei tem mais.

Assaltantes trapalhões


Ladrões esquecem dinheiro roubado em carro de vítima de seqüestro relâmpago
Criminosos passaram três horas com dentista, nesta manhã, em Cuiabá.
Ela foi obrigada a sacar R$ 1.000, deixados pelos ladrões no porta-luvas.


Após passar mais de três horas com uma dentista durante seqüestro relâmpago em Cuiabá, dois assaltantes conseguiram fugir, mas esqueceram o dinheiro no porta-luvas do carro da vítima. O assalto ocorreu às 8h desta terça-feira (30). A dentista, que não teve a identidade divulgada pela polícia, foi rendida por um casal encapuzado quando estava a caminho de seu consultório. Os criminosos obrigaram a vítima a sacar R$ 1.000 na região metropolitana de Cuiabá. Durante as três horas em que permaneceu em poder dos ladrões, a vítima, que também foi encapuzada com um plástico, foi trocada de veículo duas vezes. De acordo com a polícia, os ladrões retornaram a Cuiabá e entregaram algumas sacolas a outros criminosos.

A dentista foi libertada por volta das 11h, em frente ao Tribunal de Justiça. Ainda assustada, ela ficou surpresa ao constatar que os criminosos esqueceram todo o dinheiro sacado no porta-luvas de seu carro.

Fonte: G1, em São Paulo

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Tá feia a coisa, seu Wolfowitz!




Pegaram o Paulo Wolfowitz, presidente do Bird (Banco Mundial) e ex-"falcão" do Little Bush, com as meias furadas numa mesquita otomana na Turquia.
Se o cara não se preocupa com o que põe no pé, imaginem o que tem na cabeça!
E o chulé?

Fonte: Nadir Alp (Associated Press), via Folha de S. Paulo (caderno Dinheiro)

Tem culpa o Baco?


Pequim quer menos 'vinho e mulheres' em jogos de 2008
O chefe do Comitê Organizador das Olimpíadas de Pequim, Liu Qi, advertiu autoridades públicas do país para que não incorram em comportamentos excusos durante a realização do evento, em 2008.
Segundo o jornal China Daily, Liu Qi, que também chefia o Partido Comunista da capital chinesa, recomendou que funcionários públicos chineses "não se percam em vinho e mulheres". Liu Qi disse que o Comitê Olímpico vigiará as autoridades chinesas para garantir que todos estejam se comportando de maneira exemplar. Ele recomendou ainda que os organizadores da festa não visitem "locais de entretenimento" depois do trabalho. (...)

Fonte: BBC

Acorda, Senador!


"ATAQUE VIA YOUTUBE NA POLÍTICA ! CUIDADO CANDIDATOS QUE COCHILAM EM PÚBLICO!
Nas primárias republicanas estão espalhando vários vídeos no YouTube em que o pré-candidato McCain, com 70 anos, é mostrado de olhos fechados durante o State of Union, como se tivesse dormindo. A idéia é mostrar a idade avançada dele, pondo isso em discussão. Em poucos dias o vídeo já foi visto por mais de 200 mil pessoas. Há, inclusive, vídeos respostas feitas por quem apoia McCain em que dizem que ele estava lendo o discurso em seu colo e não dormindo".

Fonte: Ex-Blog do César Maia

Lendo discurso no colo?! Tá. Conta outra. Deve ser duro mesmo aturar discurso do Little Bush.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Tempos Modernos (A minha aluna atenta vai adorar)


YouTube e blogs substituem a mídia convencional em campanhas eleitorais
Os primeiros movimentos estratégicos da campanha para as eleições presidenciais de 2008 nos Estados Unidos dão o tom do que poderá marcar uma mudança radical no papel que a mídia ocupa na política contemporânea. Pelo que se viu até agora, os pré-candidatos democratas Hillary Clinton, Barack Obama e John Edwards, bem como o republicano Sam Brownback, vão apostar tudo no contato direto com os eleitores através da internet, deixando de lado o chamado "circo da mídia" formado pelos correspondentes e comentaristas de jornais, rádios, revistas e emissoras de televisão.

A senadora Hillary Clinton é a mais ousada nesta estratégia que se apoia prioritariamente nos weblogs e nos vídeos do YouTube. Muitos blogueiros norte-americanos, como Jeff Jarvis, já chamam a próxima votação presidencial de "eleição YouTube". Ao deslocar o eixo da campanha eleitoral da mídia convencional para a mídia digital, os políticos abrem uma verdadeira caixa de surpresas, porque até agora o processo eleitoral era filtrado pela intermediação da imprensa, que impunha os seus padrões éticos e comportamentais na hora de publicar reações mais agressivas do público.

A senhora Hillary apropriou-se do chamativo slogan Let the Conversation Begin (Vamos começar a conversa) introduzindo num vídeo que foi publicado primeiro no You Tube e só depois distribuido para a imprensa convencional. A opção pela campanha direta está levando os candidatos, priorizar a transmissão de mensagens por meio de sites muito populares em vez de utilizar o site oficial da campanha. Hillary Clinton, por exemplo, usou o site do site Yahoo Answers para perguntar aos americanos o que eles acham da previdência social no país deles. Em cinco dias, pouco mais de 37 mil pessoas mandaram respostas. Todos os demais pré-candidatos norte-americanos estão seguindo os passos da mulher do ex-presidente Bill Clinton.

O recurso à conversa direta com os eleitores vai causar prejuizos à imprensa que tradicionalmente aumenta tiragens e audiência em períodos eleitorais. E terá uma outra consequência política não menos importante. Os candidatos passam a construir sua imagem de forma independente da mídia convencional, usando os próprios sites e principalmente o que os marqueteiros chamam de mídia distributiva, ou seja, sites como YouTube, Yahoo Answers, Meet Up, Move On e outros. A busca de corações e mentes começa a passar ao largo dos jornais, revistas, radios e televisão para concentrar na "grande conversa" com os eleitores por meio da internet.

Os especialistas dizem que o processo é irreversivel nos Estados Unidos. Aqui no Brasil a perda de influência eleitoral da mídia convencional não deve ser tão intensa porque a penetração da internet ainda se limita a 30% da população. Mas tudo indica que é uma questão de tempo a webificação de nossas campanhas eleitorais.

Fonte: Carlos Castilho (Observatório da Imprensa)

Extra! Extra! Fafá e Fidel têm algo em comum


Pesquisador do Pará diz que Fidel Castro é brasileiro e nasceu em Tracuateua
Edílson Silva chegou a pedir exame de DNA de supostos parentes brasileiros do ditador. Banda da cidade compôs uma música chamada "Origens de Fidel".

Um pesquisador do Pará diz ter feito uma "descoberta histórica": Fidel Castro, líder da revolução cubana, é brasileiro. Edílson Silva Oliveira, de 40 anos, vai ainda mais longe. Afirma que o ditador nasceu em Tracuateua, no nordeste paraense, e quer transformar o município em um enorme parque temático. Ele já tem até sugestões para renomear a cidade: Fidelândia Gloriosa, Nova Fidel ou Fidelópolis. (...)

Fonte: Pablo López Guelli, do G1, em São Paulo

Leia íntegra: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL2732-5602,00.html

Eu vejo sim e vou torcer pra loura burra


Que me desculpem os "intelectuais", mas eu vejo sim e estou vivendo. Tem gente que não vê e está morrendo, eu vejo sim. E estou torcendo pra caipira, que se chama Irisleine (algo assim) e tem o apelido de "Siri" (Iris ao contrário). Não resisto a um chororô. Ainda mais que a moça é bonitinha e fala "póirta".
E não me venham com gozações.

Fique rico com o YouTube


YouTube planeja remunerar usuários que enviarem vídeos ao site
Com a tentativa de apoiar a criatividade e incentivá-la, o site de vídeos YouTube planeja remunerar as pessoas que enviarem vídeos ao site. O co-fundador do YouTube, Chad Hurley, disse ontem, durante o Fórum Econômico Mundial, que o site planeja compartilhar receita com os usuários que produzem conteúdo. A empresa planeja lançar um sistema de publicidade que inclui anúncios de três segundos para serem mostrados antes dos vídeos.

Fonte: Internauta Aline Golveia (IG)

domingo, 28 de janeiro de 2007

Crônica: E já que falamos em Fátima Bernardes...


Tia Fátima é o caramba!
Paulo Cezar Guimarães

Tá certo: podem me chamar de tio. Já passei dos 40, tô meio barrigudo, ficando careca, e não perco um show do Roberto Carlos no Canecão. Mas chamar a Fátima Bernardes de tia é sacanagem. Eu não admito.

Explico: outro dia, conversando com uma aluna na faculdade, ela me disse que morava no Méier. Contei que a Fátima Bernardes, no início da carreira, quando trabalhava no Jornal de Bairros de O Globo, também morava no Méier. Sei disso, porque sempre morei nas proximidades do Grajaú e, antigamente, nas redações, quase todo mundo morava na zona sul; quem morava na zona norte era encarado como pingüim na praia. Mas, voltando ao papo com a minha aluna, ela me disse que “a Tia Fátima tinha sido professora de balé dela e que ...”

“Péra aí!” – exclamei. “Tia o quê?”, perguntei.

“Ué, Tia Fátima. Era assim que a gente chamava ela...”.

Olhei a moça de cima a baixo, constatei que tinha pouco mais de 20 anos, mas fiquei indignado assim mesmo.

“E a Tia Fátima, quer dizer, a Fátima nunca reclamou?”.

“Reclamar por quê?”

Fiquei revoltado. Com a garota, por achar normal chamar a Fátima de tia, e com a Fátima, por não reclamar.

Na faculdade, meus alunos, quando querem me gozar, me chamam de tio. Tio PC pra lá, tio PC pra cá.... É duro! Alguns desavisados, no começo do ano letivo, me chamam também de senhor. Pô: senhor é porteiro!

Outro dia, numa esquina de Ipanema, dei uma bronca num desses meninos que
vendem bala no sinal só porque ele veio com esse papo de tio.

“Qual é cara? Tá pensando o quê? Você parece mais velho do que eu. Sou da geração de Woodstock, fui hippie, tenho todos os discos do Jimmi Hendrix, Led Zeppelin, Pink Floyd e The Who. Você vai chegar na minha idade e quero...”.

Quase fui multado pelo guarda municipal que, de longe, acenava para eu acelerar, enquanto uma dezena de carros buzinava atrás de mim. Voltando, mais uma vez, à Tia Fátima, ou melhor à Fátima, fico imaginando a cena: Fátima chega com o carro no estacionamento e o guardador, um negão de dois metros de altura, barba cerrada, camisa do Flamengo, sandália 43, pergunta:

“Tia: posso tomar conta?”

Se ainda fosse o Tio William (Bonner)...

Te cuida, Fátima Bernardes! Com vocês: Melissa Theuriau


Ela é francesa e é considerada a mais bela jornalista do mundo.

Madonna francesa? Ou simplesmente Alizee


Ela tem 18 anos, dizem que é casada e tem um filho. É ver e comentar.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Pena que esses não voltam nunca mais. Quem viu, viu


Bandas que acabaram planejam voltar em 2007
Um grande número de bandas de rock e pop veteranas anunciou que vão voltar a tocar juntas em 2007.

A banda australiana Crowded House, as americanas Rage Against the Machine e Van Halen, e os britânicos independentes do Jesus and Mary Chain, são exemplos de grupos que planejam shows de reunião. Outras bandas que já confirmaram retorno para este ano são Smashing Pumpkins, Sugacubes, Dinosaur Jr. e My Bloody Valentine. O Genesis - com Phil Collins, mas sem Peter Gabriel – também já anunciou as datas de sua turnê em 2007, enquanto todos esperam que Sting reúna novamente o The Police.

Dinheiro
Segundo Mark Sutherland, chefe do escritório da revista Billboard em Londres, existe uma grande razão para a volta de tantas bandas. "É chamada dinheiro. Essencialmente é a isso que resume a reunião", disse. "Na maioria dos casos estas pessoas podem fazer mais dinheiro (tocando) em suas velhas bandas do que tocando ou fazendo o que quer que estejam fazendo agora." Sutherland cita como exemplo a banda The Police, afirmando que se eles realmente voltarem a tocar juntos, será "a maior turnê do verão (no hemisfério norte)". "Eles vão tocar em locais gigantescos para quantidades enormes de pessoas e o Genesis já esgotou ingressos para shows em estádios no mundo todo", acrescentou. Mas, quando o Genesis anunciou sua turnê de reunião em 2006, Phil Collins negou que o motivo tenha sido dinheiro.
"Estamos todos ricos o bastante para não nos preocuparmos com de onde vem os próximos milhões", disse. "Se a questão fosse dinheiro, estaríamos tocando mais de 20 shows. Apenas sinto que era a hora certa para tentar isto", disse Collins, acrescentando que "sentia falta da camaradagem".

Lucro
Outras bandas também afirmaram que suas turnês de reunião ocorrem apenas por ser a "hora certa". Mas, quando a lendária banda punk Sex Pistols se reuniu para uma turnê mundial em 1996, John Lydon - também conhecido como Johnny Rotten - deixou claro que sua banda tinha esquecido as diferenças apenas para conseguir o "lucro imundo". "Encontramos uma causa comum, e é o seu dinheiro", disse.

Na lembrança
Nem todos topam voltar. Os suecos do Abba teriam rejeitado a oferta de US$ 1 milhão em 2000. Um dos integrantes do grupo, Benny Andersson, disse a um jornal sueco: "É muito dinheiro para dizer não, mas decidimos que não é para nós". Outras bandas que não devem voltar - principalmente devido ao sucesso em carreira solo de alguns de seus ex-integrantes - são The Smiths e The Jam.
Mas ainda existem outras bandas lendárias que atrairiam atenção e dinheiro caso decidissem voltar. O Pink Floyd, incluindo David Gilmour e Roger Waters, voltou ao palco em 2005 para o Live 8 em Londres - mas resistiram a todas as ofertas para se lançarem em uma turnê. "O maior acordo (a ser fechado) em termos de uma turnê pelo mundo seria, definitivamente, com o Pink Floyd", disse Mark Sutherland. "Mas estes caras são bilionários, ou coisa parecida. Eles realmente precisam de outro castelo?", afirmou.

Fonte: BBC

Uma certa influência chapliniana



Literalmente sem palavras.
Colaboração: Dungó

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Dicas do Blog: "Crônicas", de Gabriel Garcia Márquez


Acabei de ler as 700 e tantas páginas das "Crônicas", do Gabo. Já tinha lido as "Reportagens políticas". Em breve, vou ler "Da Europa e da América", assim que a Siciliano via Internet me entregar o livro, que paguei no dia 9 e que até hoje não recebi. Primeiro disseram que os livros foram furtados; agora dizem que não têm o livro em estoque. Recomendo a leitura da série que destaca a obra jornalística do colombiano. São cinco livros - quatro "tijolaços". Mas não comprem na Siciliano; eles não entregam. Tentem a FNAC, que tem bom preço (pouco mais do que a Siciliano), e costuma entregar a mercadoria.

Não contem pra ninguém que botei um texto do Sarney no meu blog...


...mas o cara está escrevendo em favor dos livros.

O livro resiste
JOSÉ SARNEY


ELIO GASPARI , há alguns anos, escreveu que duas coisas jamais desapareceriam: o livro e o jornal. Eles venceriam todas as tecnologias de informação e com elas disputariam o seu espaço. Li, ontem, em Clóvis Rossi, que a crise dos jornais fez parte da agenda do Fórum Econômico de Davos, com a conclusão de que ainda não é hora do suicídio. Eterna vida.
Com o livro nesta cesta, creio que nenhum dos dois sumirá do mapa. O aquecimento global pode levantar o nível dos mares, e a água invadirá as cidades, mas salvaremos os livros, se não pudermos salvar os prédios das bibliotecas.
É que o livro e o jornal são tecnologias avançadíssimas. A história só existe a partir do livro. Sem Homero, cego, descrever a Guerra de Tróia, nada saberíamos sobre a Antigüidade. Relembro que graças a "Ilíada" Schliemann descobriu Tróia.
Há 40 anos comecei a luta, isolado, para o Brasil iniciar um programa de incentivos fiscais para a cultura, minha causa parlamentar. Depois de apresentar quase uma dezena de projetos, tive a felicidade de, como presidente da República, fazê-los realidade.
Mas ainda precisamos proteger o livro. Apresentei um projeto, já sancionado, de Estatuto do Livro e outro para a criação de um fundo para a difusão da leitura e a proteção ao livro. Precisamos socorrer as bibliotecas, disseminá-las por todos os municípios do Brasil.
Gilberto Dimenstein nos conta de experiências simples para resolver grandes problemas. Dá um exemplo: a bibliojegue, que é uma biblioteca ambulante colocada em jumentos distribuindo livros na área rural. No Amapá, é um sucesso a Arca do Livro. Um baú cheio de livros levado a localidades isoladas na floresta, onde o livro é recebido como rei.
Na última eleição, cheguei a Calçoene, um pequeno município quase na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. O que me pediram? Estradas, hospitais, casas? "Senador, mande livros para nós.
Livros!" Meu coração doeu, e dessa dor quero comungar com todos os meus leitores.
O livro tem sido muito perseguido. Queimaram-se livros por religião, por ideologia, por preconceito. Queimam-se bibliotecas para acabá-lo como propulsor de idéias. Não foi só a biblioteca de Alexandria; mas a Corvina, fundada pelo rei Matias Corvino em 1476, na Hungria, a Fatímida, no Egito, com mais de cem mil livros, e milhares e milhares delas. Livros isolados, não sei quantos: bilhões.
Mas ele resiste e resistirá, com o jornal, que é como seu derivado.

Fonte: Folha de S. Paulo

Será que é isso que o coronel chama de VITÓRIA?



Deu na Folha:
"Derrotados de 64 querem se vingar", diz coronel Ustra
Acusado de tortura e processado, militar aposentado se diz vítima de "revanchistas"
Após almoço de apoio, no Rio, oficial afirmou que um grupo de civis estuda propor ação contra militantes que lutaram contra a ditadura
ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO

O coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra classificou como "revanchistas derrotados" os autores do processo que o aponta como torturador na ditadura militar (1964-85).
A ação é movida em São Paulo por cinco integrantes de uma mesma família. Para o ex-comandante do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo, os acusadores colocam "no banco dos réus aqueles que venceram".Todos os 500 lugares do salão nobre do Clube Militar, no centro do Rio, estavam ocupados ontem para o almoço em apoio ao oficial. Havia ao menos dois ex-ministros militares: Zenildo Zoroastro de Lucena (governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso) e Bayma Dennis (governos José Sarney e Itamar Franco).
"Viemos aqui apoiar o nosso amigo Ustra", disse Zoroastro de Lucena. Também estava presente o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).Após o discurso, Ustra afirmou que um grupo de civis estuda a possibilidade de propor uma ação declaratória contra militantes que lutaram contra a ditadura e "praticaram atos terroristas". Segundo ele, a ação serviria "para aqueles que comprovadamente cometeram atos de terrorismo serem declarados terroristas. Eles não querem que eu seja chamado de torturador?".
Citou como exemplo de "terroristas" o chefe da Casa Civil de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, e o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ).
O coronel não apontou os integrantes do grupo que pensa processar ex-militantes de esquerda. Afirmou que a proposta "está em andamento ainda".
O processo seria semelhante ao movido pelo casal Maria Amélia e César Teles, os filhos Janaína e Edson, e Criméia de Almeida, irmã de Amélia: uma ação declaratória, sem visar indenização pecuniária ou punição ao réu.
No discurso, Ustra pediu que os interlocutores não se "iludissem": "Sou o primeiro! Mas não se iludam. Amanhã serão outros. É a vingança dos derrotados de 1964, muitos dos quais hoje se encontram no poder".Para o militar, a intenção dos militantes de esquerda é revogar a Lei de Anistia (1979). "Estou sendo julgado, apesar da Lei de Anistia, que penso muito em breve será revogada, mas que ainda está em vigor. (...) Assim aconteceu na Argentina, no Chile, no Uruguai."
Narrando o dia em que prendeu a família que agora o processa, em dezembro de 1972, Ustra afirmou que, enquanto manteve preso os pais, deixou os filhos Janaína e Édson na casa de uma policial militar com o consentimento do casal.
"Movido mais pelo coração do que pela razão, achei que essa era a melhor solução", disse. "As crianças foram levadas para a casa da agente. Para que não sentissem a falta dos pais, diariamente eram conduzidos ao DOI para ficar algum tempo, aproximadamente duas horas, com eles".
Em nenhum momento de seu discurso Ustra se referiu ao que aconteceu nos dias em que Amélia, César e Criméia permaneceram presos.
Levantamento da Arquidiocese de São Paulo apontou a unidade militar, na época em que era comandada por Ustra, como um dos principais centros de tortura e morte de opositores do regime militar.
De 1967 a 1974, grupos de esquerda se engajaram na luta armada contra a ditadura -praticaram ações e atentados a bomba, que resultaram em mortes. Nesse período também se concentram as vítimas do regime militar. Ao todo, 376 pessoas teriam sido mortas pela ditadura, somando-se os nomes apontados pelo Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos e pela Comissão Especial de Reconhecimento dos Mortos e Desaparecidos Políticos.

Não há o que comentar uma declaração de um sujeito desses e de todos os que acham que ele deve ser homenageado. Mas é sempre bom mostrar aos jovens quem são esses caras e que eles ainda acham que estão certos.

TORTURA E TORTURADORES NUNCA MAIS!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Crise dos jornais impressos? E tem gente que acha que só serve pra embrulhar peixe e forrar gaiola


Não é ainda caso de suicídio
Clóvis Rossi
DAVOS - A crise do jornalismo, o impresso pelo menos, entrou na agenda do encontro anual 2007 do Fórum Econômico Mundial. Pena que tenha sido em sessão fechada, com a participação de cerca de 80 jornalistas tidos como entre os mais "respeitados e influentes" do planeta.
Não posso, portanto, reproduzir o inteiro teor da discussão, mas resgato uma avaliação e uma pesquisa (do Gallup) que vão na contramão da perspectiva de fim dos jornais (ao menos do jornal em papel). A frase é de Mathias Döpfer, executivo-chefe do grupo de mídia alemão Axel Springer, publicada no ano passado pelo "Die Welt": "Precisamos tomar cuidado para não cometer suicídio por medo de morrer".
Alarmem-se, portanto, os leitores: não me sinto estimulado a cortar os pulsos. Ainda há vida para o jornalismo impresso, a única atividade remunerada que tive.
A pesquisa do Gallup é mais eloqüente. Feita com 55 mil pessoas de 60 países (o Brasil não está na lista), mostra que a mídia tradicional ainda é, de muito longe, a fonte principal tanto de informação como de análise.
Pego só os pesquisados com acesso à internet: 61% informam-se de notícias de seu país pela TV local, 4% por TVs globais, 10% por jornais/revistas e 7% pelo rádio (o velho e bom rádio).
Blogs, a badalada novidade, são fonte para apenas 3% dos pesquisados, marginal portanto. Para análises políticas, o resultado muda a favor dos jornais, que passam a ser fonte básica para 19%. Blogs, os mesmíssimos 3%.
O problema é menos, portanto, de público e mais de "modelo de negócio", comentou-se. Ou, acrescento, de como a mídia tradicional pode ganhar dinheiro ao usar, além do papel, também a internet como plataforma de informação. Posso, portanto, me aposentar sem cair em desuso.

Uma homenagem: 453 anos de São Paulo



Corro o risco de perder os milhões de leitores e amigos que tenho em São Paulo, mas o post foi tirado do blog do José Simão, que tem a "cara" da cidade.

Qual frase melhor resume a cidade de São Paulo?
1) Terra da garoa. Chove o verão todo!
2) São Paulo não pode parar. Porque não tem estacionamento!
3) Carro em São Paulo deveria pagar IPTU. É bem imóvel!
4) São Paulo foi fundada há 453 anos e afundada pelo buraco
5) Capital da gastronomia. Todo mundo come todo mundo!

Cartas pro Anhangabaú via Minhocão. Falar em ver o "minhocão"...

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

O professor precisa conhecer a Cláudia Ohana


Estudo revela que pêlos pubianos determinam a personalidade sexual feminina

Um estudo japonês revelou que os pêlos pubianos influenciam na sexualidade das mulheres. O professor Asaki Geino, autor do estudo, afirmou que os pêlos femininos normalmente crescem no formato de um triângulo invertido, mas que também podem ser retangulares ou elípticos. Ele disse que não é raro que mulheres com pêlos pubianos retangulares se apaixonem à primeira vista ou caiam de cabeça num relacionamento e isso faz com que os homem fiquem loucos por elas. Contudo, a maioria das mulheres ocidentais têm pêlos pubianos em formato de um triângulo invertido e esse tipo se caracteriza pela fidelidade e aptidão para a vida em família, sendo boas mães, esposas fiéis e filhas carinhosas. Não há dúvida de que a descoberta do professor seja muito interessante, mas é quase impossível de ser aplicada na prática, já que a maioria das mulheres hoje em dia depilam os pêlos pubianos.

Fonte: Cássia Oliveira - IG

Brincando de polícia e ladrão. Imaginem se fosse pêra, uva ou maçã?



As fotos foram publicadas no globo online. O texto é do jornalista Jorge Antônio Barros, de O Globo, publicado no blog "Repórter de crime".
Turistas estrangeiras
brincam de PM no Rio.
Com armas de verdade.


O Globo Online recebeu agora à noite o link enviado por um leitor com fotos sensacionais de um grupo de belas turistas estrangeiras brincando com armas pesadas de policiais militares do 26o Batalhão da PM (Angra dos Reis). O site foi rápido, botou as fotos no ar e, de lambuja, o repórter Eduardo Almeida fez a matéria que sai nesta quarta na editoria Rio do Globo, em alto de página.
O dono das fotos também foi rápido e já tirou as fotos do site dele.
O comandante do batalhão, que confessou não ter internet em casa (outro absurdo), disse que vai tomar providências porque certamente a situação é irregular.
Com certeza os PMs não fizeram por mal. Eles apenas foram seduzidos pelas mulheres e entraram no clima da brincadeira e das fotos feitas pelo grupo de estrangeiros. Mas deveriam ser serevamente advertidos a não permitir esse tipo de brincadeira com seus instrumentos de trabalho. É por essas e outras que a corporação muitas vezes não é considerada séria. Os sérios pagam pelos brincalhões.
Mais uma vez vou bater na tecla da educação (parece síndrome de Cristóvam Buarque). Mas esses policiais estão precisando de uma boa reciclagem e volta às salas de aula da corporação.
E lembro de um episódio que assisti com esses próprios olhos, no fim do ano passado, na semana dos atentados. Um perito da Polícia Civil veio examinar a janela do restaurante do jornal, que fora atingida por uma das balas disparadas por bandidos, num ataque a uma delegacia de polícia, vizinha. Ao chegar no restaurante, para fazer uma boquinha, deparei-me com um fuzil M-16 (a versão militar do AR-15) jogado sobre uma das mesas, a uns 10 metros de onde estavam os peritos. Cheguei bem perto da arma, olhei-a e comentei, ironizando: "Se eu fosse do mal, poderia estar agora mesmo com esse rifle nas mãos, botando todo mundo para correr aqui no restaurante". O policial reagiu, comentando que o momento não era para brincadeira. Imaginem se fosse.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

“Alemoa” ruim de roda



E a motorista da cidade alemã de Langehangen que confundiu o pedal de freio com o do acelerador e conseguiu pendurar o carro na janela de um estacionamento?! A “barbeira”, de 49 anos, não se machucou, mas prometeu passar as férias no Rio ano que vem. Aqui ela ainda entraria na estatística da Indústria das Multas por estacionamento irregular.

Fonte: UOL

Crônica: OiEh! eSKeCeu dos PoBres neh! é a #!@+?*&%#


OiEh! eSKeCeu dos PoBres neh! é a #!@+?*&%#
Paulo Cezar Guimarães

Agora eu posso dizer: isso nunca aconteceu comigo! E justamente no domingo à noite!
E o pior é que quase todos os meus amigos ficaram sabendo. A notícia se espalhou. Pior ainda é que telefonaram e mandaram e-mails pra se solidarizar comigo. Uma ex-aluna, a Beatriz, ofereceu os serviços do namorado pra resolver o meu problema.

“Ele não é careiro e atende no Rio”, escreveu ela.

Meu ex-chefe no Globo, Milton Coelho da Graça, garantiu que eu não era o único e sugeriu que eu “não esquentasse a moringa; é o preço do progresso”.

Um amigo psicanalista também soube e me ligou: “Liga não. Tem sempre a primeira vez; não se sinta culpado. Já aconteceu com vários clientes meus. Diversas vezes”.

Outro ex-aluno finalizou o e-mail assim: “Por falar nisso, estou precisando mesmo falar com meus ex-professores. Estou passando por um momento muito difícil (...). Trata-se de um tipo de insegurança normal? Toda opinião de alguém mais experiente na área será bem-vinda”.

Outro: “Puxa vida, meu amigo, como esqueceria dos pobres se sou um deles? Gostaria de lhe enviar sugestões se você topar”.
Fiquei preocupado com a possibilidade de a má notícia se espalhar e eu perder o controle da situação. E o chato é que souberam o número de vezes: 6, 7, 8 vezes! Teve gente que falou em 15 vezes. Mas como avisar aos meus amigos e conhecidos de uma lista de mais de 1.000 pessoas que eu estava com esse problema? O que todos eles iriam pensar de mim?

O que causou o meu drama veio de uma das faculdades onde leciono e parecia que não me causaria tantos transtornos. Afinal, falava em charges publicadas no site do UOL. E adoro charges.

Mas se alguém conseguiu chegar até aqui, vou logo avisando: não é nada disso que vocês estão pensando. Caí no conto do vigário; digo no vírus. O "OiEh! eSKeCeu dos PoBres neh!" me pegou. Mas como eu, que saco um pouco de português e tenho o maior cuidado em evitar gírias, modismo e neologismos, caí nessa? A Cláudia Manhães me ligou avisando que não abriu por causa da grafia das palavras. E a Clarisse, ex-aluna, decretou: “Acho que você, como jornalista, não ia escrever dessa maneira, 'neh'?”.

Passei o anti-vírus três vezes no meu computador. Acho que superei esse problema. Mas agora sou eu que vou ligar pra um amigo falando do problema dele.

Acabei de receber uma mensagem do repórter-fotográfico Alcyr Cavalcante, que não consta na minha lista de e-mails, com a seguinte mensagem: O "OiEh! eSKeCeu dos PoBres neh!".

Tem pente aí?


Berlusconi assedia fiscal

Vale a pena copiar e ver: http://megaplayer.ig.com.br/home.aspx?autoplay=true&contentid=67802

Fonte: IG

Tem gente que prefere o King Kong!


Os peitos “desconjuntados” de Sharon Stone
Saiu a lista de indicados ao tradicional “Framboesa de Ouro”, uma sátira ao Oscar que premia os piores do ano no cinema de Hollywood. “Razzie”, como é apelidado, é um deboche só – nem sempre bem recebido pelos agraciados com a “honraria”.
Instituído em 1981, o troféu é uma framboesa de plástico pintada de tinta dourada em cima de um filme super-8. Uma beleza de bom gosto, como é de se imaginar. No “Hall of Fame” da “Framboesa de Ouro” o ator Sylvester Stallone e a cantora Madonna têm lugar de destaque. Foram eleitos os piores do século.

Este ano, os jurados do “Razzie” tripudiaram da continuação de “Instinto Selvagem”, com a atriz Sharon Stone. O filme recebeu sete indicações. Uma delas é para lá de surreal. Os peitos “desconjuntados” da atriz concorrem ao prêmio como pior dupla em cena no cinema no ano passado.

Esses caras entendem tanto de mulher como torcedores do Flamengo entendem de futebol.

Fonte: IG

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Eu tô que tô (Novo comercial de cerveja)


Vou entrar na do meu amigo Sebastião Martins (no sentido da área publicitária, é claro), mas não resisto, devido ao produto, que admiro muito.

Uma mulher de biquini entra em um bar de praia e atrai os olhares dos homens que tentam adivinhar o que está escrito na tatuagem que ela mostra logo acima da bunda. Enquanto ela caminha, eles apenas conseguem ver a palavra 'Tô'. O suspense se desfaz quando ela se inclina para pegar uma garrafa de cerveja na geladeira e o garçom, sempre atento, informa a todos do bar como termina a tatuagem - "Tô dentro!", grita. Este é o roteiro do filme 'Tatuagem', principal peça da campanha de verão, criada pela Binder FC+G para a cerveja Cintra. O comercial estreou ontem na TV.

Fonte: Bluebus

Crônica: Voyeur de cybercafes


Voyeurs de cybercafes
Paulo Cezar Guimarães

“Gabriel García Márquez, né?”.
“É”.
“Bom, né? São quantos volumes?”.
“Cinco”.
“Vai ler todos?”.

Metrô é fogo. Ônibus também. Rua de modo geral; até dentro do prédio ou do condomínio. Basta abrir um jornal, uma revista ou um livro em qualquer lugar público que alguém quer dividir a leitura com você. Tem gente que fica sem jeito. Os tímidos ficam na dúvida entre virar a página e aguardar o vizinho acabar de ler o título ou a notícia que se está lendo; os egoístas e maquiavélicos viraram a página de propósito, dobram o jornal em pedacinhos e ficam de lado pro sócio na leitura.

Outro dia no ônibus, indo da Rodoviária pra Copacabana, eu estava acabando de ler “Eu vi Ramalah”, do poeta palestino Mourid Barghouti. Não chega a ser a “Odissea”, de Ulysses, mas também não é nenhum auto-ajuda vulgar. Percebi que alguém atrás de mim se curvava pra ler o que eu estava lendo. Era um senhor de uns 60 e poucos, 70 anos de idade. Aparência humilde e roupas simples.

“É sobre a Guerra no Iraque?”, perguntou.

“Não, é sobre a relação entre israelenses e palestinos. Algo assim”, respondi.

E o homenzinho desandou a filosofar sobre os problemas do mundo, com grande conhecimento de causa. Tive vontade de dar o livro pro cara. Só não o fiz porque a geladeira lá de casa tem andado um pouco vazia e livros, cá entre nós, estão custando “os olhos da cara”, como se dizia antigamente.

Tem gente que passa a pensar que conhece suas preferências pessoais por causa dos livros que você lê. Uma vez, no playground do prédio onde moro, a mulher do vizinho puxou papo:

“Escuta aqui. O senhor gosta do Hitler, né?”, perguntou.
“Como assim?”, respondi, perguntando também.
“Ué! Vi o senhor lendo um livro do Hitler outro dia”.
“Mas isso não quer dizer que eu gosto do Hitler, minha senhora...”.

Imaginem se ela me visse lendo o “Kamasutra” ou alguma história de “Jack, o Estripador”?

Mas também tem o seu lado bom. Um colega de jornal lembra da vez em que foi publicada sua primeira matéria assinada no Globo. Entrou no ônibus e viu um passageiro lendo o quê?

O Globo. Justamente a matéria dele. Dava pra ver de cima. Ficou olhando de longe. Teve vontade de se aproximar e dizer que aquela matéria tinha sido escrita por ele. Mas será que o cara acreditaria? O que será que pensaria dele? Imaginou até pegar a carteira de identidade para provar que o autor da matéria era ele. Mas homônimos existem. E um homônimo do autor da matéria poderia estar no ônibus justamente na hora em que aquela pessoa estava ali. E achou que seria ridículo ficar discutindo com o cara pra provar que ele era ele. Desistiu.

Um outro amigo coleciona revistas de mulher pelada, mas tem vergonha de comprar. É que nem criança de antigamente quando a mãe mandava à farmácia pra comprar “modess” – aqueles absorventes femininos do tempo da vovó que vinham embalados em papel rosa e todo mundo de longe sabia o que era. Quem tem mais de 50 anos de idade lembra bem. Certa vez, repórter do Globo cobrindo o Palácio Guanabara, estava distraído na sala dos repórteres lendo, ou melhor, vendo, a Playboy. Foi justamente naquela página que abre em forma de pôster que a porta abriu: era o secretário de Justiça de Brizola, Vivaldo Barbosa, mineirinho sério e formal.

“Olá!”, disse o secretário, sorrindo.

“Herr, herr, ops, oo ... olá ... secretário. Tudo bem?”.

Tentou virar a página rapidamente, mas já era tarde:

“Lendo revista de sacanagem, né, meu camarada?!”.

Estava fora do Rio e entrei num cybercafe. Estava lotado e tive que esperar uma máquina disponível. Meu espírito de “voyeur de cybercafes” veio à tona. Fiquei olhando de longe pra ver onde as pessoas estavam navegando. Curiosidade de repórter. Uma boa desculpa. Muitos joguinhos e, claro, orkut a dar com o pau. Não vi ninguém lendo sites de notícias ou blogs. Num canto da loja, um sujeito sinistro, como se diz hoje em dia, mudou rapidamente a tela, quando percebeu que eu estava olhando pro seu monitor. Mas deu pra perceber mesmo assim: o cara estava navegando num site pornô. Não deu pra confundir o que ele estava vendo. E justamente naquela parte que dobra...

Polícia para quem precisa ou pra fazer a mesma inutilidade de sempre?


Se era pra ficar fazendo blitz com hora e local marcados, pra que chamar força especial? Blitz não funciona dessa forma. Os bandidos sabem. Servem só pra constranger os cidadãos. O amigo do Titãs não reclamou; eu reclamaria. Mas queria ver mesmo é essa gente fazer isso com outras pessoas de bem e honradas como ACM e seu neto, Maluf, Collor, Roberto Jefferson e Cia.

Do início do baú do site da BBC (Linkar com o post abaixo)



...já que o assunto abaixo é sobre expulsão de pessoas que usam camisetas "estranhas" em avião...

Camiseta com seios nus tira casal de avião nos EUA

Um casal americano foi retirado de um avião em Miami porque os tripulantes da aeronave consideraram que a camiseta que um deles estava usando era obscena.
Oscar Arela e sua namorada, Tala Tow, estavam viajando da Costa Rica para Nova York quando aconteceu o incidente. Ele estava usando uma camiseta em que apareciam os seios nus de uma mulher.

Os tripulantes falaram para Oscar retirar a camiseta ou vesti-la do avesso para esconder a imagem, mas ele se recusou e acabou sendo expulso do avião.
Grito
Um porta-voz da empresa responsável pelo vôo, a American Airlines, disse que os tripulantes agiram corretamente e que o casal recebeu de volta o dinheiro da passagem. "Trata-se de uma imagem de um homem e uma mulher, e os seios da mulher estão à mostra", disse Tow ao jornal Miami Herald, falando a respeito da camiseta de seu namorado. "O comissário de vôo veio em nossa direção e gritou: 'Você tem que tirar essa camiseta agora mesmo'." O casal afirma que ninguém no vôo havia reclamado da camiseta. Mas o porta-voz da American Airlines disse que a peça de roupa continha imagens "bem mais explícitas" do que as descritas pelo casal.

E como já dizia Jorge Maravilha: Você não gosta de mim



Deu no BBC:Passageiro com camiseta anti-Bush é barrado em vôo
Um passageiro da empresa aérea australiana Qantas foi barrado em um dos vôos da companhia por usar uma camiseta que retratava o presidente americano George W. Bush como um terrorista. Allen Jasson ameaçou entrar com um processo contra a companhia e acrescentou que está obedecendo ao principio de liberdade de expressão e desafiando a decisão da Qantas.

The right man in the right place (Deu no IG)


Preso tenta fugir dentro de lata de lixo no interior de São Paulo
A notícia foi enviada ao IG pelo internauta Marcos Oliveira da Silva

Valdeci Alves de Souza, 26, tentou fugir da cadeia pública de Leme, interior de São Paulo, de uma forma inusitada no último sábado. O detento esperava sair do lugar dentro de um latão de lixo, com capacidade para 200 litros. Ele foi descoberto porque o carcereiro desconfiou do peso do lixo, que já se encontrava na rua, em frente ao xadrez. Quando abriu a lata, o carcereiro foi surpreendido por Valdeci, que acabou rendido por outro carcereiro, que encontrava-se armado.

Agora é que o bicho vai pegar


Dungó manda colaboração e faz comentário no final.

Soldados chegam do Iraque para férias no Rio

Um grupo de 300 soldados americanos que combatem no Iraque irá passar
férias no Rio de Janeiro. O programa deverá durar pelo menos de 15 dias
e é pago pelo governo dos Estados Unidos.
Garotas de programa que tiveram os soldados como clientes reclamam que
eles não cumprem o que é combinado antes do encontro.
A folga dos militares preocupa o secretário de turismo, Eduardo Paes,
que tenta combater a imagem da cidade como rota de turismo sexual. Ele
espera que, no contato com os soldados, seja possível desfazer a imagem
do Rio como paraíso do turismo sexual.

Redação Terra

Obs: esses malucos saem de uma guerra e vem direto pra outra.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Naomi Campbell apaixonada por "seita bizarra"? (Deu no BBC e no Mail on Sunday)


Jornal conta ligação de Naomi com seita brasileira 'bizarra'
O jornal britânico Mail on Sunday publicou um artigo neste domingo analisando a ligação da modelo Naomi Campbell e o pai-de-santo brasileiro Tuca Franchini.
O jornal diz que a modelo "problemática" estaria "apaixonada pela bizarra seita brasileira", se referindo ao Candomblé.
"Ela não o pratica como religião, mas me escuta quando eu conto a sua história porque ela é apaixonada pelas raízes da nossa cultura africana."
Embaixadora
O jornal menciona rumores de que Frachini seria um ‘guia espiritual’ de Naomi e ela teria buscado a ajuda de espíritos do Candomblé para conter seus acessos de raiva.
Na semana passada, a modelo se declarou culpada de ter agredido uma ex-funcionária com um telefone celular. Ela foi condenada a prestar serviços comunitários em Nova York.
No que chama de primeiro comunicado público de Franchini sobre sua amizade com a britânica, o jornal diz que ele considerou apenas coincidência o fato de ela ter voado da cidade americana direto para o Rio de Janeiro.
"Ela visitou o Rio porque estava se tornando embaixadora da cidade no exterior e para festejar meu aniversário de 36 anos como amiga", disse ele.
Um porta-voz da modelo negou que Naomi Cambell se identifique com alguma religião específica e rejeitou categoricamente que ela tenha se consultado com Franchini por causa dos acontecimentos em Nova York.

Será que ele é ele? (Elio Gaspari na Folha)



VLADIMIR FRAGA
Saiu no Brasil a biografia de Lênin do historiador inglês Robert Service. É boa, mas o personagem talvez tenha caducado. Na capa do livro há uma fotografia do bolchevique paginada de tal maneira que ele ficou com a cara de Armínio Fraga, presidente do Banco Central durante o tucanato.

Clipping do blog (Deu no Noblat, deu no Estadão, mas deu mesmo no New York Times)



Jornalistas 24 horas
David Carr
Como muitos jornalistas do meio impresso moderno, tenho um blog. Para os que ainda não têm um blog, pensem num grande Labrador marrom: amigável, divertido, não muito inteligente, mas exigindo constantemente sua atenção. Ter um blog (o meu, que por acaso é sobre a corrida do Oscar, está em carpetbagger.blogs.nytimes.com) me torna acessível e próximo, amistoso e envolvido com os leitores. Talvez envolvido demais.

Há um comentarista habitual de meu blog e de outros no New York Times (NYT), "Mark Klein, M.D.", um senhor idoso, polido, com muitas opiniões e tempo livre. Ele pode ser um pouco ranzinza, politicamente incorreto, beirando a provocação, mas sempre escreve como se fôssemos amigos. E talvez sejamos. Há dias ele enviou uma nota afirmando que viajaria para Israel e eu não deveria interpretar seu repentino silêncio como sinal de que perdera o interesse por mim. Como se me importasse.

Mas eu me importei. De certo modo, senti sua falta. Escrevi-lhe um recado e lhe telefonei, em Israel, para conversar sobre ele estar fora da rede (da minha em particular). "É bom ter notícias suas. Também senti sua falta", respondeu-me, como se fosse a coisa mais natural do mundo. "Há uma intimidade na troca de elétrons - quase como um romance online – que significa que você é uma pessoa real para mim", disse ele. "Já tínhamos um variado bate-papo."

Os bloggers independentes podem rir à vontade da postura arrogante da grande mídia, mas eu e outros no NYT nunca estivemos tão em contato com cada capricho enfaticamente postado pelos leitores. Não só estou atento ao que as pessoas dizem, como me importo. Às vezes questiono se me importo a ponto de negligenciar outras coisas, como, oh, meu trabalho. Teclar no blog é sedutor de uma forma que um prazo de fechamento de jornal nunca será. Quando acabo de inserir notas, moderar comentários e fazer links, percebo que o tempo voou. Provavelmente eu deveria ter feito uns telefonemas para a coluna da semana que vem, mas, em vez disso, talvez eu escreva, ah, sobre blogs.

"Vivemos a maior expansão da capacidade expressiva da história da raça humana", diz Clay Shirky, professor-adjunto de Telecomunicações Interativas da Universidade de Nova York. "E não seria uma revolução se não houvesse perdedores. A velocidade de conversação é um lado positivo, mas parte da reflexão, recapitulação e expressão cuidadosas se perdeu." Dou uma olhada na seção de comentários de meu blog e ele continua: "Há um prazer obsessivo, em configurar e observar isso, uma constante medida de capital social."

Sempre houve um meio de retorno no jornalismo - cartas ao editor, telefone e, mais recentemente, e-mails. Mas num blog o retorno é instantâneo. O lado bom de fazer jornal era que, em dado momento, a matéria estava pronta e o autor ia para casa. Agora, conectado em meu computador, tornei-me uma espécie de corretor negociando a cada segundo meu mais precioso produto: eu mesmo. Quanto gostam de mim agora? E quanto a... agora? Humm... Agora?

Josh Quittner, editor da Business 2.0, recentemente pediu a seus redatores que criassem blogs, e ele tem um também. Encorajou-os com (pequenos) bônus baseados no número de visitantes, depois que um de seus mais destacados repórteres, Om Malik, deixou a revista para cuidar de seu popularíssimo blog (Malik ainda escreve uma coluna na revista). "Não quero que isso aconteça de novo aqui", explicou Quittner. "Vivemos um momento extraordinário", disse ele, no meio de uma semana em que o falatório sobre o novo telefone da Apple impulsionava as visitas ao site. "É como em Pinóquio, quando eles estavam na barriga da baleia e famintos. Acabaram percebendo que deviam lançar uma linha de pesca e começar a puxar todo tipo de atum." Segundo ele, "um dos erros que cometemos no jornalismo foi achar que dar às pessoas as informações que elas querem e de que precisam é complacência".

O desejo de se conectar é um impulso natural, mas pode levar a mau comportamento de parte dos redatores. Às vezes me sinto um tanto solitário em meu blog sobre o Oscar. A solução: ataco um favorito dos fãs, Borat, e centenas de comentaristas furiosos aparecem. Ei, eu tenho leitores.

O índice de interesse em sites também está mudando os jornais. No do NYT, a lista dos que recebem mais e-mails passou de mera curiosidade interna a algo tão relevante quanto conseguir espaço na primeira página. A lista pode ser maravilhosamente idiossincrática - dia 12, uma bobagem publicada há seis meses sobre o uso de adestramento de animais em maridos (O que Shamu me ensinou sobre um casamento feliz) ressurgiu ao lado da reflexão de Thomas Friedman sobre o plano do presidente de enviar mais tropas ao Iraque.

Mas em algum momento essas avaliações (que repórteres de jornal, ao contrário de seus colegas da TV, nunca tiveram de enfrentar) começarão a afetar o critério das notícias. "Pode-se deplorar a crassa tomada de decisões motivada por tais avaliações, mas é impossível evitar o fato de que as visitas a sites são cada vez mais moeda corrente", diz Jim Warren, co-editor-executivo do Chicago Tribune.

Quando este for o caso, o que acontecerá com as outras qualidades, "reflexão, capacidade de recapitulação e expressão cuidadosas", apontadas por Shirky?

"O melhor da Web - ter muitas informações sobre como as pessoas a usam – é também o pior", diz Jim Brady, editor-executivo do Washingtonpost.com. "Podemos enlouquecer com tanto material. A notícia criteriosa tem de ser determinante e a home page do site não pode virar concurso de popularidade."

Meu referendo pessoal continua, embora sem o dr. Klein, por enquanto. Ele planeja, ao voltar, testar o terreno para uma campanha presidencial com a plataforma de mais direitos para os pais sem custódia dos filhos. Isso soa ao tipo de hobby que pode reduzir o tempo que ele gasta comentando meu blog. "Não, não acho que eu vá parar", disse ele. "Acho que, se tivesse sucesso na disputa pela Casa Branca, continuaria a blogar e comentar."

Não posso evitar um certo orgulho. Eu podia continuar, mas o resultado da premiação da Broadcast Film Critics acaba de chegar e preciso atualizar meu blog. Nada como o presente.

David Carr é colunista do jornal The New York Times

Clipping do Blog ("Sobre sorrisos, morte e café", Plínio Fraga, na Folha)



Sobre sorrisos, morte e café
Plínio Fraga

Jornalistas raramente fazem os leitores sorrir. Os poucos que detêm tal qualidade merecem registro. Ben Bradlee, ex-diretor de redação do "Washington Post", definiu assim o jornalista e humorista norte-americano Art Buchwald, morto na quarta-feira passada aos 81 anos.
Internado em um hospital, havia desistido de fazer hemodiálise. "Recebi prêmio literário, fui eleito homem do ano. Não imaginei que morrer podia ser tão divertido", escreveu às vésperas da morte.
No obituário que publicou, o "New York Times" registrou como um dos seus textos mais engraçados uma viagem à Turquia em busca dos banhos turcos -estufa onde se reveza a exposição do corpo ao vapor d'água em alta temperatura com a imersão em água gelada.
A graça desse texto de Buchwald estava na descoberta -entendida aqui como o ponto de vista de um norte-americano - da não-existência de banhos turcos na Turquia.
Uma das míticas reportagens da imprensa - "Frank has a cold", escrita por Gay Talese- mostra o fracasso do repórter em entrevistar Sinatra, acometido por gripe que causa efeitos colaterais em uma centena de pessoas da sua equipe.
Como se vê, o talento pode estar em enxergar a notícia em um não-acontecimento. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, bradou na sua despedida que a imprensa brasileira se submete ao imperialismo americano. Uma bobagem. Os problemas do jornalismo brasileiro são outros. O pior deles é transformar uma não-notícia num acontecimento. Em Brasília, os palácios, os ministérios e o Congresso parecem ser o cativeiro reprodutivo da não-notícia que desabrocha em acontecimento.
Em homenagem a Buchwald, revela-se aqui uma notícia de um não-acontecimento: não há café carioca (aquele mais ralo) no Rio.

sábado, 20 de janeiro de 2007

E surge um "populista"? Ou dois?


Direto do Houaiss:
POPULISMO
Acepções
■ substantivo masculino
1 simpatia pelo povo
2 Rubrica: literatura.
corrente estética e literária que busca assuntos e temas para suas obras junto ao povo mais simples, que ali é retratado com simpatia
3 Rubrica: política.
denominação atribuída a diversos regimes políticos que surgiram na América Latina depois da crise de 1929, esp. na Argentina, com Juan Domingo Perón, e, no Brasil, com Getúlio Vargas, rompendo com as instituições democráticas, e cujas realizações concretas mais importantes foram: a diminuição do peso relativo das antigas oligarquias, esp. as rurais, a criação de legislação trabalhista que assegurou direitos aos trabalhadores, esp. os urbanos, a rápida industrialização, o nacionalismo como marca da política econômica nacional, o estatismo na economia, o crescimento da classe média
4 Rubrica: política. Regionalismo: Brasil.
a partir de c1980, doutrina e prática política, de esquerda ou de direita, que prega a defesa dos interesses das camadas não privilegiadas da população, mas que freq. se limita a ações de cunho paternalista, angariando dessa forma o apoio popular [Freq., o povo aglutina-se em torno da figura de um líder carismático.]
Obs.: cf. demagogia e demagogismo
5 Rubrica: política.
ação de natureza populista
Ex.: esse governo precisa deixar de populismos e começar a governar de verdade

Legenda da foto:
Cabral e Minc recolhem lixo do Rio Irajá. Mais de duas mil pessoas - a maioria voluntárias - participam

Dicas do blog: dvd "Tiros em Ruanda"


Meus amigos
Acabei de assistir. Não confundir com "Hotel Ruanda". Ambos muito bons. A sinopse:

"Ruanda. Durante 30 anos, o governo de maioria Hutu perseguiu a minoria Tutsi. Pressionado pelo ocidente, o governo aceitou dividir o poder com os Tutsis, mesmo contra a vontade. Porém em 6 de abril de 1994 tem início um genocídio, que mata quase um milhão de pessoas em apenas 100 dias. Neste contexto um padre inglês e seu ajudante tentam fazer o que podem para ajudar a minoria Tutsi, mesmo tendo a opção de partirem para a Europa".

The Marmalade, "Reflections of my life"


Peguei o embalo dos anos 60 e 70. Meu amigo Andrei vai adorar.

Da série: vocês não sabem o que vocês perderam



Não adianta, é a Lei de Murphy: uma coisa puxa a outra. Fui pesquisar California e redescobri Scott McKenzie. Tempos de San Francisco, de hippies, de amor livre, de flores, de tudo.

Bob Moura tinha razão.

Uma homenagem: The Mamas and the Papas


Morre Denny Doherty ex-integrante do Mamas and Papas
O cantor canadense Denny Doherty, famoso na década de 60 ao integrar o grupo Mamas and Papas, morreu nesta sexta-feira aos 66 anos de idade.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Ama teu vizinho como a ti mesmo


Assisti ao histórico primeiro show de Sá, Rodrix e Guarabira, no teatro Opinião. Eu ainda era pequenininho, mas até hoje não esqueço. Uma das músicas que me lembro, de vez em quando, é "Ama teu vizinho como a ti mesmo", cuja letra reproduzo abaixo. Quem tem vizinho, vai entender.

"Ama Teu Vizinho Como A Ti Mesmo", de Luis Carlos Sá e Zé Rodrix.
Ama teu vizinho como a ti mesmo,
Mesmo que ele faça barulho,
Mesmo que ele acorde as crianças de madrugada,
Ele também gosta de silêncio e paz,
Ele também quer sossego,
Mas acontece que ele vive num horário diferente do
teu!

Ama teu vizinho como a ti mesmo,
Mesmo que ele seja moço,
Mesmo que ele viva a vida que você não pode,
Ele também sabe que ficar sozinho é uma necessidade,
Naquelas horas que se chega em casa com a cabeça
quente!

Ama teu vizinho como a ti mesmo,
Mesmo que ele não precise,
Mesmo que ele seja um grilo na comunidade!

E quem sentar no banco da frente?


500 táxis em Lisboa vão mostrar publicidade aos do banco de trás
Os táxis em Lisboa já estão equipados com telas de cristal líquido nos encostos de cabeça das poltronas dianteiras. Fazem parte do TaxiTV, novo suporte de mídia que está sendo oferecido aos anunciantes pela Taximedia. Até o final do ano, 500 táxis na região de Lisboa terão os monitores. Os passageiros assistem conteúdo formado por notícias, informações gerais e sobre eventos, horóscopo e também publicidade, exibida em comerciais de 20 segundos.
Notícia do Meios & Publicidade.

Fonte: Blue Bus

Revelado o mistério da Monalisa


Mona Lisa era vizinha de Da Vinci, diz estudioso italiano
A mulher que teria inspirado Leonardo da Vinci na realização de um dos quadros mais famosos do mundo - a Mona Lisa - morava em frente à casa da família do pintor, na cidade italiana de Florença.
Segundo o professor Giuseppe Pallanti, autor de um livro sobre a obra, publicado no ano passado, Mona Lisa era casada com Francesco del Giocondo, um rico comerciante florentino, e por isso também ficou conhecida como “Gioconda”.
“Pela primeira vez encontramos documentos que comprovam que a família Da Vinci e a família Giocondo se freqüentavam”, afirmou Pallanti, ao anunciar sua descoberta em Florença.Foi graças a documentos do Arquivo Municipal da cidade que ele conseguiu reconstruir a vida da “musa” de Da Vinci.
Fonte: BBC http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/01/070119_monalisaml.shtml

Da série: Homem só pensa em besteira

Do fundo do baú: Seguro morreu de velho



A então primeira-dama dos EUA, Hillary Clinton, veio ao Brasil e foi flagrada pelo fotógrafo Eraldo Peres com a calcinha aparecendo, durante uma conversa com a então primeira-dama do Brasil, dona Ruth Cardoso. Virou anúncio de uma fábrica de lingeries e gerou protestos na embaixada americana.

Tempos depois, a princesa japonesa Sayako, filha do imperador Hiroito, visitou o Palácio do Planalto e evitou repetir a cena da hoje presidenciável americana.
De olhos arregalados e aparentando nervosismo, a mocinha enfrentou os fotógrafos. Botou as mãos na frente dos joelhos e não deu abaixadinha.

A foto da moça bem comportada é de Roberto Stuckert Filho.

Ele só pensa em beijar


E o Élton Calé, camisa 9 do São Bento, elogiado por Romário, que tascou um beijo na boca de um torcedor da arquibancada, ao comemorar um gol na Copa São Paulo de Juniores?
Questionado sobre o possível "namorado", esclareceu:
"É meu irmão Enildo ..."

Gisele Bündchen falou, tá falado


Deu na Folha de hoje
Gisele Bündchen: "As pessoas estão vivendo como zumbis""Em entrevista exclusiva, a top conta que vai abrir fundação, escrever livro e diz que não assiste TV, porque é um meio pouco criativo.
Para a modelo, que está no Brasil para o desfile da Colcci que encerra o Fashion Rio, as pessoas preferem viver a vida das celebridades. (...)"

Entrevista: Alcino Leite Neto - ultima.moda@folha.com.br
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1901200719.htm

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

E bota idéia de jerico nisso! É cada marqueteiro que aparece.


Deu no Estadão:
Red Bull faz marketing na tragédia
A cratera no canteiro de obras do Metrô em Pinheiros tem atraído gente de tudo que é tipo. Desempregado que fica ali para ver o corre-corre, fãs de repórteres de televisão, a imprensa em massa, pessoas em busca de minutos de fama e até quem queira fazer um pouco mais de marketing de seu produto.
Com 90 latas da bebida energética Red Bull em mochilas térmicas, três moças apareceram ontem nas imediações da cratera para divulgar o produto. Por volta das 13 horas, ultrapassaram o cordão de isolamento, que tem sido extremamente rigoroso para não permitir a chegada da imprensa e de pedestres perto do buraco, e saíram distribuindo as latas.
Policiais militares, funcionários da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais no Transporte de Passageiros em Geral da Região Sudeste (Transcooper) e engenheiros receberam a bebida. "A gente veio mostrar o lado funcional dela", disse Maitê Camargo, de 20 anos, uma das promotoras de vendas. O "lado funcional" é manter a pessoa acordada e ajudar a combater o cansaço.
"A gente sabe que é uma situação complicada", disse a promotora Fernanda Souza, de 22 anos, questionada sobre a exploração da tragédia. Mesmo assim, ela e as duas colegas, que distribuem amostras para a empresa, permaneceram dentro do cordão de isolamento, na Rua Capri, por 15 minutos.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Red Bull, o objetivo da iniciativa era mostrar o "benefício energético" para os bombeiros. "E todo mundo começou a pedir. De forma alguma tinha intenção de divulgar a marca." A assessoria reafirmou que o trabalho das garotas, que também distribuíram a bebida para famílias de possíveis vítimas e jornalistas, é focado em procurar caminhoneiros, médicos em plantões, esportistas e outras pessoas "em situação de cansaço físico e mental".

Além de usarem bonés com a marca do produto, as meninas, bonitas e maquiadas, tiraram fotos de divulgação do trabalho. A assessoria da Red Bull garantiu que as três não são modelos, mas profissionais da empresa.

Fim do mundo está mais perto. Alguém tem o e-mail da Angelina Jolie?


Mudança climática adianta 'relógio do fim do mundo'
Um relógio simbólico que indica a proximidade da humanidade de sua extinção foi “adiantado” em dois minutos nesta quarta-feira por um grupo de cientistas que avalia os perigos que ameaçam a humanidade. (...)

Deu no site da BBC.

"É brincadeira" (Gerson, o Canhota)


Deu no Jornal:
Collor pede gabinete VIP
Senador não gostou de espaço destinado a ele na casa.

Esse cara continua o mesmo. E o pior é que levou. E o tal empréstimo do Uruguai? Como ficou? E como esse cara consegue viver na boa vida? Empresas da família? Dão lucro mesmo? E a Receita Federal? Quanto essas empresas pagam de Imposto de Renda?

São só algumas perguntinhas que não ofendem.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Aumenta que isso aí é Rock and Roll (O Terço)


Pesquisei "Tributo ao sorriso", mas não encontrei. Em compensação, achei essa gravação num programa antigo do Serginho Groissman, que vai arrepiar quem gosta de "som da pesada", como se dizia antigamente.
Com diversas formações ao longo de sua existência, O Terço (Sérgio Hinds, Jorge Amiden, Vinícius Cantuária, Sérgio Magrão, César de Mercês, Luiz Moreno, Flávio Venturini, Flávio Pimenta, Franklin Paolillo, Sérgio Kaffa, Edu Araújo, Ruriá Duprat, Zé Português, Max Robert, Beto Corrêa, Daniel Baeder, André Gonzales e Igor de Bruyn) surgiu no final dos anos 60, no Rio de Janeiro, juntando membros de outros grupos de rock. O único integrante fixo é o guitarrista e vocalista Sérgio Hinds (o "ruço" careca cabeludo que arrebenta na guitarra).

Welcome to Rio


O Haiti não é aqui. E muito menos o Iraque. Convido o amigo do Líbano que entrou hoje no blog a visitar a nossa Cidade Maravilhosa.
A foto, de Vanderlei Almeida (AFP), foi publicada no site do UOL.

É "roubada"! Não comprem na Livraria Siciliano pela Internet


Meus amigos
Encomendei e paguei no último dia 9 de janeiro dois livros na Livraria Siciliano. Compro sempre livros na Internet (FNAC, Americanas.com e Saraiva) e nunca tive problemas. Entregam direitinho. Com a Siciliano não deu certo. Primeiro constava no site deles que o pagamento não tinha sido feito até segunda-feira, quando liguei pra empresa e disseram que os livros estavam a caminho. Como não recebi os livros, voltei a ligar agora há pouco e, depois de muito castigo no telefone, disseram que a mercadoria foi furtada e que eu terei que esperar mais alguns dias pra receber os livros.
Defesa do Consumidor neles!

Ou será que os livros estão vindo lá da Sicília italiana?