Meus amigos (em especial os alunos de Jornalismo). Marcelo Beraba, ombudsman da Folha, dá sempre uma aula de Jornalismo aos domingos. Destaco hoje o pequeno depoimento sobre Jornalismo Político do cientista político Fernando Luiz Abrucio, publicado na coluna.
(Beraba: depois mando a conta)
Alguns trechos:
"A cobertura de política dos grandes jornais ainda se foca prioritariamente no diz-que-diz dos políticos. A cobertura, portanto, é majoritariamente declaratória, concentrando-se no que acontece nos corredores do Congresso e na parte mais politizada do Executivo. (...) Faltam, basicamente, três coisas ao jornalismo político brasileiro. A primeira é a falta da memória política, capaz de iluminar a cobertura presente. Sem esta compreensão histórica, os fatos tendem a ser analisados por critérios meramente conjunturais. (...)Outra lacuna tem a ver com a pouca preocupação e preparação para avaliar as políticas públicas. (...)Faltam jornalistas com conhecimento das diversas áreas governamentais, e se pretende substituir este desconhecimento pela exposição dos "diversos lados", algo essencial, mas que não é suficiente para informar bem o leitor.
Por fim, a cobertura política precisa ir além dos "corredores políticos de Brasília". Precisa analisar mais regularmente as fontes de legitimidade eleitoral, que estão distantes do Planalto Central. Para tanto, valeria a pena articular melhor a parte de política com a de cidades ou com a editoria internacional. (...) Se pudesse resumir em uma frase, diria que o jornalismo político tem de dar uma visão mais abrangente e sistêmica dos fatos. E este papel não deve ser jogado apenas para os colunistas. A reportagem deve retratar algo além da opinião e das brigas dos atores políticos."
domingo, 24 de dezembro de 2006
Tão querendo anistiar o dedo-duro (Deu na Folha)
Não acredito no que li no Painel da Folha de hoje. Até quando a Imprensa vai tratar esse cara como "pessoa de bem e normal"? Cadê a Receita que até hoje não cobrou dele a origem e o destino dos 4 milhões que ele assumiu ter recebido por debaixo dos panos? Esse cara foi da tropa de choque de Collor, é desse PTB que existe hoje e é muito estranho. Como dizia o Leonel (Brizola): "Tem cara de elefante, tromba de elefante, rabo de elefante, corpo de elefante... Como não pode ser um elefante?". Nada a ver com a ex-gordura dele. Mesmo porque não me lembro exatamente o animal que o Brizola citava. Mas a idéia é clara.
O retorno
Foi iniciada a coleta de assinaturas para o pedido de anistia de Roberto Jefferson, cassado em setembro de 2005. O processo começou por São Paulo pelas mãos do deputado estadual Campos Machado, secretário-geral do PTB e integrante da ala do partido não afinada com o governo Lula. O próprio Jefferson vai se engajar no esforço no Rio de Janeiro, sua base eleitoral. Ele acha que também os Estados do Sul poderão contribuir para a obtenção do 1,2 milhão de assinaturas, número necessário para que o pedido possa ser apresentado como proposta de iniciativa popular.
Assim como o ex-ministro José Dirceu, o homem que denunciou o mensalão vê mais chances de recuperar seus direitos políticos na Câmara do que na ação em curso no Supremo Tribunal Federal.
O retorno
Foi iniciada a coleta de assinaturas para o pedido de anistia de Roberto Jefferson, cassado em setembro de 2005. O processo começou por São Paulo pelas mãos do deputado estadual Campos Machado, secretário-geral do PTB e integrante da ala do partido não afinada com o governo Lula. O próprio Jefferson vai se engajar no esforço no Rio de Janeiro, sua base eleitoral. Ele acha que também os Estados do Sul poderão contribuir para a obtenção do 1,2 milhão de assinaturas, número necessário para que o pedido possa ser apresentado como proposta de iniciativa popular.
Assim como o ex-ministro José Dirceu, o homem que denunciou o mensalão vê mais chances de recuperar seus direitos políticos na Câmara do que na ação em curso no Supremo Tribunal Federal.
Feliz Hanuká (Blog do PC também é cultura)
Meu amigo Vitor Sznejder publicou esse interessante artigo sobre o "Natal dos Judeus" no Jornal de Debates (www.jornaldedebates.com.br). "Comprei" do Vitor os direitos autorais (um almoço num restaurante a quilo) e estou publicando aqui também.
Feliz Hanuká!
Vitor Sznejder
Claro que os judeus comemoram o Natal! Só que a festa se chama Hanuká e celebra a vitória dos Macabeus sobre os invasores gregos que haviam tomado o Segundo Templo, no ano 164 a.C.
Claro que os judeus comemoram o Natal! Só que a festa se chama Hanuká e celebra a vitória dos Macabeus sobre os invasores gregos que haviam tomado o Segundo Templo, no ano 164 a.C. É quando se acende um candelabro de oito velas, lembra? Se não lembra, ou se quiser saber mais, leia no excelente site do rabino Nilton Bonder, em http://www.cjb.org.br/
Pois o Hanuká coincide aproximadamente com o período de Natal. Este ano começou na noite do último dia 15 e vai até o pôr-do-sol do próximo sábado, dia 23 de dezembro. Trata-se, como o Natal, de um período de rememoração e de celebração, com direito a músicas e a iguarias especiais, e em que as crianças recebem presentes e ouvem a história dos seus antepassados.
Essa coincidência é perfeita para os chamados "judeus seculares", filhos de pai judeu e mãe católica (ou vice-versa), que têm direito tanto à árvore de Natal quanto ao candelabro de Hanuká e ganham presentes "em dobro", de ambos os lados da família. Nos Estados Unidos, essas famílias mistas já denominam a data de "Chrismukkah" (Christmas + Hanucá), naquele humor tipicamente judaico. Para ler mais sobre o assunto, vá até http://en.wikipedia.org/wiki/Chanuka
É claro que essas práticas não são bem-vistas pela ala mais conservadora do judaísmo (como tampouco devem ser aceitas pelo Papa), mas devo confessar (êpa!) que me sinto inteiramente à vontade e respeito profundamente ambas as celebrações. Afinal de contas, Jesus Cristo era judeu -- ou não era?
Então, Feliz Natal e Feliz Hanuká!
Feliz Hanuká!
Vitor Sznejder
Claro que os judeus comemoram o Natal! Só que a festa se chama Hanuká e celebra a vitória dos Macabeus sobre os invasores gregos que haviam tomado o Segundo Templo, no ano 164 a.C.
Claro que os judeus comemoram o Natal! Só que a festa se chama Hanuká e celebra a vitória dos Macabeus sobre os invasores gregos que haviam tomado o Segundo Templo, no ano 164 a.C. É quando se acende um candelabro de oito velas, lembra? Se não lembra, ou se quiser saber mais, leia no excelente site do rabino Nilton Bonder, em http://www.cjb.org.br/
Pois o Hanuká coincide aproximadamente com o período de Natal. Este ano começou na noite do último dia 15 e vai até o pôr-do-sol do próximo sábado, dia 23 de dezembro. Trata-se, como o Natal, de um período de rememoração e de celebração, com direito a músicas e a iguarias especiais, e em que as crianças recebem presentes e ouvem a história dos seus antepassados.
Essa coincidência é perfeita para os chamados "judeus seculares", filhos de pai judeu e mãe católica (ou vice-versa), que têm direito tanto à árvore de Natal quanto ao candelabro de Hanuká e ganham presentes "em dobro", de ambos os lados da família. Nos Estados Unidos, essas famílias mistas já denominam a data de "Chrismukkah" (Christmas + Hanucá), naquele humor tipicamente judaico. Para ler mais sobre o assunto, vá até http://en.wikipedia.org/wiki/Chanuka
É claro que essas práticas não são bem-vistas pela ala mais conservadora do judaísmo (como tampouco devem ser aceitas pelo Papa), mas devo confessar (êpa!) que me sinto inteiramente à vontade e respeito profundamente ambas as celebrações. Afinal de contas, Jesus Cristo era judeu -- ou não era?
Então, Feliz Natal e Feliz Hanuká!
sábado, 23 de dezembro de 2006
O repórter e o futum
Meus amigos
Não é preciso nem saber inglês. As imagens dizem tudo. Mas atenção: esse vídeo é desaconselhável para menores de 21 anos.
Manda o pai pro Vasco e o filho pro Botafogo
Barangas go home
Sai Pilolo, entra Palaia (Jornalista não toma banho?)
Meus amigos
E a entrevista desse "ex-cartola" do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia, na Folha de hoje?! O cara, que registrou em cartório sua demissão, é aquele que se auto-entrevistou há pouco tempo.
"Eu tenho aqui comigo algumas perguntas que sei que vocês fariam. Então já as selecionei e tenho as respostas".
Na entrevista publicada hoje, ele diz, entre outras "pérolas".
" (... Mandaram vela de macumba por sedex. Colocavam cabeça de galinha no meu armário.Um dia, a sala fedia. Era sardinha podre no armário. Eu dava risada e mandava jogar no rio".
No final da entrevista, ao repórter Ricardo Perrone, critica a classe dos jornalistas:
"Não se ofenda, vou falar da sua classe. (...) Não vou ser motivo de chacota para quem não sabe se vestir, alguns nem tomam banho".
E a entrevista desse "ex-cartola" do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia, na Folha de hoje?! O cara, que registrou em cartório sua demissão, é aquele que se auto-entrevistou há pouco tempo.
"Eu tenho aqui comigo algumas perguntas que sei que vocês fariam. Então já as selecionei e tenho as respostas".
Na entrevista publicada hoje, ele diz, entre outras "pérolas".
" (... Mandaram vela de macumba por sedex. Colocavam cabeça de galinha no meu armário.Um dia, a sala fedia. Era sardinha podre no armário. Eu dava risada e mandava jogar no rio".
No final da entrevista, ao repórter Ricardo Perrone, critica a classe dos jornalistas:
"Não se ofenda, vou falar da sua classe. (...) Não vou ser motivo de chacota para quem não sabe se vestir, alguns nem tomam banho".
Retrospectiva 2006 (Tapa na Pantera)
Mesmo quem já passou da idade de dar tapa na pantera (vejam abaixo) deve ter se divertido com o delicioso vídeo que rolou no YouTube, "Tapa na pantera". Quando vi pela primeira vez, não entendi nada. "Que doideira é essa?", pensei. "Que mulher hilária, genial...". Depois descobri, como muita gente, que era a atriz de teatro Maria Alice Vergueiro, num filmete dirigido por Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes.
Agora o abaixo:
Fui fazer uma pesquisa básica na Internet pra preparar este textinho e vejam o que encontrei: uma música de um grupo chamado "Os seminovos" sobre o vídeo. Um rockinho delicioso. Eis a letra:
"Minha mãe já fez 70, mas ela é do rock... morou com os Mutantes ... esteve em Woodstock ... foi pra cama com Elvis... ... batizou o U2
Pegou com a Rita Lee uns cogumelos de zebu... mas foi só agora, senhora de idade,
que ela conseguiu se tornar celebridade!
Pra mim é um puta mico! ... Imagine a vergonha: Ver minha mãe no YouTube falando de maconha!
(Refrão:)
Manera! Manera, mamãe! Manera!
Você já passou da idade de dar tapa na pantera! ... O Rei quem deu pra ela o cachimbo esquisito ... Os óculos escuros, foi o Raulzito
E quando o Tim Maia faltava a um compromisso... Com certeza a velha tinha algo a ver com isso...
A história da sua vida deveria ser contada Mas ela não se lembra de mais nada! (Tá lesada!)
Pra mim é um puta mico! Você acha engraçado
Porque não é sua mãe defendendendo o baseado!
Refrão
Solo
Fuma ali, toma um chá... Fuma ali, toma um chá... Mamãe, dá um tempo desse jeito você vai se acabar!
O endereço: http://charges.uol.com.br/musica.php?id=13
E já que estamos falando no assunto, meu ex-aluno Ricardo Dungó me mandou o endereço: http://www.youtube.com/watch?v=xN8YOPS-Vy8
O Guilherme escondeu a picanha
Te cuida, Viagra! (deu no BBC Brasil)

Bar em São Tomé cria o afrodisíaco 'Pilolo Atômico'
Maimouna Jallow. de São Tomé
Dona do bar garante que não sabia o significado da palavra 'pilolo'
Um bar na Ilha de São Tomé, na costa oeste da África, aposta na fama de um coquetel afrodisíaco para atrair fregueses durante a temporada de festas.
Uma grande garrafa de vidro com um misterioso líquido marrom e o nome de "Pilolo Atômico" ocupa lugar de destaque no bar.
"É tão popular, até o presidente fala", diz Maria João Pombo, dona do bar Café e Companhia. "O 'Pilolo Atômico' é feito de uma mistura de um brandy local com cascas de árvores."
"Nós também o saboreamos com coisas como canela porque é muito amargo", acrescenta. "Aqui, em São Tomé, dizem que é afrodisíaco."
Remédio caseiro
Maria João, que se mudou para São Tomé há cinco anos, começou a servir o coquetel em seu bar há cerca de um ano e meio, depois de ouvir falar sobre a invenção erótica local.
"Eu sabia que as pessoas aqui comiam cascas de plantas e engoliam com o que chamavam de uma 'bebida quente'", conta a empreendedora. "Decidi, então, combinar os ingredientes e colocá-los em uma garrafa."
Tradicionalmente, no entanto, a bebida não era utilizada apenas para melhorar a potência sexual.
As pessoas comiam as cascas de árvores para curar dores no estômago e hérnias e para ter força para caminhar por quilômetros sem comer ou beber mais nada.
Significado
"Pilolo Atômico" também não é o nome original da receita africana. O nome da bebida foi idéia de alguns amigos de Maria João.
"Eu sabia que o nome soava muito sugestivo, mas não sabia exatamente o que pilolo significava", conta a dona do bar.
"Depois que a bebida começou a se tornar popular, decidi registrar o nome e o produto", revela Maria João. "Mas não deixaram. Foi então que descobri que 'pilolo' significa pênis."
Os críticos dizem que a popularidade do coquetel se deve apenas ao nome, mas clientes do bar juram que não.
"Quando bebo apenas um copo de 'pilolo', eu me sinto forte por 12 horas. Acredite, realmente funciona", diz o freguês Miguel. "Você só precisa ter uma mulher bonita com você."
As mulheres que freqüentam o bar também dizem apreciar os efeitos afrodisíacos da bebida. "É fantástico, muito melhor do que a pílula azul", diz Alexia, em uma referência ao Viagra.
Outros clientes afirmam que o coquetel tem um sabor que pode ser melhor apreciado com o tempo. "Tem um gosto sujo", afirma Bibi.
Eficiente ou não, o "Pilolo Atômico" promove o sexo seguro: quem pede a bebida no bar de Maria João ganha também um preservativo de graça.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Feliz Natal
http://www.oswaldomontenegro.com.br/
Meus amigos
Duro, sem dinheiro pra viajar, vou ficar por aqui. Esperando, com ansiedade, a visita de vcs. Desejo Bom Natal pra todos. Não tenho palavras bonitas pra agradecer o carinho de todos. Os que estiveram aqui e só olharam e os que deixaram mensagens. Por isso, deixo um dos poemas mais lindos que alguém já escreveu. Do botafoguense Marcus Vinicius Mello da Cruz de Moraes.
Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
PM saliente
Comprar no crediário dá nisso!
Imagine uma mulher chegar numa festa e encontrar outras três mulheres com o mesmo vestido?! Pior, da mesma cor. Aconteceu. Virou notícia. Lá fora e aqui na Folha de S. Paulo. Aconteceu com quem? Com a mulher do Bushinho, claro! Comprar no crediário da C & A dá nisso. Só espero que a madama liquide as prestações.
Assessoria nota 10 (Porto Seguro Seguros)
Pago uma grana de seguro, mas vou elogiar a empresa seguradora. Minha filha estava na Barra com uma amiga há pouco mais de uma hora, saindo da praia. Abriu o carro, botou a bolsa com a chave no banco e a porta bateu e travou. Ligamos pra Porto Seguro e falamos com a atendente Margareth. A moça foi muito gentil, atenciosa e profissional. Anotou tudo direitinho e menos de uma hora depois, conforme previsão da empresa, o problema foi resolvido. Um carro esteve no local e o rapaz usou a técnica dos amigos do alheio, usando um arame. Mas tudo bem. Falei com a amiga da minha filha (uma figurinha muito engraçada e meio "trapalhona" que eu vi nascer) pra saber detalhes e ela dramatizou a cena.
"Tio: o cara arrombou o carro e...", disse.
"Arrombou o carro? Amassou, arranhou, estragou?", perguntei.
"Não. Abriu".
Com esse merchan, aguardo desconto da Porto Seguro na próxima renovação.
"Tio: o cara arrombou o carro e...", disse.
"Arrombou o carro? Amassou, arranhou, estragou?", perguntei.
"Não. Abriu".
Com esse merchan, aguardo desconto da Porto Seguro na próxima renovação.
Assessoria nota 10
Meus amigos
Inicio hoje uma "coluna" que pretende comentar sempre as ações de assessorias de Imprensa e gerências de empresas, instituições, órgãos públicos etc, baseada nas informações publicadas nos jornais e nas dicas de amigos e colaboradores. Pra começar, três exemplos da coluna "Programa furado", do "Rio Show", do Globo de hoje.
* A leitora Monique Pereira reclamou que foi ao Mc Donalds da Praça Mauá com a filha e foi pessimamente atendida. Disse que o sorvete derreteu rapidamente no ambiente mal refrigerado e reclamou que tentaram cobrar R$ 2,00 por um copo de papel.
Resposta da assessoria de Imprensa da lanchonete (que eles chamam de restaurante): "O Mc Donalds lamenta o fato e se coloca à disposição para mais informações. O episódio foi levado à gerência e as providências necessárias já foram tomadas".
Que nota merece?
* A leitora Jordana Oliveira reclamou do banheiro do La Mole do Iguatemi, em Vila Isabel. Disse que reclamou com o gerente e que uma hora depois ele ainda não tinha mandado limpar.
Resposta do gerente de operações Ernesto Vieira: "O grande movimento no shopping no mês de dezembro exige o máximo dos padrões de qualidade da nossa operação. Convidamos a cliente a retornar e comprovar que tomamos providências".
Que nota merece?
* A leitora Luana Marques reclamou do Pampa Grill Barra: "Na última sexta-feira telefonei para o Pampa Grill Barra para fazer uma reserva para o almoço, mas me informaram que não era necessário, bastava ir cedo. Quando chegamos, às 13h, com o salão ainda vazio, um funcionário nos disse que sem reserva não poderíamos ficar, pois o restaurante estava lotado".
Resposta do gerente da churrascaria, Adelson Viger: "Informamos por telefone que, para tentar uma mesa, é preciso chegar cedo, por volta do meio-dia. Infelizmente, a cliente chegou às 13h e a casa estava lotada".
Que nota merece?
Sem querer interferir na última nota - e já tentando interferir, como diz o Gordo: Esse Adelson não é jornalista; e, se é Jornalista, não tem diploma. "(...) para tentar uma mesa, é preciso chegar cedo (...)". Tô fora. Prefiro comer no concorrente.
Inicio hoje uma "coluna" que pretende comentar sempre as ações de assessorias de Imprensa e gerências de empresas, instituições, órgãos públicos etc, baseada nas informações publicadas nos jornais e nas dicas de amigos e colaboradores. Pra começar, três exemplos da coluna "Programa furado", do "Rio Show", do Globo de hoje.
* A leitora Monique Pereira reclamou que foi ao Mc Donalds da Praça Mauá com a filha e foi pessimamente atendida. Disse que o sorvete derreteu rapidamente no ambiente mal refrigerado e reclamou que tentaram cobrar R$ 2,00 por um copo de papel.
Resposta da assessoria de Imprensa da lanchonete (que eles chamam de restaurante): "O Mc Donalds lamenta o fato e se coloca à disposição para mais informações. O episódio foi levado à gerência e as providências necessárias já foram tomadas".
Que nota merece?
* A leitora Jordana Oliveira reclamou do banheiro do La Mole do Iguatemi, em Vila Isabel. Disse que reclamou com o gerente e que uma hora depois ele ainda não tinha mandado limpar.
Resposta do gerente de operações Ernesto Vieira: "O grande movimento no shopping no mês de dezembro exige o máximo dos padrões de qualidade da nossa operação. Convidamos a cliente a retornar e comprovar que tomamos providências".
Que nota merece?
* A leitora Luana Marques reclamou do Pampa Grill Barra: "Na última sexta-feira telefonei para o Pampa Grill Barra para fazer uma reserva para o almoço, mas me informaram que não era necessário, bastava ir cedo. Quando chegamos, às 13h, com o salão ainda vazio, um funcionário nos disse que sem reserva não poderíamos ficar, pois o restaurante estava lotado".
Resposta do gerente da churrascaria, Adelson Viger: "Informamos por telefone que, para tentar uma mesa, é preciso chegar cedo, por volta do meio-dia. Infelizmente, a cliente chegou às 13h e a casa estava lotada".
Que nota merece?
Sem querer interferir na última nota - e já tentando interferir, como diz o Gordo: Esse Adelson não é jornalista; e, se é Jornalista, não tem diploma. "(...) para tentar uma mesa, é preciso chegar cedo (...)". Tô fora. Prefiro comer no concorrente.
Errata do fundo do baú
Essa saiu numa antiga edição do Jornal da Copene, do Nordeste. A matéria dizia que a moça, que tinha acabado de casar e ainda estava em lua-de-mel, estava grávida. Não era verdade. A errata informa que "o erro foi causado por uma troca de nomes e de assuntos".
Cá entre nós: o que o marido deve ter pensado dessa história?
É por essas e outras que "eu odeio Jornalistas!".
Retrospectiva 2006 (Tão rindo de quê?)
Maluf e filho são libertados após 40 dias de prisão - Terra - Brasil
A liberdade dos Maluf foi possível graças à decisão do Supremo Tribunal Federal ... O relator Carlos Velloso votou pela soltura imediata de Flávio e foi ...
noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI717957-EI306,00.html - 19k - Em cache - Páginas Semelhantes
A bela foto de Dida Sampaio, da Agência Estado, publicada na primeira página de O Globo, mostra o juiz do STF, Carlos Velloso, comemorando com o advogado da família Maluf a libertação de pai e filho.
Que grande amizade! Eu até teria uma pergunta sobre Ética pra fazer, mas acabei de acordar e ainda estou com sono. E de manhã sou lento. Mas vocês poderiam fazer por mim.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Extra! Extra! Na Itália é assim (BBC BRasil)
Greve deixa Itália sem jornais por cinco dias
Assimina Vlahou, de Roma
Pela primeira vez na história da Itália, os principais jornais do país ficarão cinco dias sem sair nas bancas, a partir desta sexta-feira, por causa de uma greve dos jornalistas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061221_grevejornaisitaliaav.shtml
Assimina Vlahou, de Roma
Pela primeira vez na história da Itália, os principais jornais do país ficarão cinco dias sem sair nas bancas, a partir desta sexta-feira, por causa de uma greve dos jornalistas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061221_grevejornaisitaliaav.shtml
Retrospectiva 2006 - 2 (Raios que os partam)
Crônica (Celular dado, não se olha os dentes"
Meus amigos
Acabei de trocar o meu aparelho de celular. Gostei tanto que resolvi escrever uma crônica. Rapidinho. Não reparem os erros gramaticais. Minha revisora está de férias. Quase pedi à Lucila, do Jornal de Debates, pra me ajudar. Mas já exploro ela o dia inteiro com os meus rolos constantes com o computador. Se ele (o computador) ficar de gracinha comigo, troco ele também. Ou será que ele é quem vai me trocar?
Celular dado, não se olha os dentes
Paulo Cezar Guimarães
Troquei meu aparelho celular. Finalmente! O outro só me dava problemas. Por causa dele, fui parar no SPC. Coisa de 32 reais. A gerente da loja tinha me ligado uma semana antes de eu receber a mensagem de voz dizendo que o cheque era voador. E quase que eu ainda fico sem conta no banco. E tudo por causa do velho celular.
Também é o que dá comprar coisa barata. E o treco parecia muito mais um aparelho de barbear do que um celular. As pessoas ligavam pra mim e ele se recusava a completar a ligação. Quando alguém deixava recado, ele ignorava. E de vez em quando ainda vinha com aquele papo de “você ainda não gravou a sua mensagem e blá blá blá”. Sempre na hora que eu tinha pressa pra alguma coisa.
E, agora eu posso falar sem medo de magoar o danado, como ele era feio. Parecia um ET. Um cabeção maior do que o do Ruy, ex-ala do Botafogo. O problema agora será eu me livrar dele. Tenho medo de jogar numa dessas latas de coleta de lixos especiais e ser preso sob suspeita de atentado.
Mas é melhor esquecer o que passou e falar do meu novo celular. Que brinquedinho bonito! Preto e prata, tipo coisa de “Emergente da Barra”. Tem câmera fotográfica, rádio FM... Deve até ter freio a disco e direção hidráulica. Tudo bem que era o mais barato da promoção “de grátis” da operadora. Li no jornal. Até pensei que fosse “pegadinha”. Fui à loja que nem criancinha assustada em dia de São Cosme e São Damião.
“Moça: é verdade que estão dando celular?”, perguntei.
“Pegue a senha”, ela disse.
“Pensei: pobre quando come galinha, um dos dois está doente”.
Essa é velha, eu sei. Mas preferi essa do que pensar que eles pediriam pra eu doar sangue pra alguma instituição de caridade. Toda vez que tiro sangue, desmaio. Mas era verdade. O celular é de graça mesmo. Tudo bem que eu vou deixar de pagar 35 pratas por mês pra pagar 135. E vou ficar mais uma vez preso à prestadora de serviços por mais 15 meses. Pedi ao rapaz que me atendeu pra tirar uma foto minha e mandar por e-mail. Deve ter ido pra Central Globo de Produção de Novelas. Dizem que sou muito parecido com o Reynaldo Gianechini. Até agora não recebi o e-mail.
Saí da loja todo orgulhoso com meu novo brinquedinho. Fiquei até com medo de ser assaltado; moro no Rio de janeiro, na zona norte. Será que fazem seguro de celular? Dei um monte de voltas antes de sair do shopping, olhando pra rodo mundo que passava ao meu lado. E agarrando firme o aparelho. Torcendo pra ele tocar e eu atender.
Quase pedi à dona que descia a escada rolante com um celular igual ao meu pra ligar a cobrar pra mim. Fui almoçar, abri a caixinha e peguei o manual de instruções. Como sempre, não entendi nada. Até agora, ninguém ligou pra mim. Parece que as pessoas fazem de sacanagem. Só porque eu estou de brinquedinho novo, ninguém me dá bola. Mas deixa estar. Só de molecagem vou deixar tocar pra receber meu primeiro recado.
E, claro, vou passar um trote pro pessoal do SPC.
Acabei de trocar o meu aparelho de celular. Gostei tanto que resolvi escrever uma crônica. Rapidinho. Não reparem os erros gramaticais. Minha revisora está de férias. Quase pedi à Lucila, do Jornal de Debates, pra me ajudar. Mas já exploro ela o dia inteiro com os meus rolos constantes com o computador. Se ele (o computador) ficar de gracinha comigo, troco ele também. Ou será que ele é quem vai me trocar?
Celular dado, não se olha os dentes
Paulo Cezar Guimarães
Troquei meu aparelho celular. Finalmente! O outro só me dava problemas. Por causa dele, fui parar no SPC. Coisa de 32 reais. A gerente da loja tinha me ligado uma semana antes de eu receber a mensagem de voz dizendo que o cheque era voador. E quase que eu ainda fico sem conta no banco. E tudo por causa do velho celular.
Também é o que dá comprar coisa barata. E o treco parecia muito mais um aparelho de barbear do que um celular. As pessoas ligavam pra mim e ele se recusava a completar a ligação. Quando alguém deixava recado, ele ignorava. E de vez em quando ainda vinha com aquele papo de “você ainda não gravou a sua mensagem e blá blá blá”. Sempre na hora que eu tinha pressa pra alguma coisa.
E, agora eu posso falar sem medo de magoar o danado, como ele era feio. Parecia um ET. Um cabeção maior do que o do Ruy, ex-ala do Botafogo. O problema agora será eu me livrar dele. Tenho medo de jogar numa dessas latas de coleta de lixos especiais e ser preso sob suspeita de atentado.
Mas é melhor esquecer o que passou e falar do meu novo celular. Que brinquedinho bonito! Preto e prata, tipo coisa de “Emergente da Barra”. Tem câmera fotográfica, rádio FM... Deve até ter freio a disco e direção hidráulica. Tudo bem que era o mais barato da promoção “de grátis” da operadora. Li no jornal. Até pensei que fosse “pegadinha”. Fui à loja que nem criancinha assustada em dia de São Cosme e São Damião.
“Moça: é verdade que estão dando celular?”, perguntei.
“Pegue a senha”, ela disse.
“Pensei: pobre quando come galinha, um dos dois está doente”.
Essa é velha, eu sei. Mas preferi essa do que pensar que eles pediriam pra eu doar sangue pra alguma instituição de caridade. Toda vez que tiro sangue, desmaio. Mas era verdade. O celular é de graça mesmo. Tudo bem que eu vou deixar de pagar 35 pratas por mês pra pagar 135. E vou ficar mais uma vez preso à prestadora de serviços por mais 15 meses. Pedi ao rapaz que me atendeu pra tirar uma foto minha e mandar por e-mail. Deve ter ido pra Central Globo de Produção de Novelas. Dizem que sou muito parecido com o Reynaldo Gianechini. Até agora não recebi o e-mail.
Saí da loja todo orgulhoso com meu novo brinquedinho. Fiquei até com medo de ser assaltado; moro no Rio de janeiro, na zona norte. Será que fazem seguro de celular? Dei um monte de voltas antes de sair do shopping, olhando pra rodo mundo que passava ao meu lado. E agarrando firme o aparelho. Torcendo pra ele tocar e eu atender.
Quase pedi à dona que descia a escada rolante com um celular igual ao meu pra ligar a cobrar pra mim. Fui almoçar, abri a caixinha e peguei o manual de instruções. Como sempre, não entendi nada. Até agora, ninguém ligou pra mim. Parece que as pessoas fazem de sacanagem. Só porque eu estou de brinquedinho novo, ninguém me dá bola. Mas deixa estar. Só de molecagem vou deixar tocar pra receber meu primeiro recado.
E, claro, vou passar um trote pro pessoal do SPC.
Será que veio de caravela?
Meus amigos
Essa imagem estava no fundo do báu. Por isso a má definição. Guardei de relíquia. Presente do amigo Marcos Villaça, hoje presidente da Academia Brasileira de Letras (ai, Jisus, agora mesmo é que vai ter artista me chamando de "pavão". Mas tenho culpa se TODOS os meus amigos são importantes?).
É de um jornal de Turismo do Norte/Nordeste. Fico imaginando como eles conseguiram a proeza de trazer a Torre de Belém, em Portugal, pra cidade de Belém, no Pará!
Quem lê tanta notícia? Deu no BBC Brasil
Coréia do Norte usa karaokê para estimular soldados, diz jornal
O líder da Coréia do Norte, Kim Jong-Il, está fornecendo máquinas de karaokê para o Exército para diminuir a tensão e estimular a competitividade entre os soldados do país, de acordo com o jornal norte-coreano estatal Rodong Sinmun.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061221_coreiadonortekaraokerc.shtml
Japonês 'hiberna' e sobrevive ao frio por 24 dias
Um homem no Japão sobreviveu por 24 dias ao frio, sem comida ou água, por entrar em um estado semelhante ao de hibernação, segundo declarou seu médico.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061221_japaohibernacaorc.shtml
O líder da Coréia do Norte, Kim Jong-Il, está fornecendo máquinas de karaokê para o Exército para diminuir a tensão e estimular a competitividade entre os soldados do país, de acordo com o jornal norte-coreano estatal Rodong Sinmun.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061221_coreiadonortekaraokerc.shtml
Japonês 'hiberna' e sobrevive ao frio por 24 dias
Um homem no Japão sobreviveu por 24 dias ao frio, sem comida ou água, por entrar em um estado semelhante ao de hibernação, segundo declarou seu médico.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061221_japaohibernacaorc.shtml
Vá diagramar bem assim lá na...
Vou apertar, mas...
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Febeapá na Globo.com
Meus amigos
Longe de mim me comparar ao imortal Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) mas o febeapá vive. Dêem uma olhadinha nas chamadinhas do globo.com. É de revirar o queixo.
Eita titulador bom, sô! Vejamos:
Morto que se mexeu no velório é enterrado em Salvador
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1395406-5598,00.html
Maluf: tenho muito a contriibuir com o governo Lula
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1395313-5601,00.html
Grazi quer perna grossa no carnaval
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,AA1395027-5606,00.html
Biógrafo chora por sempre levar não de Roberto Carlos
http://g1.globo.cohttp://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,AA1394549-7084,00.htmlm/Noticias/Musica/0,,AA1392963-7085,00.html
Suspeito de matar prostitutas se vestia de mulher no sexo
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2006/12/20/287131281.asp
Casal gay em presépio causa protesto na Itália
Enquanto isso, em Brasília:
Lula define que salário mínimo será de R$ 380,00
http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7374,00.html
Será que não vai fazer falta não? Vai sobrar pros deputados e magistrados?
Longe de mim me comparar ao imortal Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) mas o febeapá vive. Dêem uma olhadinha nas chamadinhas do globo.com. É de revirar o queixo.
Eita titulador bom, sô! Vejamos:
Morto que se mexeu no velório é enterrado em Salvador
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1395406-5598,00.html
Maluf: tenho muito a contriibuir com o governo Lula
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1395313-5601,00.html
Grazi quer perna grossa no carnaval
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,AA1395027-5606,00.html
Biógrafo chora por sempre levar não de Roberto Carlos
http://g1.globo.cohttp://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,AA1394549-7084,00.htmlm/Noticias/Musica/0,,AA1392963-7085,00.html
Suspeito de matar prostitutas se vestia de mulher no sexo
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2006/12/20/287131281.asp
Casal gay em presépio causa protesto na Itália
Enquanto isso, em Brasília:
Lula define que salário mínimo será de R$ 380,00
http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7374,00.html
Será que não vai fazer falta não? Vai sobrar pros deputados e magistrados?
Retrospectiva 2006 - 2 (Zidane antes de meter a cabeça no beque italiano)
Retrospectiva 2006 (De pernas pro ar)
Estamos furando a Globo e inciando a publicação da Retrospectiva 2006. No dia 5 de janeiro, O Globo publicou fotos de um leitor mostrando a virada da dona Rosinha. Foi no Rio Formoso, em Bonito (MS), e o casal se divertiu muito. Fora do governo, os dois terão muitas oportunidades para repetir a "divertida" cena. Quem sabe na República Dominicana, que o editor da primeira página sensivelmente publicou ao lado da foto do casal e seus amigos.
Uma homenagem, Milton Coelho da Graça

Tive a honra de ser chefiado no Globo pelo Milton Coelho da Graça. Um louco! Eram os tempos do telex (anda não havia Internet. Acreditem. Houve um tempo que não havia Internet!). A redação tremia quando Milton escorregava do aquário com um papel de telex na mão. Um dia conto a história da festa de mães do Luis Carlos Sarmento. Cansei de me esconder debaixo do antigo mesão pra "fugir" do Milton. Outros iam, disfarçadamente, pro banheiro.
Se aprendi alguma coisa na profissão, muito aprendi com ele. Tinha uma frase característica: "Milton Coelho não erra!". Pura ironia, gente, pura ironia. Jogava uma grana na loteria. Não sei se ficou rico e se esconde dos amigos. Uma vez, em São Paulo, saindo da redação da IstoÉ, onde era - então - editor, foi abordado por um leitor da revista à porta do elevador. O homem reclamou que era assinante da publicação e que não estava recebendo corretamente os exemplares. Milton parou, puxou um pedaço de papel e anotou nome, cpf, endereço, telefone e tipo sangüíneo do cara. Tenho certeza de que levou a cobrança "adelante".
É polêmico. Um dia falo mais dele. Mas achei no meu baú o convite da festa dos 50 anos do Milton. Põe tempo nisso (rs). Posso fazer uma camiseta que nem aquelas do Rock in Rio:
"EU FUI".
Febeapá na BBC
Tá lá no site da BBC Brasil:
Japonesa é picada por escorpião ao provar calça jeans
A picada do Centruroides sculpturatus não é letal
Uma mulher japonesa foi picada por um escorpião que estava escondido em uma calça jeans que ela provava em uma loja na cidade de Nago.
A mulher, que mora da ilha de Okinawa (região sul do Japão), teve de ser hospitalizada depois de tomar duas picadas do inseto, que estava em uma calça importada da China.
Meu amigo PV, que sabe tudo, manda e-mail e sacaneia a classe dos Jornalistas:
"Escorpião virou inseto?!
Aposto como quem escreveu a matéria tem diploma de jornalista..."
Fui conferir: escorpião não é inseto; é aracnídeo.
Japonesa é picada por escorpião ao provar calça jeans
A picada do Centruroides sculpturatus não é letal
Uma mulher japonesa foi picada por um escorpião que estava escondido em uma calça jeans que ela provava em uma loja na cidade de Nago.
A mulher, que mora da ilha de Okinawa (região sul do Japão), teve de ser hospitalizada depois de tomar duas picadas do inseto, que estava em uma calça importada da China.
Meu amigo PV, que sabe tudo, manda e-mail e sacaneia a classe dos Jornalistas:
"Escorpião virou inseto?!
Aposto como quem escreveu a matéria tem diploma de jornalista..."
Fui conferir: escorpião não é inseto; é aracnídeo.
O meu amigo Paulo Rodrigues (no estilo Roberto Carlos - o Rei; não o do meião)
Paulinho Rodrigues é simplesmente "do bem". Gente fina, da melhor qualidade, querido por todo o mundo (talvez até pela ex-mulher). Desses que só fazem o bem mesmo. Mandou e-mail pra mim cobrando minha presença na inauguração da sua exposição de fotos sobre o Rio. Não pude ir. Mas já que Maomé não vai à montanha, vai a montanha à Maomé (sem querer me comparar com Maomé, claro), pedi pro Paulinho me enviar algumas fotos.
Eis uma delas: amarelo é a minha cor preferida. E o Amarelinho tem bom chope e é tradição na cidade.
Resta o escracho (Clóvis Rossi, na Folha)
Belo artigo do Clóvis Rossi na Folha de hoje.
Resta o escracho
SÃO PAULO - Não basta que o Congresso aprove um aumento menor -depois que o Supremo mandou refazer o procedimento. Será apenas tirar o bode da sala, porque o mau cheiro continuará.
O problema dos parlamentares brasileiros está longe de ser o baixo salário. O problema é o baixo rendimento, para não falar de baixo nível e de alta corrupção, com umas poucas exceções.
Aliás, é bom imitar, com adendos, Janio de Freitas e dar nome às exceções: Fernando Gabeira e Chico Alencar (RJ); Mendes Thame, Luiza Erundina e Carlos Sampaio (SP); Raul Jungmann e Roberto Freire (PE); Walter Pinheiro (BA); Renato Casagrande (ES); Henrique Fontana e Luciana Genro (RS). E os senadores Eduardo Suplicy, Jefferson Péres, Heloísa Helena e Cristovam Buarque.
Qualquer aumento será exagerado, nas circunstâncias, até porque o problema da política brasileira não se resume aos obscenos 91%. Pior que isso é o fato de que a política, ao menos no Brasil, deixou de ser a intermediação entre a sociedade e o Estado, em busca do bem comum, para passar a ser meio de vida, forma de enriquecimento e de fazer negócios, lícitos ou não.
A maioria dos parlamentares lixa-se para a opinião pública, essa pequena fatia politicamente alfabetizada e informada. Não depende dela para se eleger, mas de currais eleitorais. Não os antigos (ou também eles). Curral eleitoral hoje pode ser uma igreja que elege um dos seus, seja ele mensaleiro ou não; uma cidade (ou região) que elege o "seu" deputado, seja ele sanguessuga ou não; uma comunidade qualquer (a dos radiouvintes, por exemplo) que elege o "seu" radialista, faça ele o que fizer.
Protesto por e-mail é bom, mas é pouco. Essa gente só se comove mesmo com "escracho", como dizem os argentinos (facada não é "escracho", é violência). É o que resta ao público indignado.
Resta o escracho
SÃO PAULO - Não basta que o Congresso aprove um aumento menor -depois que o Supremo mandou refazer o procedimento. Será apenas tirar o bode da sala, porque o mau cheiro continuará.
O problema dos parlamentares brasileiros está longe de ser o baixo salário. O problema é o baixo rendimento, para não falar de baixo nível e de alta corrupção, com umas poucas exceções.
Aliás, é bom imitar, com adendos, Janio de Freitas e dar nome às exceções: Fernando Gabeira e Chico Alencar (RJ); Mendes Thame, Luiza Erundina e Carlos Sampaio (SP); Raul Jungmann e Roberto Freire (PE); Walter Pinheiro (BA); Renato Casagrande (ES); Henrique Fontana e Luciana Genro (RS). E os senadores Eduardo Suplicy, Jefferson Péres, Heloísa Helena e Cristovam Buarque.
Qualquer aumento será exagerado, nas circunstâncias, até porque o problema da política brasileira não se resume aos obscenos 91%. Pior que isso é o fato de que a política, ao menos no Brasil, deixou de ser a intermediação entre a sociedade e o Estado, em busca do bem comum, para passar a ser meio de vida, forma de enriquecimento e de fazer negócios, lícitos ou não.
A maioria dos parlamentares lixa-se para a opinião pública, essa pequena fatia politicamente alfabetizada e informada. Não depende dela para se eleger, mas de currais eleitorais. Não os antigos (ou também eles). Curral eleitoral hoje pode ser uma igreja que elege um dos seus, seja ele mensaleiro ou não; uma cidade (ou região) que elege o "seu" deputado, seja ele sanguessuga ou não; uma comunidade qualquer (a dos radiouvintes, por exemplo) que elege o "seu" radialista, faça ele o que fizer.
Protesto por e-mail é bom, mas é pouco. Essa gente só se comove mesmo com "escracho", como dizem os argentinos (facada não é "escracho", é violência). É o que resta ao público indignado.
Eu quero óleo de peroba pra viver
Feliz Dia da Banana (Jornal de Debates)
Meus amigos
Tem crônica minha no Jornal de Debates. É sobre o Natal e o Dia da Banana. Quem quiser prestigiar esse humilde escriba, aprendiz de cronista, é só ir no endereço abaixo:
http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&art_id=5058
Tem crônica minha no Jornal de Debates. É sobre o Natal e o Dia da Banana. Quem quiser prestigiar esse humilde escriba, aprendiz de cronista, é só ir no endereço abaixo:
http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&art_id=5058
Crônica (Churrasquinho de carteira)
Churrasquinho de carteira
Paulo Cezar Guimarães
O legal de escrever na Internet é que tem
gente que lê, gosta e até colabora. Para mim, aprendiz de cronista,
tem sido muito gratificante. Outro dia, recebi mensagem da minha amiga
Soninha Queiroz, doce figura dos tempos de O Globo.
- PC, é você mesmo? Sei de muitas histórias.
Quer que eu te conte alguma? - indagou na mensagem.
- Claro que quero - respondi.
Agora há pouco, abri o meu e-mail e estava
lá a colaboração da Soninha.
Ela conta que, certo dia, estava Henrique Caban, antigo chefe de redação de o Globo, conhecido pelo seu temperamento explosivo, lendo, calmamente, o jornal na sala de Evandro Carlos de Andrade, então diretor de Jornalismo, quando adentra um alto executivo da empresa com um jornal dobrado nas mãos. Zangado, ele botou o jornal
em cima da mesa e perguntou:
- Caban, você não acha que um erro desses
no título de primeira página do jornal é inadmissível?
Caban leu a manchete, constatou o erro (era
um erro de português grosseiro, algo como uma palavra que se escreve
com "s", escrita com "c") e concordou:
- E o que você pretende fazer? - perguntou
o executivo.
Caban ficou calado, olhando para o jornal
e para o sujeito que, diante da impassividade do austero chefe, tornou
a protestar:
- Acho que você não está me entendendo, Caban:
um erro desses é passível de demissão - insistiu.
- Também acho.
- E então?, cobrou, abanando a folha de jornal
diante de Caban, que, meio sem graça, respondeu:
- OK, faz o seguinte: me autoriza a ligar
para o Walter Fontoura, no Jornal do Brasil, que eu peço a demissão
do responsável pelo erro.
- Como assim? - perguntou o executivo.
- Não sei se o senhor percebeu, mas o jornal
que tem nas mãos não é o Globo; é o JB.
Soninha emenda outra da redação de O Globo.
Essa, de “puxassaquismo explícito".
Depois de longa data enrolando o filho mais
novo do patrão, Carmo, um despachante que prestava serviços para o pessoal
da redação, chega todo alegre com a carteira de motorista de José Roberto
Marinho, e pede para Soninha entregar ao nosso “companheirinho”. Quando
Soninha se preparava para entregá-la, Carmo disse:
- Espera aí... Vamos entregar a carteira
plastificada, bonitinha...
E Sônia:
- Não precisa... deixa assim mesmo.
- Me dá ela aqui. Vou lá na Pesquisa, e num
minuto volto com ela plastificada. (É bom explicar que, à época, o Departamento
de Pesquisa tinha acabado de receber a máquina de plastificação, mas
ninguém ainda dominava bem o seu uso)
- Carmo, vê lá o que você vai fazer... ninguém
lá sabe direito mexer com aquela máquina...
- É mole... pode deixar. E subiu com a carteira
do Zé na mão.
Dez minutos depois, volta ele, com cara de
idiota. Nas mãos, os fragmentos torrados da carteira do Zé Roberto.
Ele também não sabia mexer na máquina, e simplesmente queimou a carteira.
Foi um acesso de riso geral.
- Bem feito. Isso é para você deixar de ser
puxa-saco - brincou Soninha.
Ela, então, pegou o que restava da carteira
e foi entregar a José Roberto.
- Zé, abre a mão. Tenho uma surpresinha para
você.
Zé Roberto ficou sem saber exatamente do
que se tratava mas espalmou as mãos para receber o “presente”.
- Toma. Sua esperada carteira de motorista
- disse Sônia.
E despejou aquele monte de papel queimado
nas mãos dele.
José Roberto deu uma sonora gargalhada e
disse ao Carmo:
- Carmo, quero outra. E por favor, dessa
vez, não plastifica não, tá?.
Paulo Cezar Guimarães
O legal de escrever na Internet é que tem
gente que lê, gosta e até colabora. Para mim, aprendiz de cronista,
tem sido muito gratificante. Outro dia, recebi mensagem da minha amiga
Soninha Queiroz, doce figura dos tempos de O Globo.
- PC, é você mesmo? Sei de muitas histórias.
Quer que eu te conte alguma? - indagou na mensagem.
- Claro que quero - respondi.
Agora há pouco, abri o meu e-mail e estava
lá a colaboração da Soninha.
Ela conta que, certo dia, estava Henrique Caban, antigo chefe de redação de o Globo, conhecido pelo seu temperamento explosivo, lendo, calmamente, o jornal na sala de Evandro Carlos de Andrade, então diretor de Jornalismo, quando adentra um alto executivo da empresa com um jornal dobrado nas mãos. Zangado, ele botou o jornal
em cima da mesa e perguntou:
- Caban, você não acha que um erro desses
no título de primeira página do jornal é inadmissível?
Caban leu a manchete, constatou o erro (era
um erro de português grosseiro, algo como uma palavra que se escreve
com "s", escrita com "c") e concordou:
- E o que você pretende fazer? - perguntou
o executivo.
Caban ficou calado, olhando para o jornal
e para o sujeito que, diante da impassividade do austero chefe, tornou
a protestar:
- Acho que você não está me entendendo, Caban:
um erro desses é passível de demissão - insistiu.
- Também acho.
- E então?, cobrou, abanando a folha de jornal
diante de Caban, que, meio sem graça, respondeu:
- OK, faz o seguinte: me autoriza a ligar
para o Walter Fontoura, no Jornal do Brasil, que eu peço a demissão
do responsável pelo erro.
- Como assim? - perguntou o executivo.
- Não sei se o senhor percebeu, mas o jornal
que tem nas mãos não é o Globo; é o JB.
Soninha emenda outra da redação de O Globo.
Essa, de “puxassaquismo explícito".
Depois de longa data enrolando o filho mais
novo do patrão, Carmo, um despachante que prestava serviços para o pessoal
da redação, chega todo alegre com a carteira de motorista de José Roberto
Marinho, e pede para Soninha entregar ao nosso “companheirinho”. Quando
Soninha se preparava para entregá-la, Carmo disse:
- Espera aí... Vamos entregar a carteira
plastificada, bonitinha...
E Sônia:
- Não precisa... deixa assim mesmo.
- Me dá ela aqui. Vou lá na Pesquisa, e num
minuto volto com ela plastificada. (É bom explicar que, à época, o Departamento
de Pesquisa tinha acabado de receber a máquina de plastificação, mas
ninguém ainda dominava bem o seu uso)
- Carmo, vê lá o que você vai fazer... ninguém
lá sabe direito mexer com aquela máquina...
- É mole... pode deixar. E subiu com a carteira
do Zé na mão.
Dez minutos depois, volta ele, com cara de
idiota. Nas mãos, os fragmentos torrados da carteira do Zé Roberto.
Ele também não sabia mexer na máquina, e simplesmente queimou a carteira.
Foi um acesso de riso geral.
- Bem feito. Isso é para você deixar de ser
puxa-saco - brincou Soninha.
Ela, então, pegou o que restava da carteira
e foi entregar a José Roberto.
- Zé, abre a mão. Tenho uma surpresinha para
você.
Zé Roberto ficou sem saber exatamente do
que se tratava mas espalmou as mãos para receber o “presente”.
- Toma. Sua esperada carteira de motorista
- disse Sônia.
E despejou aquele monte de papel queimado
nas mãos dele.
José Roberto deu uma sonora gargalhada e
disse ao Carmo:
- Carmo, quero outra. E por favor, dessa
vez, não plastifica não, tá?.
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