Deu no face.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ronaldinho Gaúcho é um produto ruim
Muito interessante este texto que pesquei no Lance! de hoje. Concordo plenamente com o escriba. Por mais que ele e o Framengo tentem, Ronaldinho não tem carisma. Aquelas dancinhas, como a de ontem, são coisas grotescas, bregas, sem charme. E a torcida não tem tanto carinho por Ronaldinho como já teve por jogadores como Fio, Merica, Rondinelli, Obina e muitos outros que caem mais no gosto dos framenguistas.
E estamos conversados.
FlaFlu dos trambiques
Confesso que não tinha lido essas duas notas na coluna do Ancelmo no sábado. Quem me alertou foi nosso sócio Leo Pereira. Enquanto isso, os dois trambiqueiros contratam Thiago Neves, Fred, Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho e cia. Framengo e FluFlu parecem aqueles caras que moram em frente à praia, têm carros importados, mas não pagam condomínio nem IPVA.
Covardia, não!
Sou contra qualquer tipo de covardia. Especialmente covardia policial. Ainda mais quando é medieval. Por que tanta violência, seu guarda?
Pesquei a foto na revista Imprensa que está nas boas bancas do ramo. Parabéns ao fotógrafo Joel Silva.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Joga junto, Mané!
Deu no Rica Perrone, o FogãoNet reproduziu e o Asura me mandou. E eu concordo. Já estava pra dizer aqui que o Oswaldo Oliveira mandou bem ao não aceitar a pressão da torcida mantendo o time desde a primeira rodada. Time bom é aquele que o torcedor escala de cabeça.
Que história é essa de pênalti não marcado pro Nova Iguaçu no jogo contra o Flamengo?
Não vi o jogo do Framengo contra o Nova Iguaçu. Não consigo mais ver jogos do Framengo narrados pelo Luis Roberto e comentados pelo Júnior. Agora há pouco, cheguei em casa e liguei a Globo. Ouvi que o juiz deixou de marcar um pênalti pro Nova Iguaçu. Alguém poderia me contar como foi isso? Vi que o Framengo ganhou de 2 a 0. O pênalti aconteceu quando estava 1 a 0 ou quando estava 2 a 0.
Muito grato.
Cuidado, Resende. Semana que vem a decisão é contra o Framengo. É bom ficar atento. Se escalarem aquele cidadão pra apitar, sugiro não entrar em campo.
Muito grato.
Cuidado, Resende. Semana que vem a decisão é contra o Framengo. É bom ficar atento. Se escalarem aquele cidadão pra apitar, sugiro não entrar em campo.
Mirem-se no exemplo de Pep Guardiola, treinadores brasileiros
É grande pacas, mas vale a pena ler o perfil de Pep Guardiola, publicado hoje no caderno "Ilustríssima", da Folha de S. Paulo.
Esmero e obsessão
Como Pep se tornou Guardiola
ALEXANDRE GONZALEZ
TRADUÇÃO SOPHIE BERNARD
ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI
TRADUÇÃO SOPHIE BERNARD
ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI
RESUMO
Símbolo do Barcelona por uma década, Josep Guardiola pendurou as chuteiras em 2006 com o projeto de ser treinador. Ao contrário da maioria dos ex-jogadores que trilham esse caminho, foi estudar e buscar as lições de seus mentores. Propondo um futebol mais de razão que de resultados, Pep já conquistou 13 dos 16 títulos que disputou como técnico do Barça.
Símbolo do Barcelona por uma década, Josep Guardiola pendurou as chuteiras em 2006 com o projeto de ser treinador. Ao contrário da maioria dos ex-jogadores que trilham esse caminho, foi estudar e buscar as lições de seus mentores. Propondo um futebol mais de razão que de resultados, Pep já conquistou 13 dos 16 títulos que disputou como técnico do Barça.
"Meu pai diz que preciso me reconverter. Pergunta o que quero fazer da vida. Não sei o que dizer; talvez que não vá fazer nada. Mas ele insiste, quer que eu me mexa, para não passar a imagem de preguiçoso. Mas, pai, talvez eu não faça nada mesmo da vida..."
Em 2 de agosto de 2006, Josep Guardiola deu uma de suas últimas entrevistas. Poucas semanas antes, ainda jogava no desconhecido Dorados de Sinaloa, time mexicano cujo nome soa mais como uma franquia de beisebol de segunda divisão do que como um clube de futebol profissional.
O fim de carreira do meia catalão não foi à sua altura e, em suas palavras, sua reconversão também não parece lá muito bem encaminhada. Mas, atrás do discurso depressivo, o que Guardiola não diz é que passou o verão em Madri. E que sabe exatamente para onde vai.
DIPLOMA
O mês de julho de 2006 é intenso para o ex-capitão do Barça. Todo dia, ele vai até o subúrbio de La Rosas, rumo à Ciudad del Fútbol, na capital da Espanha. Lá, acompanha aulas com assiduidade, preparando-se para se diplomar treinador. O aluno é aplicado e talentoso.
"A escola nacional de futebol espanhola não tem ranking de classificação para os diplomados, mas posso dizer tranquilamente que Guardiola estava entre os três melhores da classe", lembra Oscar Callejo, secretário da escola.
Com o diploma em mãos, Guardiola não se dá por satisfeito. Para completar a formação, aconselha-se com treinadores que admira.
"Ele ligou para mim e para um monte de outros treinadores. Hoje parece coisa de doido: ligar para falar de jogo, analisar, descascar. Ele tem uma sede insaciável de debater. Eu sabia quando começavam as conversas com ele, mas nunca quando iam terminar", diz o técnico argentino Angel Cappa.
Ex-adjunto de César Luis Menotti e depois de Jorge Valdano no Real Madrid, treinador do Huracan e do River Plate -foi quem descobriu Javier Pastore-, Cappa foi para a casa de Guardiola em Barcelona no final de 2006. "Não sei se ele já pensava em ser treinador, mas para mim era óbvio. É raro um jogador querer tanto colocar um jogo numa mesa de dissecação."
LA VOLPE
Obsessivo e perfeccionista, Pep lista os técnicos com quem os quais gostaria de conversar. O primeiro é um argentino de bigode ameaçador, desconhecido na Europa, Ricardo La Volpe.
Na Copa do Mundo de 2006, Guardiola escreveu no jornal "El País", e suas análises dos jogos e reflexões sobre futebol deixaram muita gente desconcertada. Só uma seleção agrada ao catalão. Não é a Alemanha de Jürgen Klinsmann, nem a Itália de Marcello Lippi, mas o México de La Volpe.
Ele escreveu: "Johan Cruyff dizia: o mais importante no futebol é que os melhores jogadores sejam os zagueiros. Se você sai com a bola, consegue jogar; se não, não faz nada. Johan diz que a bola equilibra um time. Se perde a bola, o time se desequilibra; se perde pouco, consegue manter o equilíbrio. La Volpe decidiu que sua defesa saísse jogando, e não que começasse jogando, o que é diferente.
"Para La Volpe, começar a jogar é tocar a bola entre os zagueiros, sem maiores intenções. Mas La Volpe os obriga a fazer outra coisa. Ele os obriga a sair jogando, obriga os jogadores e a bola a avançarem juntos e ao mesmo tempo. Soube que, nos treinos, La Volpe pede aos zagueiros que corram com a bola por 30 minutos sem parar. Se alguém faz um passe errado, se o campo não é usado em toda a sua extensão, se um passe não é dado para o goleiro como manda o jogo, ele pede para recomeçar do zero.
"Ele corrige, grita, e tudo recomeça. Uma vez, depois outra. Cem vezes, se for preciso. E ver seu México jogar é fantástico."
Nem mais nem menos do que uma declaração de amor.
Mesmo que isso não agrade a Guardiola e ao seu romantismo, La Volpe foi demitido após ser eliminado nas oitavas de final, apesar de os mexicanos terem dominado a Argentina durante todo o jogo; o futebol só vive de vitórias.
Pouco acostumado a falar com a imprensa, La Volpe declarou: "Sei que Guardiola mencionou meu nome várias vezes, dizendo que fui um dos que mais o influenciaram. Talvez se inspirasse em mim nas triangulações ao chegar à área adversária. E disseram que dedicou a mim a Liga dos Campeões de 2009 [Barcelona 2 x 0 Manchester United], mas ele nunca me disse isso.
"Acho que seguimos o mesmo caminho. Gostamos de tomar a iniciativa do jogo, que o jogador assuma a responsabilidade de conduzi-lo. É assim que se faz bom futebol. Ele faz isso e ainda vence. Alguns de nós foram criticados por tentar e não vencer, é a regra do jogo".
La Volpe seria demitido do Boca Juniors (2006), do Vélez Sarsfield (2007), do Monterrey (2008) e da seleção da Costa Rica (2011). Apaixonado pelo método argentino, como mostram suas relações com Cappa e La Volpe, por fim Guardiola atravessa o Atlântico.
Aproveitou uma viagem a trabalho de seu amigo David Tureba, cineasta e escritor, para voar a Buenos Aires. Era outubro de 2006.
ARGENTINA
Na capital argentina, Pep deixou sua bagagem num hotel do bairro de Palermo. A primeira visita que fez não foi a um treinador, mas a um nerd louro, um Mark Zuckerberg argentino, de cabelo comprido. Matias Manna é o criador do blog Paradigma Guardiola (paradigmaguardiola.blogspot.com). Ele analisa, com vídeos, pausas e reflexões perspicazes, o futebol de Pep.
"Desde 2005, vou decifrando a maneira de pensar e as convicções futebolísticas de Guardiola", diz Manna. Ele conta como começou sua amizade com o atual treinador do Barcelona: "Eu o contatei por e-mail e ele respondeu. Sempre se mostrou aberto. Um dia, disse que estava vindo à Argentina e propôs um encontro. Passamos um dia juntos. Falamos muito de futebol.
"Dei a ele o livro 'Lo Suficientemente Loco', uma biografia de Marcelo Bielsa. Ele me agradeceu e foi deixar as malas no quarto. Quando desceu, minutos depois, citou quatro ou cinco conceitos de jogo que estavam no livro. Isto é: no elevador, voltando do quarto, já tinha entendido a essência."
No dia seguinte, Guardiola decidiu assistir a um River-Boca, no Monumental de Nuñez. Seu ex-colega no Dorados Angel "Matute" Morales, conseguiu um ingresso para ele. Pep se misturou à multidão e, na fila para entrar, foi parado por seguranças. "Não o reconheceram", conta Morales. "Foi revistado como qualquer um, mas não disse uma palavra, não protestou."
Seu caminho o levou a César Luis Menotti, técnico campeão do mundo em 1978 e técnico do "seu" Barça na temporada 1983-84.
Como um velho sábio, Menotti recebeu aquele que, por enquanto, era só um jovem aposentado do futebol. O encontro aconteceu num restaurante do bairro de Belgrano, em meio a uma nuvem de fumaça de cigarro e cheiro de uísque.
"Quando Pep me procurou, algo já o distinguia: ele tinha ideias claras. Não chegou como outros, que queriam que eu desse o caminho, como se fosse o Messias. Ele já sabia. Então disse a ele: 'Quer ser treinador? Não tenha dúvidas, vá fundo. Seja treinador, e assim as críticas serão mais bem divididas, não vão mais ser só para mim'."
Guardiola deixou-se seduzir e também tranquilizar pelo discurso radical do mentor de Maradona. O terceiro e último encontro irá confortá-lo ainda mais na sua decisão.
EREMITA
Maximo Paz, província de Santa Fe. Josep Guardiola marcou um encontro com o eremita do futebol argentino, "el loco" Marcelo Bielsa. Então afastado do futebol desde 2004, Bielsa vivia confinado em casa, sem dar sinais de vida.
Guardiola conseguiu o encontro graças a Lorenzo Buenaventura, seu treinador pessoal quando jogava na Itália e ex-adjunto de Luis Bonini, o braço direito de Bielsa. Hoje, Buenaventura é o preparador físico do Barcelona. A fascinação de Guardiola por Bielsa data da Copa do Mundo asiática de 2002, quando "el loco" treinava a seleção argentina.
Na época, Guardiola declarou: "Para mim, o time mais interessante do torneio é a Argentina, mesmo que não tenha passado da primeira fase. Jogou muito bem, apesar de vivermos num mundo onde, se você ganha, é bom, mesmo que não tenha ficado com a bola; e, se você perde, não importa se tentou, se teve a bola, se o time estava organizado e se tinha apostado no 3-4-3, como Bielsa fez. Você perde e é um fiasco. Vejo isso de outra forma."
Por 12 horas, em volta de um "asado" (churrasco argentino), os dois conversaram, assistiram a trechos de jogos, debateram, brigaram, se reconciliaram e recomeçaram. Um tema, ou melhor, um homem os une acima de tudo: Louis van Gaal.
O técnico holandês é o único europeu que Bielsa já tomou como exemplo: "O modelo estrangeiro que mais me agrada é o do Ajax de Van Gaal. Ele tem um time flexível para compor suas linhas conforme as exigências do adversário na hora de recuperar a bola. O que interessa é que o time tenha um projeto de jogo próprio nos momentos ofensivos. Calculei que o Ajax dava uma média de 37 passes para trás. O torcedor via isso como recusa a jogar, mas esse passe para trás era o início de um novo ataque."
No seu livro "Mi Gente, Mi Fútbol" (2001), Guardiola diz o mesmo de seu treinador: "Poucos times me seduziram tanto quanto o do Ajax de Van Gaal, com sua facilidade para criar o jogo da defesa, a velocidade dos jogadores das laterais e seu modo de passar a bola. Aquele Ajax conseguia resolver de maneira fantástica todos os 'um contra um' de um jogo. No ataque e na defesa. Assumiam todos os riscos que um time pode correr.
"Aquele Ajax tinha algo que me surpreendia, espantava, maravilhava. A disciplina do posicionamento. A posse de bola como ideia de base. O jogo constantemente sustentado. Os movimentos de dois toques... E eles faziam isso de forma tão simples quanto sublime. O Ajax de Van Gaal dava aulas de futebol aos que conheciam perfeitamente o jogo."
'SANGUE'
Nutrido pelo futebol total de Johan Cruyff, Guardiola consegue, acima de tudo, aplicar maravilhosamente bem os preceitos de Bielsa. "Procuro ocupar as laterais, porque a maioria das situações perigosas vem delas. O contrário significa centralizar o jogo. Qualquer estudo revela que 50% dos gols finalizados vêm das laterais. Se um treinador quer que o time domine o jogo, deve posicionar no mínimo dois jogadores por setor. Nunca posiciono os jogadores com o intuito de atacar usando o contra-ataque.
"Para mim, trata-se, antes de mais nada, de uma questão de posse de bola. Se der para ficar com ela, por que devolvê-la? Não preparo um time para esperar. Um grande time não é condicionado pelo rival. O fundamental é ocupar direito o campo, ter um time curto, com uma linha de defesa e uma de ataque separadas por no máximo 25 metros, e que nenhum zagueiro esteja ocupado marcando um adversário que não existe."
Tocado pela sinceridade quase ingênua de Guardiola, Bielsa perguntou: "Você, que conhece toda a sujeira do mundo do futebol, o alto grau de desonestidade de certas pessoas, por que quer tanto voltar e treinar jogadores? Gosta tanto desse sangue?". Guardiola respondeu: "Preciso desse sangue".
O fato é que o catalão vai usar outro método de Bielsa, o de não entregar nada à imprensa. Recluso no seu silêncio há mais de uma década, o argentino havia justificado assim sua vontade de não falar: "Por que eu deveria dar entrevista a um jornalista poderoso e negá-la a um repórter do interior? Por que deveria participar de um programa que tem picos de audiência toda vez que apareço e não me deslocar até uma pequeno rádio local? Qual a lógica? Meu interesse?".
Guardiola se apoderou da fórmula. Depois de virar treinador do Barça, não deu mais nenhuma entrevista individual. Só vai às coletivas obrigatórias do clube.
JOGO BONITO
Pep voltou à Espanha está seguro de si como nunca. Dias depois de deixar a Argentina, em 22 de outubro de 2006, declarou ao jornal "Marca": "Por que não poderíamos ter treinadores que defendam o jogo bonito? Converso com muitos treinadores: 'Como é esse jogador? Como faz aquele?'. Mas não tem receita. No futebol, ganha-se com estilos muito diferentes. Precisamos fazer as coisas como as sentimos. É a partir da bola que se constrói um time."
Em 2006, Josep Guardiola tinha 35 anos, tinha ideias, mas continuava desempregado. "Seu" clube, embora fosse campeão europeu, estava desabando. Contagiado pela suficiência, o Barça de Frank Rijkaard vivia suas últimas horas de glória. Txiki Begiristain, diretor esportivo do Barcelona e braço direito de Joan Laporta, logo foi consultado por alguns dirigentes, sabendo das intenções de Guardiola.
Begiristain então decidiu, para que seu ex-colega se acostumasse, confiar a ele a direção da categoria de base e dar a Luís Enrique o Barça B. Desapontado, mas leal a seu clube de sempre, Pep aceitou. Só pediu um último encontro com Begiristain. "Pep me falou sobre sua vontade de treinar. Entendi que era o momento dele", diz o ex-diretor dos esportes do Barça.
Em 21 de junho de 2007, seis meses depois da viagem à Argentina, Guardiola foi nomeado treinador do Barça B, que estava na terceira divisão do campeonato espanhol.
Munido de princípios e teorias, foi confrontado pela primeira vez com a realidade da vida de treinador. Alertado por amigos sobre as dificuldades das divisões inferiores, o primeiro trabalho do técnico "blau-grana" (azul e grená) consistiu na seleção de um grupo.
Ele tinha poucos dias para reduzir o número de jogadores de 50 a 23, destruindo o sonho de vários. As primeiras dúvidas surgiram logo no primeiro jogo, que acabou... em derrota. Guardiola se empenhou, construiu um time no qual um certo Sergio Busquets se impôs no meio do campo; no qual, na ponta direita, Pedro Rodriguez oferecia seu jogo feito de percussões.
Dois meses após o início do campeonato, Guardiola resumiu: "Ser treinador é fascinante. É por isso que os treinadores acham tão difícil parar. O trabalho traz uma sensação permanente de excitação, de que o cérebro gira o tempo todo a cem por hora. Começar na terceira divisão me tornará um treinador melhor, se um dia eu ocupar o banco de um profissional. Hoje sou melhor que dois meses atrás.
"Nunca tinha sido confrontado com 25 caras esperando que eu dissesse algo. Hoje posso ficar tranquilo na frente deles. Antes, no intervalo, não sabia o que dizer."
NÚMERO UM
Guardiola sabia as palavras certas, seu time venceu o campeonato e o Barça B subiu para a segunda divisão.
Ao mesmo tempo, no andar de cima, Rijkaard deixou escapar para o Real, pela segunda vez seguida, uma liga que estava na mão. Laporta entendia que o holandês não tinha mais autoridade sobre um grupo dominado pelos egos de Ronaldinho Gaúcho e Samuel Eto'o. Começou então uma disputa de poder nos bastidores do Camp Nou entre os conselheiros do presidente.
Laporta conta: "Minha ideia era que Johan [Cruyff] treinasse o time, tendo Pep como adjunto, e que, na temporada seguinte, ele virasse o número um. Johan não disse nada. Eu o conheço, sei que toma decisões rápido. Por fim, ele me disse que deveríamos nomear Pep logo. Txiki concordava: 'Guardiola está pronto para ser treinador do primeiro time'. Propus essa solução numa reunião. Alguns eram a favor, outros queriam Mourinho. Falei: 'Mourinho não, vai ser o Pep'."
Em 8 de maio de 2008, menos de dois anos depois de receber o diploma de treinador, Guardiola foi nomeado técnico do time do qual fora capitão e símbolo por cerca de dez anos. Sua primeira medida foi impor o afastamento das três estrelas: Ronaldinho, Deco e Eto'o.
Os dois primeiros aceitaram; o camaronês ganhou uma temporada de descanso. No primeiro treino, Pep se dirigiu aos jogadores: "Não vou prometer que vamos ganhar títulos. Vamos tentar. Mas apertem bem os cintos, porque vocês vão passar ótimos momentos."
Pep acabava de se tornar Guardiola.
A revolta dos carecas
Deu hoje na coluna da Suzana Singer, ombudsman da Folha de S. Paulo.
Vai que é tua, GB.
Alô alô, Xexéu: pra você, o GB continua um gato?
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Cala a boca, Noronha!
Começo de Botafogo e Bonsuça e Sérgio Noronha manda essa:
"Antes de começar o jogo a torcida do Botafogo já estava gritando o nome do Herrera!".
O cara comenta futebol há 150 anos e nunca viu torcedor gritar nome de jogador reserva antes do início do jogo?
Logo depois, durante o jogo, a mocinha repórter que tem uma baita má-vontade com o Botafogo não é de hoje, só faltou gritar quando Loco Abreu reclamou de um passe que não recebeu.
Haja saco para ver jogos do Glorioso no Sistema Globo.
"Antes de começar o jogo a torcida do Botafogo já estava gritando o nome do Herrera!".
O cara comenta futebol há 150 anos e nunca viu torcedor gritar nome de jogador reserva antes do início do jogo?
Logo depois, durante o jogo, a mocinha repórter que tem uma baita má-vontade com o Botafogo não é de hoje, só faltou gritar quando Loco Abreu reclamou de um passe que não recebeu.
Haja saco para ver jogos do Glorioso no Sistema Globo.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Torcida do Botafogo. Nem melhor, nem pior; apenas diferente*
Sorry, torcedores de times comuns. Pesquei no face da eterna gandula Sonja.
* Copyright by Salgueiro.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A FlaPress não desiste nunca
Mas que coisa, hein! Vejam o que está dando no globoesporte.com numa das matérias sobre o Botafogo. O terceiro, no momento, é o Framengo, seus fanáticos.
Flamengo arruma mais uma nova forma de se dar bem: escala Ronaldinho Gaúcho com conjuntivite
Pô! Isso é uma tremenda malandragem. Quem vai se meter a chegar perto do cara? Depois os framenguistas dizem que não armam pra se dar bem!
Eu é que não vejo esse tipo de coisa. Vou ler um livro.
Depois me contem se o Madureira também foi prejudicado pela arbitragem.
Eu é que não vejo esse tipo de coisa. Vou ler um livro.
Depois me contem se o Madureira também foi prejudicado pela arbitragem.
Por que o Flamengo não joga com o Madureira no campinho do Vasco?
Hoje tem outro jogo no Engenhão. Pelo terceiro dia seguido. O jogo do Flu, que não tem estádio, até se justifica, pois foi pela Libertadores. Mas por que o Framengo, que é outro sem estádio, tem que jogar no Engenhão contra o Madureira? Os framenguistas não enchem o peito pra dizer que não se importam com o Carioca? Por que então não jogar no campinho do Vasco?
O Engenhão tem que ser poupado. Deve ser usado pelo dono da casa, nos clássicos e nos jogos da Libertadores.
O Engenhão tem que ser poupado. Deve ser usado pelo dono da casa, nos clássicos e nos jogos da Libertadores.
Vasco se esforça e consegue perder de pouco para o Nacional
Com o campinho de São Janu lotado (mais de 10 mil pessoas), o Vasquinho, de Nilton, Eduardo Costa, Thiago Feltri, Tenório e cia, conseguiu perder por apenas 2 a 1 pro Nacional do Uruguai. Os jogadores vascaínos merecem elogios. O time é limitadíssimo, mas, a exemplo do que fez no Brasileirão do ano passado, conseguiu se superar. O veterano Felipe conseguiu jogar um tempo e Juninho também fez milagre conseguindo jogar até o final.
Parabéns ao Vasquinho. Superação é importante nesse tipo de torneio.
Parabéns ao Vasquinho. Superação é importante nesse tipo de torneio.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Lédio Carmona chama Flamengo de time pequeno
Mata-me de rir. O Lédio acaba de cometer um ato falho na TV. Disse assim:
"E o Botafogo três empates seguidos contra times pequenos...".
Não quis ouvir o resto. Não consigo parar de rir.
Boa, Lédio!
E lembre-se: Botafogo e Olaria você comenta ao vivo aqui.
"E o Botafogo três empates seguidos contra times pequenos...".
Não quis ouvir o resto. Não consigo parar de rir.
Boa, Lédio!
E lembre-se: Botafogo e Olaria você comenta ao vivo aqui.
E eu aqui nesse baita calor do Rio tendo que aturar flamenguistas, vascaínos e tricolores!
Lambi os beiços e o prato. É uma das sobremesas do Café Maringá, do meu querido amigo tricolor Fábio. O recheio é de banana.
Volte sempre, Wando
Gosto de brega e gostava desse cara. Nunca vi um show ao vivo, nunca comprei um cd ou dvd, mas a música de Wando é ótima pra cantar em banheiro com boa acústica ou no capacete andando de moto. E esse negócio de ganhar calcinhas das fãs no palco era do balacobaco.
Parecia um cara do bem.
Boa viagem, volte sempre.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Blog do PC entrevista jornalista botafoguense que foi xingado de flamenguista por Ancelmo Gois
Digo de coração: Ancelmo Gois é um dos jornalistas mais bacanas que conheço. Apesar de talentoso e famoso, trata bem todo mundo e é um dos caras mais queridos da redação do Globo. Mas tem aquele defeito: é framenguista.
Como muitos aqui se lembram, no final do ano passado, mestre Ancelmo publicou uma nota em sua coluna afirmando (ou seria xingando?) que o jornalista Carlos Eduardo Novaes é framenguista. No mesmo dia, este humilde blogueiro desmentiu o colega de Frei Paulo. Novaes é Botafogo. Dos bons.
Sou fã do Novaes desde os meus tempos de estudante de Jornalismo. Se muitos não vão pra cama sem o Jô, eu não acordava sem ler o Novaes. Desde os tempos do JB, passando pela Última Hora (lembro até hoje da musiquinha “Carlos Eduardo Novaes, Rachel de Queiroz...”), e voltando ao JB. Com certeza, ajudei Novaes e o ilustrador Vilmar a enriquecerem, comprando e lendo todos os seus livros.
A nota publicada no Ancelmo em que Novaes é xingado de framenguista
Como aqui neste espaço todos sabem que matamos a cobra e mostramos o pau (não se animem tricolores!), pedi ao Thiago Facioli, repórter aqui do Blog, para entrevistar o Novaes, que é pai da namorada de um amigo do irmão da tia do Thiago. Repórter com um futuro promissor, e que vai passar a me substituir nas minhas constantes idas para o mato, onde costumo ordenhar vaquinhas (como todos também sabem), logo na primeira matéria, Thiago conseguiu dar um grande furo (epa! O Thiago é tricolor). Entrevistou a fera via email.
Carlos Eduardo Novaes nos bons tempos do JB da Condessa
O livro que pode ter "driblado" mestre Ancelmo
Confira a entrevista. Antes, como não sou bobo nem nada e elogio de ídolo é pra mostrar pra todo mundo, leiam o que o mestre escreveu sobre o Blog do PC:
"Thiago caríssimo: vi o blog e gostei muito. Ágil, atual, informativo, bem “diagramado”. Dê meus parabéns ao PC e pergunte se de vez em quando posso lhe enviar um texto. Como não tenho blog e só escrevo sobre esportes olímpicos na GSN (Global Sports Network), às vezes sinto ímpetos de dar um pau no Botafogo – como no final do Campeonato Brasileiro do ano passado – mas não encontro espaço para desaguar minha irritação".
Por que você é Botafogo? Quais foram as suas influências?
Antes de me apaixonar pelo Botafogo tive, na primeira infância, um flerte com o América – clube do meu pai – e um namorico com o Fluminense sei lá por que. Penso que minha descendência calabresa encontrou afinidades entre as cores do clube e a bandeira da Itália. Curiosamente quando mudei para a Rua Paissandu, ao lado da sede do Fluminense, virei botafoguense. Nenhum tipo de influência. Torcer pelo Botafogo foi uma decisão pessoal de um menino de oito anos de idade. Conta a lenda porém, que abracei o Botafogo por causa do porteiro do meu prédio na Rua Paissandu, um português barrigudo, vascaíno, que metia medo na garotada. Vê-lo frágil e choroso na final do Campeonato Carioca de 1948 quando o Vasco perdeu para o Botafogo, provocou-me uma enorme alegria. Naquele momento para mim o Botafogo tornara-se uma espécie de Vingador. Resolvi subir na sua garupa e seguir com ele para o resto da vida.
Títulos inesquecíveis, grandes times, jogadores marcantes?
Os jogadores que tatuaram meu amor pelo clube estão todos na minha infância e adolescência. Não sei se porque quando somos crianças não temos senso crítico, as jogadas parecem mais bonitas, os jogadores maiores e mais talentosos. Fui testemunha ocular, porém, de uma das fases de ouro do Glorioso que tinha em sua galeria de craques Nilton Santos, Garrincha, Zagalo, Didi, Paulo Valentim, Quarentinha, Amarildo e por aí vai... Gerson, Jairzinho, Paulo Cesar, Roberto, Afonsinho... (desculpem se estão fora de ordem de entrada). Não esqueço de um jogo contra o Fluminense no final dos anos 50 (1957?) que assisti na tevê preto-e-branco do meu quarto. O Botafogo ganhou de 6 a 1 (ou 6x0?) com cinco gols do Paulo Valentim no grande goleiro Castilho. Até então nunca havia visto um time grande golear outro grande com tanta autoridade.
E a nota do Ancelmo chamando-o de “grande rubro-negro”?
Nem precisei desmenti-la. Amigos e leitores – perplexos – encheram sua caixa postal de desmentidos. Uma amiga mandou-me um e-mail: “O Ancelmo enlouqueceu?”. O engano foi a propósito do livro “Mengo, uma odisséia no Oriente” que escrevi por ocasião do titulo mundial do Flamengo em Tóquio, 1981. Lembro que na época, trabalhando no JB, recebi inúmeros telefonemas de botafoguenses indignados com a história dos cinco geraldinos rubro-negros que deixam o Brasil de táxi, bike, lombo de burro, atrás do Flamengo no Japão. Tinha que dizer aos meus detratores para não confundirem futebol com literatura. Mas não adiantava: o torcedor é um passional.
Em sua opinião existe uma atenção especial da imprensa em relação ao Flamengo?
Comercialmente toda a mídia carioca “torce” pelo Flamengo (como a paulista pelo Timão). Suas vitórias, seus títulos, suas crises vendem mais jornais, revistas, elevam o ibope na TV, no rádio e provocam corridas aos blogs rubro-negros. Por aí se entende o espaço exagerado que a imprensa dedica ao Flamengo. No dia em que o Botafogo tiver uma torcida do mesmo tamanho vai receber o mesmo tratamento. Mas para isso precisa de títulos! Títulos que se ganha com garra, união e vontade de vencer, algo que tem faltado ao nosso Glorioso.
Você costuma ir aos jogos?
Você tem foto com a camisa do Botafogo? Se não tiver, podemos tirar uma?
Não é um cartaz de "Procura-se". É um vascaíno após um ano de regime
Vejam ilustres passageiros do Blog do PC o tipo faceiro que vocês têm acima. Acreditem: ele garante que tirou esta foto após um ano fazendo regime. E ainda postou no face. Alô alô, Jorge Eduardo: não conte pra ninguém quem é o seu endocrinologista. Periga de o cara falir. Esses vascaínos!
Alô alô, tricolores: não se entusiasmem. O Jorge é casado e garante que é espada.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Flamengo se apequena como sempre, caga como sempre, conta com a ajuda da arbitragem como sempre e empata como sempre
Jornal Extra
O GLOBO
Fernando Calazans
Pênalti claro do Willians (sempre ele) no Antônio Carlos. O juiz ignora e o Antônio Carlos é que recebe cartão. Andrezinho manda duas bolas na trave. Márcio Azevedo, que fez um partidaço, foi caçado em campo e ainda recebeu cartão por receber falta do Léo Moura. Fim de primeiro tempo. Gerson diz na Rádio Globo que o placar moral deveria ter sido 2 a 0 pro Botafogo. Washington Rodrigues também viu o mesmo jogo na Rádio Tupi e admitiu que o pênalti no Antônio Carlos não foi marcado.
Segundo tempo. Botafogo domina o jogo todo. Willians (sempre ele) agride, xinga e acha que não deve ser expulso. Ronaldinho Gaúcho. David Braz e os outros framenguistas tentam coagir o árbitro. Felipe faz cera. Aos 45 Loco Abreu acerta uma pedrada de cabeça e o Felipe caga. O juiz dá apenas 3 minutos de prorrogação e acaba o jogo faltando 15 segundos com o Botafogo no ataque.
No "Troca de Passes" acabo de ouvir (21h45) que houve dois pênaltis não marcados pro Botafogo.
Volto pro Rio e nada muda.
Mas os framenguistas vão achar tudo isso normal.
Eu estou voltando pra casa
Até breve, mato querido. Agora é encarar Rio 40 graus, Ronaldinho curando conjuntivite com pagode e mandando e desmandando no Framengo. Quem apita hoje?
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Por que o Flamengo joga tanto no Engenhão?
Tá dando no globoesporte.com
Oswaldo está certo. Por que o Framengo jogou hoje contra o Olaria no Engenhão? Por que não jogou em Macaé, em Volta Redonda ou até no campinho do Vasco. E mesmo beneficiado, sifu. 0 a 0.
Bahia reclama de falta de ética do Fla na contratação de Joel. Será que os flamenguistas vão dizer que os baianos são chorões também?
Pesquei no lancenet. E pensar que o Framengo reclamou do Flu por causa do assédio ao Thiago Neves. Eles se merecem.
O que já era feio, ficou pior
Não é de hoje que o vasco é um time brega. Mas o que está ruim pode ficar pior. Camisinha horrorosa, hein Robertinho!?
Tá dando em tudo quanto é lugar.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tem coisas que...
Não vi o jogo, ouvi pelo rádio. Mas só o Botafogo para virar um jogo aos 40 minutos do segundo tempo e sofrer o empate aos 44. E alguém poderia me dizer se esse tal de Alex Silva é esse Neymar todo? Pelo menos foi isso que falaram na Rádio Tupi. E o goleiro do Madura que se consagrou?
Esse é o Botafogo que eu conheço. Nada é fácil.
Esse é o Botafogo que eu conheço. Nada é fácil.
A Mengolomania está de volta - Parte 875.928
Meia Hora
Mengo BR
PQP! Sei muito bem que ninguém aguenta mais esse assunto. Muito menos eu. Mas é um saco abrir os sites hoje e dar de cara com essas loucuras. E tudo isso porque ganhou de um time medíocre de forma dramática.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Mengão goleia Real Potosi e se classifica na Libertadores
Amigos, amigas e tricolores: são 22h02 e começa o Massacre Framenguista no Engenhão ( o Marca BR de amanhã é imperdível). Como todos sabem, não sou de comentar resultados. Comento antes. O Framengo vai ganhar fácil. A Globo mostrou o Engenhão lotado. E eu não vou aturar o Luis Roberto e o Júnior. Vou curtir a noite aqui no mato.
Amanhã a gente volta.
Uma boa noite para todos.
Amanhã a gente volta.
Uma boa noite para todos.
Quatro repórteres se juntam para cravar: jogadores já foram avisados que Joel é de novo o novo técnico do Flamengo
Acabou de dar no globoesporte.com
O curioso, como todos podem observar, é que o furo foi dado por quatro repórteres.
Aos meus caluniadores: de vaca eu entendo
Outro dia fui caluniado e vilipendiado aqui no nosso Blog por mauricinhos criados em playground que confundem vaca com boi. Pois bem. Mais uma vez, mato a cobra e mostro o pau; digo, a vaca.
Vocês entendem muito é de 22 homens correndo atrás de uma bola.
O Botafogo não é bagunça que nem certos times que andam por aí
Mandou bem a diretoria do Botafogo. O Potosí vai enfrentar hoje uma bagunça e deve ter achado que o Botafogo é igual.
Tá dando no globoesporte.com
Assinar:
Postagens (Atom)


































