domingo, 25 de fevereiro de 2007

Dica de Segurança

Dica de segurança: cuidado com a agenda do celular

Quanto mais óbvia uma dica de segurança mais importante ela é porque os nossos olhos não são treinados para ver o que é óbvio. Acabo de pescar um conselho interessante dado por um PM de São Paulo contra o golpe do falso seqüestro por telefone. Ele sugere que as pessoas usem codinomes ou os próprios nomes para parentes próximos, em vez de por na agenda os nomes "mãe", "pai", "casa" etc etc. A polícia já registrou casos em que um celular com essas informações de bandeja, em mãos erradas, é um prato cheio para os bandidos.

Fonte: Blog Repórter do Crime (De Jorge Antônio Barros)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Artigo: "De bêbado não tem dono?"


Tribunal de Justiça comprova que “de bêbado realmente não tem dono?”
Paulo Cezar Guimarães

Deu no Globo na época e se Stanislaw Ponte Preta fosse vivo também publicaria, com certeza, na seção “Febeapá” (pros que chegaram agora: Festival de Besteiras que assolam o País). O título? “Orgia tem regra: ninguém é de ninguém”. O subtítulo? “Tribunal decide que quem participa não pode reclamar do que acontecer”.

A notícia, vinda de Brasília e assinada pela repórter Carolina Brígido, falava de uma sentença do Tribunal de Justiça de Goiás que decidiu que “o homem que, por vontade própria, participar de uma sessão de sexo grupal e, em decorrência disso, for alvo de sexo passivo, não pode declarar-se vítima de crime de atentado violento ao pudor”. Acrescentava ainda que “o acórdão do TJ de Goiás, publicado no dia 6, é um puxão de orelhas no autor da ação que reclamava da conduta de um amigo”.

E, como estamos falando de Goiás, os nomes foram dados aos bois. Estava lá na reportagem que um cidadão chamado Luziano Costa da Silva tinha acusado o amigo José Roberto de Oliveira de ter praticado contra ele “ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. Luciano, pasmem, alegou que como estava bêbado não pôde se defender. Não dirigia um veículo, mas estava bêbado.

Ou seja: o típico caso do “cu de bêbado não tem dono”. Que me perdoem os puristas, mas não resisto a uma galhofa e lembro aquela musiquinha dos saudosos “Mamonas Assassinos” que falava do sujeito que participou de um suruba e não conseguiu “comer ninguém”. Em certo trecho, os músicos do “Mamonas”, que morreram em trágico acidente de avião, cantavam: “Solta a ´roda` e vira solta a ´roda` e vem, neste raio de suruba já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”.

Voltando à reportagem publicada em O Globo, vale citar a transcrição do acórdão dos desembargadores: “A prática de sexo grupal é ato que agride a moral e os bons costumes minimante civilizados. Se o indivíduo, de forma voluntária e espontânea, participa de orgia promovida por amigos seus, não pode ao final do contubérnio (sic) dizer-se vítima do atentado violento ao pudor. Quem procura satisfazer a volúpia sua ou de outrem, aderindo ao desregramento de um bacanal, submete-se conscientemente a desempenhar o papel de sujeito ativo ou passivo, tal é a inexistência de moralidade e recto nesse tipo de confraternização”.

A repórter Carolina Brígido, além de ter levantado uma bela pauta de comportamento, ainda fazia comentários hilários na matéria. Como esse que complementava a citação anterior do acórdão: “Para o Tribunal de Justiça do estado, quem participa de sexo grupal já pode imaginar o que está por vir e não tem o direito de se indignar depois”. E Carolina comprova sua observação com outro trecho do texto retirado da sentença judicial: “(...) não pode dizer-se vítima de atentado violento ao pudor aquele que ao final da orgia viu-se alvo passivo de ato sexual”.

Participo com amigos de um grupo de debates no yahoogroups há bastante tempo e comentei a reportagem com eles. Não mandei cópia. Perguntei a um deles, tremendo gozador, se ele estava na tal “festinha”. Ele me respondeu, sem ler a matéria: “Tava não, mas se foi por engano, eu perdoava o cara...”. Outro fez questão de ler a reportagem na íntegra e me mandou a seguinte resposta: “PQP.Esse cara é um babaca.Eu não tinha lido e agora li. Ou seja , eu não sabia e agora sei. Pô, se o cara estava bebado e enrabaram ele, ele tinha mais é que meter a porrada no tal amigo e nunca mais tocar nesse assunto. Agora eu e todos os que leram sabem que ele foi enrabado. Fala sério, não basta estar enrabado, tem que participar!!!”.

Resta um consolo ao nobre Luziano; se é que pode haver consolo em tal situação. Segundo o inquérito policial, José Roberto levou além do amigo, a própria mulher, Ednair Alves da Silva, a uma construção no Parque Las Vegas, em Bela Vista de Goiás. Lá, teria obrigado a mulher e o amigo a tirar as roupas e a manter relações sexuais.

Um detalhe: José Roberto foi absorvido por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.

Publicado no "Jornal de Debates" (www.jornaldedebates.com.br)

Artigo: "Me esqueçam!"


Me esqueçam!
Paulo Cezar Guimarães

Essa historinha é bem curta e presenciei há alguns anos. Tem tudo a ver com o nosso tema. Só que com um outro olhar: o de quem quer fugir da badalação. Contei para o meu amigo Marcelo Pontes, que à época era editor do "Informe JB" e ele publicou na coluna.

Todo mundo lembra do João Batista de Oliveira Figueiredo, autor da célebre frase "Me esqueçam!, né?". O cara era sempre notícia, mas, na realidade, detestava aparecer. Mas era bom de frases. Como: “quem for contra a abertura, eu prendo e arrebento” ou “prefiro cheiro de cavalo ao cheiro de povo”, entre muitas outras pérolas. Não dava entrevistas para a Imprensa e estava quase sempre de cara amarrada.

Pois bem: um dia eu estava esperando a minha vez de ser atendido no Oculistas Associados, em Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro, e ele chegou.

Sozinho. Aproximou-se da recepcionista e disse que tinha hora marcada. A mocinha quis saber:

- Qual o seu nome?

- João - respondeu humildemente o ex-presidente da República.

- João de quê? - perguntou de novo a recepcionista.

- Figueiredo. João Figueiredo.

- O senhor tem plano de saúde?

- Não.

- Então seu João, senta ali naquele banquinho e aguarde a sua vez de ser atendido.

Publicado no "Jornal de Debates" (www.jornaldedebates.com.br)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Crônica: "Será o Benedictus?"



Será o Benedictus?
Paulo Cezar Guimarães

Spinoza para mim é Valdir. Ou melhor, Valdir Spinoza, técnico de futebol. Ou, mais do que tudo, “São Valdir Spinoza”. Afinal, foi ele quem deu o tão sonhado e sofrido título de 1989 ao meu Botafogo, após 21 anos de jejum. Mas, para a chamada “Comunidade Acadêmica”, Spinoza é aquele filósofo holandês do século XVII. E vá você dizer que não! Quem conhece o meio acadêmico sabe como é a “Fogueira das Vaidades”. Futebol é coisa de alienado, ópio do povo, papo sem graça ... e coisas do gênero. Tem gente que sai de perto só de ouvir a palavra bola; se botar o pé na bola, então, passa longe.

Outro dia, numa livraria, encontrei dois amigos “intelectuais”, conversando. Falavam em Campanella, Patrizzi, Pietro Verri, Pico de Mirandola e Giordano Bruno. Pensei que estavam conversando sobre cantinas italianas e mandei, na bucha:
“ Eu gostava muito da Tarantella, aquela bem antiga, da Barra, que fechou. Tinha um pãozinho com lingüiça que era...”

Não deixaram eu completar a frase. Contraíram os lábios, fazendo aquela cara de desaprovação, que muito se parece com um maracujá de gaveta, e desconversaram. Desconversaram mesmo, pois é difícil chamar aquele dialeto que eles usam de conversa. É um tal de Bacon para cá, Nietsche para lá; Lacan, Kierkegaard...
Um outro dia, meio irritado com mais um fracasso do Botafogo, que já se tornou rotina, encontrei de novo com os dois e resolvi provocar:

“Gente, não dá para vocês colocarem uma legenda embaixo enquanto conversam? Ou, pelo menos, arrumar alguém para dublar?”

Para quê? Começaram a falar em Christian Huygens, Antonie van Leeuwenhoek, Jan Swammerdam, Joost van den Vondel e De Vermeer. Pensei até que estavam escalando o time da seleção holandesa. Tanto que tentei me enturmar:

- “E o Johan Cruyff? Era um cracaço, né? O filho dele também é jogador...”

E o pior é que a coisa pega. Com esse negócio de o MEC passar a exigir pós-graduação, doutorado, essas coisas, para uma profissão em que o próprio diploma é questionado, soube que um amigo jornalista e professor decidiu fazer mestrado. O cara era supernormal: torcia pelo Flamengo, conversava sobre mulheres, tomava chope e viajava todo ano para Miami e Orlando. “Tirante” o quesito mulheres e o chope, tem gente que gosta dessas coisas, né?

Semana passada, encontrei-o na rua e puxei conversa:

“E aí: o que você achou da briga do Wanderley Luxemburgo com o Marcelinho Carioca?”, tentei puxar conversa.

“Que Luxemburgo? É parente da Rosa de Luxemburgo?”, cortou ele.

“Pô, o cara fez a maior burrada quando era técnico do Brasil numa Olimpíada. Convocou um tal de Mozart que...”, insisti.

“Agora sim, sobre Mozart eu converso. Gosto muito daquela sinfonia dele que...”

E desandou a falar de Mozart, Beethoven, Bach, Wagner, Liszt...

Em tempo: Para vocês não dizerem que o colega aqui é desinformado, lá vai: esse tal de Spinoza nasceu numa família judia, a 24 de novembro de 1632, em Amsterdã, Holanda (o mesmo ano do nascimento de Locke-1632-1704). Faleceu em Haia, no ano de 1677. Seu nome hebreu era Baruch, que significa abençoado, e nas suas obras publicadas em latim, Benedictus. Viveu na chamada "Idade de Ouro" da história da Holanda, uma era de grandeza econômica, política, e cultural, apoiada na expansão comercial, quando a pequena nação do Atlântico Norte ombreou com as mais poderosas e influentes nações da Europa. A qualidade de vida tinha um padrão geral de bem-estar marcado pela simplicidade. Havia proximidade de nível entre as classes e respeito às pessoas (nada comuns nos demais países europeus). Spinoza, seguindo sua própria filosofia, viveu de maneira simplista. Na rica Holanda daquela época, isto não significava pobreza e muito menos indigência.

Naquela época, além do próprio Spinoza, o filósofo René Descartes viveu e escreveu suas obras na Holanda, por duas décadas.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Falando de seios de fora


Boneca com seios expostos causa polêmica em Olinda
A exposição de seios no encontro dos bonecos gigantes de Olinda (PE) causou polêmica ontem entre os foliões, apesar de a protagonista da nudez parcial ter três metros e ser de papel e isopor. A "despeitada", como foi batizada a boneca, abriu o desfile que reuniu cerca de cem personagens. Foi a primeira vez que um "gigante" ficou quase sem roupas no Carnaval de Pernambuco. "Achei uma apelação, quebra o espírito do desfile", disse a corretora de seguros Flaviana Rondon. Mãe de dois filhos, ela afirmou que a nudez da boneca é "constrangedora" para as crianças e que "nudismo não tem nada a ver com Carnaval".
O professor Auriberto Dornelas discordou. "É a irreverência da festa, afinal, é só um boneco", afirmou. "Na televisão há coisas muito piores."
A curiosidade na concentração foi tanta que o artista plástico Silvio Botelho, criador da obra e organizador do desfile, cobriu os seios da boneca para evitar danos. Botelho, que lançou 11 personagens neste Carnaval, disse que a discussão não lhe incomodava. "Boneco não tem sexo", afirmou. Ele também quebrou uma tradição --a de animar os foliões só com orquestras de frevo. Botelho incluiu 60 batuqueiros de maracatu na folia. Os bonecos gigantes surgiram em Pernambuco em 1919, inspirados em figuras das festas religiosas européias da Idade Média.

Fonte: Folha Online

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Borat, o "Doidão" da moda


"Borat" recusa convite da Academia para apresentar o Oscar
O humorista britânico Sacha Baron Cohen, mais conhecido pelo personagem que interpreta no falso documentário "Borat", recusou o convite para apresentar a festa do Oscar 2007, que acontece no próximo domingo, em Los Angeles. Jennifer López, Jack Black, Anne Hathaway e Tobey Maguire estão na longa lista de apresentadores que passarão pelo palco da 79ª edição do Oscar.
A lista conta com a presença de Penélope Cruz, George Clooney, Daniel Craig e Nicole Kidman, que ajudarão a mestra de cerimônias Ellen Degeneres. (...)

Fonte: Folha Online (France Press)

Motel em Recife


Colaboração do meu amigo Roberto Solange.

Grazielli Massafera, a "Musa do Carnaval 2007" - Depois dessa caidinha então...


GRAZI SE DESEQUILIBRA NA AVENIDA
Atriz teria machucado o pé.
Na concentração, sandálias da musa arrebentaram.
A beldade Grazielli Massafera, que faz sucesso na novela Páginas da Vida, disse que se desequilibrou durante o desfile da Grande Rio, mas logo recebeu ajuda. Ela teria machucado o pé. Mas o susto não deixou a musa da Grande Rio se abater. Ela mostrou na passarela por que foi escolhida para brilhar à frente da bateria da escola.
Pouco antes de entrar na Avenida, as sandálias trançadas até o joelho da musa arrebentaram em plena concentração. Numa medida de urgência, foram usadas fitas de silicone transparentes para não atrapalhar o desfile da atriz.

Fonte: G1
Foto: Evelson de Freitas Texto: Cláudia Loureiro, do G1, no Rio

http://g1.globo.com/Carnaval2007/0,,AA1462966-8037-6493,00.html

"A Conquista da honra" e a importância de uma imagem



Vale a pena enfrentar as pipocas, os amendoins, as latinhas de coca, os celulares e as conversinhas paralelas. A comilança nos cinemas parece não ter mais limites; ainda devoro um frango a passarinho em plena sessão de domingo.

Clint Eastwood brilha mais uma vez. Eita véio porreta!

A sinopse do filme pra quem está por fora:

Fevereiro de 1945. Apesar da vitória anunciada dos aliados na Europa, a guerra no Pacífico prosseguia. Uma das mais importantes e sangrentas batalhas foi a pela posse da ilha de Iwo Jima, que gerou uma imagem-símbolo da guerra: cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira dos Estados Unidos no monte Suribachi. Alguns destes homens morreram logo após este momento, sem jamais saber que foram imortalizados. Os demais permaneceram na frente de batalha com seus companheiros, que lutavam e morriam sem qualquer ostentação ou glória.

Tô com a Beth Carvalho e não abro


E, além de tudo, a Beth é botafoguense.

Charge: Aroeira
Fonte: O Dia

Adriane Galisteu e a nossa escola que nunca ganhou


Toda vez que vem o Carnaval eu lembro de uma figuraça que conheci quando "moleque" no Grajaú e que cantava um samba que dizia mais ou menos assim:

"Ambrósio se escreve com s de Claudionô, ardervorve, ardevorve Odete, ardevorve o porta-estandarte que nós te empresteste..."
E o refrão:
"A nossa escola nunca ganhou. Nunca ganhou, nunca ganhou, nunca ganhou".

Outro cantava assim: "Se chifre fosse flor, o Grajaú era um jardim, um jardim, um jardim...". E pedia: "De novo".

Good times!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Esse cara realizou o sonho de 9 entre 10 passageiros


Empresa aérea despede aeromoça que fez sexo com ator Ralph Fiennes no avião
A companhia aérea australiana Qantas despediu hoje uma de suas aeromoças por ter mantido relações sexuais com o ator britânico Ralph Fiennes no banheiro de um avião no mês passado, informou a imprensa local.
A companhia aérea anunciou a demissão uma semana após suspender o emprego e o salário de Lisa Robertson, de 38 anos, acusada por membros da tripulação de ter violado as normas internas ao entrar no banheiro do avião junto com Fiennes, no vôo que fazia a rota no dia 24 de janeiro entre Darwin e Mumbai (Índia).
Robertson inicialmente negou os fatos, mas este fim de semana reconheceu ao jornal britânico "The Mail" que manteve sim relações sexuais com o ator no banheiro do avião e depois em seu hotel na Índia.
Membros da tripulação tinham denunciado que a auxiliar de vôo manteve uma conversa com Fiennes quando o ator se sentou junto a ela durante seu tempo de descanso, no espaço destinado às aeromoças, e posteriormente foram juntos ao banheiro.

Fonte: UOL/Agência Efe

E ainda querem que ela seja inteligente! (Blog do PC no Carnaval)


A apresentadora do "Pañico na TV", Sabrina Sato, destaque da Gaviões da Fiel no sambódromo de São Paulo.
Fonte: Uol (Mastrangelo Reino/Folha Imagem)

Uma notícia picante


Fonte: O Globo

O pior do futebol: o típico caso em que os dois têm razão


Wandeko Luxemburgo X Marcelinho Carioca.

Terno caro não dá educação a ninguém. Religião também. Eita dupla!

O lixo do futebol - Atacando a gramática e a educação

Seleção de craques








Gostei muito desse site. Voltei lá e selecionei algumas pérolas.

www.desencannes.com.br

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Eu bebo sim, estou vivendo, tem gente que não bebe e está morrendo, eu bebo sim


Não me leve a mal, mr. President, hoje é Carnaval.

Fonte: Cid Benjamin

Não me levem a mal, hoje é Carnaval


Estarei de olho por aqui todos esses dias. Obrigado pela presença as quase 200 pessoas de ontem (apenas 22 do Rio; os cariocas e os meus alunos estão me devendo). Pra mim é um número incrível. Estou me sentindo o Asahi Shimbun (acho que é assim que se escreve. Mas estou de bermudas e com preguiça de checar, o que é errado). Um pra mim já estaria bom.
Muito obrigado.
pc

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Esses caras são do balacobaco


Confesso: acabei de conhecer o site desses putas publicitários na revista "Língua portuguesa". Vim correndo mostrar pra vocês.

Querem ver mais?
Cliquem: www.desencannes.com.br

Blog do pc também se mete na dos Publicitários.

Hoje é festa lá no PCC (As imagens da Band)

Quem é a cobra afinal?


Cobra engole marido no Paraguai, diz mulher; será!?
Uma mulher denunciou que seu marido foi devorado por uma cobra de dez metros na cidade paraguaia de Concepción. Mas a polícia local achou a história muito estranha e acha que pode ter um crime conjugal na história.

A refeição da "curiyú" teria acontecido quando a família subia o rio Paraguai de canoa. Segundo Maria Estela, o ofídio abocanhou sua cara-metade e comeu-a quase instantaneamente, assim como se fosse um lamen. O fato teria sido presenciado por ela, seus três filhos e dois funcionários de um sítio. Os camponeses teriam matado o réptil escamado logo em seguida, antes mesmo que ele pudesse jiboiar depois do lauto repasto. O corpo do marido teria sido recuperado, em pedaços. Mas a polícia, que é cobra nesses assuntos, está achando a história muito estranha. Eles cobraram da viúva que ela mostrasse os restos do corpo do marido, mas até agora os suspeitos, literalmente, mataram a cobra e NÃO mostraram nada - nem o pau, nem a própria cobra. Um policial disse que está achando que pode existir algum crime serpenteando na história. A tia Izildinha, que é cobra criada, também achou a história muito peçonhenta.

Fonte: UOL

Mulher morre atropelada pelo próprio carro em Brasília

Mulher morre atropelada ao tentar socorrer capivara
A mulher desceu do carro para ver uma capivara que estava no asfalto.
O acidente aconteceu na noite de quarta-feira e envolveu quatro carros.

Maria Lígia Macedo Dominique, de 53 anos, morreu na noite dessa quarta-feira (13) atropelada pelo próprio carro na ponte do Bragueto, que liga o Plano Piloto ao Lago Norte – área nobre de Brasília. Segundo a polícia militar, a mulher desceu do carro para ver uma capivara que estava morta no asfalto. Maria Lígia ligou o pisca alerta, mas como o trânsito na ponte é rápido, três veículos não conseguiram parar. A vítima morreu atropelada pelo próprio carro, depois que houve um engavetamento. Outro participante do acidente, Renato Martins Capapreta, de 20 anos, foi levado para o Hospital de Base com o braço quebrado e escoriações.

Fonte: G1

Agora é torcer pra Angelina Jolie vir ao Rio protestar também


SP: mulher fica nua em posto do INSS
Uma segurada do INSS resolveu tirar toda a roupa, ontem, em uma agência de Santo André, em São Paulo, em protesto contra atendimento. A mulher, que não teve o nome divulgado, revoltou-se por estar esperando desde as 9h15 por uma perícia médica, que havia marcado na segunda-feira. O INSS justificou a demora alegando que a beneficiária não tinha o cadastro atualizado. Orientada por funcionários para aguardar atualização dos dados pessoais, a mulher decidiu invadir a sala onde estava um dos peritos e foi contida por seguranças. Irritada, resolveu ficar nua na área de atendimento do posto. Uma ambulância foi chamada e a segurada foi encaminhada a um hospital.

Fonte: O Dia

O Banquete do Mendigo


SP: mendigo sem memória descobre que é vereador
A identidade de um catador de papel causou surpresa em Bauru (SP). Otávio Rocha apareceu na cidade há um mês sem lembrar de onde vinha e trazendo apenas um celular descarregado no bolso. Ele dormia nas ruas e comia graças à doação de moradores. Até que o dono de um bar teve a idéia de carregar a bateria do telefone, que não parou mais de tocar. Otávio Rocha é o terceiro vereador mais votado de Santa Bárbara do Oeste, a 200 km de Bauru. Antes de se eleger vereador, Otávio era catador de papel. Ele lembrou que foi assaltado na saída de um bingo, em janeiro, e que apanhou dos bandidos, o que pode ser uma explicação para a perda de memória.

Minha fonte: UOL

Artigo - Cultura Big Brother: é preciso eliminar o outro para vencer?

Luta entre o bem e o mal?
Paulo Cezar Guimaraes

(Publicado no Jornal de Debates - www.jornaldedebates.com.br)

É que nem aquele antigo anúncio da lâmina de barbear: o primeiro chorou por causa da boneca Maria Eugênia; o segundo era um "cowboy" em cima do muro; o terceiro tinha fama de 171, mas era perseguido na casa; a quarta era uma babá; o quinto um
homossexual assumido; a sexta uma humilde dona de casa e o sétimo... tchan, tchan, tchan, tchan...

Vai ser um bonzinho ou uma boazinha? Afinal, "Brasileiro é tão bonzinho", como diria aquela também antiga personagem da Kate Lyra, mulher americana do compositor Carlinhos Lyra.

Kleber Bambam, Rodrigo, Dhomini, Cida, Jean e Mara tinham, quase todos, o perfil dos "coitadinhos, pobrezinhos ou perseguidos" que muitos criticam, mas que grande parte das pessoas que assiste - e, principalmente, vota - no Big Brother Brasil escolhe como vencedores do programa. Que nem na Inglaterra, há poucos dias, quando a atriz indiana Shilpa Shetty, apesar de atacada pelo preconceito racial dos colegas da casa, venceu o programa com 63% dos votos dos ingleses, derrotando 13 concorrentes, depois de provocar a saída de um patrocinador.

No primeiro Big Brother Brasil, um dos grandes concorrentes do "dançarino" Kleber Bambam, que sonhava em ser Paquito da Xuxa e chegou a participar do programa do humorista Renato Aragão, foi o artista plástico Adriano, o Didi, que dizia pros
colegas que ia votar numa pessoa e na hora h mudava o voto, diante dos telespectadores. Chegou a trabalhar como "repórter" na televisão, mas nunca mais se ouviu falar dele. Bambam de vez em quando aparece em programas populares.

O BBB 2 ficou famoso pelo casalzinho romântico formado pelo "cozinheiro" Thyrso que amava a estudante Manuela, que tinha uma queda pelo Fabrício. A jogadora de futebol Tina deu uma de Júnior Baiano e baixou o sarrafo no pessoal da casa. Foi jogada pra escanteio. O vendedor Jefferson levou a vendedora Tarciana pra debaixo do edredon e ficou feliz com o prêmio de "Consolação". O "cowboy" Rodrigo, que já tinha ficado com a Thais, ficou na dele e levou a bolada de 500 mil.

A terceira visão do Big Brother foi agitada. Começou com a desistência de um participante que se encantou por uma miss casada, que perdeu cetro e coroa. Foi substituído por um carioca/teresopolitano cheio de tatuagens com nome de britânico e comportamento inverso. As chamadas "panelinhas" com combinação de voto se consolidaram nesse programa. Quem ganhou foi um assessor parlamentar, mineiro nascido em Goiás, com dois processos por agressão. Sobreviveu a quatro paredões em 10 e ficou com a "gostosa" Sabrina, que hoje participa do programa "Pânico na TV", mostrando seus "dotes" artísticos.

Dois "pobrinhos" disputaram a quarta edição de um dos programas mais agitados da série: a babá Cida e o contínuo Thiago. O programa tinha de tudo: um acusado de envolvimento com drogas, uma frentista que arrebentou o tímpano e o gosto dos telespectadores ao assassinar a gramática e a música "We are the world" (ou "Iarnuou", no inglês da moça); um lutador "moicano" cuja principal característica era dar pontapés num boneco, uma lutadora sarada e de voz grossa e uma argentina assanhada e de voz estridente. Ganhou a babá que ficou "viciada" em beber prosecco.

Quando todo mundo pensava que já tinha visto de tudo na edição anterior, surgiu o BBB 5. Um goleiro com mais de 2 metros de altura chorou, uma fofoqueira profissional foi eliminada com votação recorde, uma bailarina ficou gorda e, no dia da eliminação de um médico que comandava uma "tropa de choque" que combinava as votações, o Brasil comemorou como se fosse a vitória da seleção de futebol. Teve gente soltando fogos.

Uma nordestina gaiata chegou a participar de um programa de tv, mas nunca mais se ouviu falar dela. Quem ganhou foi um jornalista e professor gay assumido. Quem faz sucesso hoje é a loura brejeira Grazi, destaque na novela das 8, que começa às 9.

Outra "pobrezinha" ganhou o BBB 6 numa disputa com um pobrezinho gordinho. Tinha ainda um monge que não tomava banho e um galã que conquistou o coração da mais bela da casa, que virou "sonho de consumo" de um trapalhão que não lavava a cueca. Claro que a baiana Mara ficou com a grana. O gordinho Tinho ficou com o segundo lugar e até se ofereceu pra posar nu. Mas pelo jeito ninguém se interessou pelos "dotes" do simpático funcionário de um supermercado carioca. A pobrezinha motogirl ficou com fama de "leva-e-traz", em alusão à sua rofissão, seu nome e sua fama de fofoqueira.

"Falsa caipira", "duas caras", "pobre de araque". A sacoleira Íris, ou Siri, como é chamada pelos colegas de casa, parece ter comovido o público do programa, chorando e até ameaçando fazer uma greve de fome. Sobreviveu ao seu primeiro paredão e permaneceu na casa. E tudo indica que é uma das favoritas do programa. É "apadrinhada" por um dos concorrentes fortes (nos dois sentidos) e atacada pela maioria da casa. Do jeito que o telespectador gosta. Só não chega ao final se fizer uma besteira muito grande ou se alguém descobrir um "caseiro" ou um Roberto Jefferson no seu passado.

Afinal: o Big Brother Brasil é uma luta entre o "BEM" e o "MAL", como canta Paulo Ricardo no início do programa? É uma prova concreta de que pra vencer na vida é preciso enganar ou eliminar o outro? Ou, na realidade, é a confirmação de que o Pelé estava certo quando disse que brasileiro não sabia votar?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Eu só quero chocolate! Blog do PC Ciência:


Dieta aumenta desejo por chocolate, diz estudo
Uma dieta pode levar mulheres a um círculo vicioso de emoções negativas que, por sua vez, provoca o desejo por alimentos que estas mulheres estão tentando evitar - sendo que a vontade por chocolate é a mais forte de todas - segundo pesquisa da Universidade de Hertfordshire na Grã-Bretanha. (...)

Fonte: BBC Brasilhttp://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070214_chocolatedietafn.shtml

Será que foram eles que pintaram o Incrível Hulk?


Município chinês pinta montanha de verde para fingir que fez reflorestamento
Pequim, 14 fev (EFE).- Um município do sul da China tomou uma decisão quase surrealista: para economizar o dinheiro e o esforço de reflorestar uma de suas montanhas, decidiu pintá-la de verde em vez de plantar árvores, denunciaram hoje vários jornais do país.
O incidente ocorreu na localidade de Fumin, onde funcionou durante sete anos uma pedreira que arrasou mil metros quadrados da encosta da montanha Laoshou.
Os moradores que vivem ao pé da montanha se queixavam do barulho e do pó que a pedreira produzia, por isso esta foi fechada no ano passado. Em julho de 2006, algumas pessoas foram ao local e pintaram o monte de verde metálico em 45 dias de trabalho.
O fato só veio à tona esta semana, em que fotos da montanha foram divulgadas por jornais de Yunnan, Hong Kong e Pequim, nos quais as casas parecem ter ao fundo, em vez de uma montanha, um cenário gigantesco de cinema de baixo custo. (...)

Fonte: UOL
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/02/14/ult1809u10645.jhtm


É cada notícia que pinta na Internet! Ah se Stanislaw Ponte Preta fosse vivo!

Cleópatra era uma baranga? Só faltava inventar essa


Moeda 32 a.C. mostra a rainha egípcia Cleópatra com queixo e nariz grandes, contrariando a imagem histórica de mulher bela que seduziu os imperadores romanos Júlio César e Marco Antônio.

Fonte: UOL

Eu não vejo o Big Brother


Eu não vejo o Big Brother, mas, pelo que me contaram, tem uma tal de Íris, a "Caipira", que vive sendo perseguida por um tal de Alberto, o "cowboy de araque" (não confundir com Iraque). Ela chora, diz que é pobre, é perseguida e não empresta a perseguida pro tal de Diego, o "Alemão", que aponta o chucrute pra assanhada de Nova Iguaçu.
Mas eu não vejo o Big Brother.

Aliás, ia passando pela sala, e a minha empregada, que vê o BBB, me mostrou esses mandamentos do "Cowboy de meia tigela" sobre a Siri:

"Os dez mandamentos do Cowboy (Alberto)"

1- Iris não pode demonstrar qualquer tipo de emoção;

2- Iris não pode cantar;

3- Iris não pode dançar;

4- Iris não pode usar biquini ou qualquer roupa mais decotada;

5- Iris não pode pedir leite condensado ou qualquer doce para a Bruna, ou para qualquer um da casa;

6- Iris não pode conversar com ninguém (especialmente com o Alemão e a Fani e principalmente com o Bial);

7- Iris não pode falar sobre sua vida;

8- Aliás, Iris não pode falar;

9- Iris não pode pentear o cabelo ou usar a flor azul na cabeça;

10- E Iris não pode votar em ninguém, a não nela mesma."

Por Arlete

Fonte: Globo.com

Mas lembrem-se: eu não vejo o Big Brother.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Extra! Extra, o Furo do Marcello: dando pra fotógrafo!


Meu amigo Marcello (com dois elles) manda e-mail indignado:
"Mestre PC, ainda há pouco, às 9h09 da manhã, estava andando do estacionamento da Praça XV para a Assembléia (onde fica meu escritório do RJ) quando escuto uma tremenda gritaria. Pega ladrão ! Ladrãããooooo! Fizeram um pequeno cerco. Eram uns 4 cidadãos. O cara corria e mudava de direção... Fomos 'tangendo a ema', até que, do nada, apareceu um PM com a pistola na cara do sujeito, que tratou de sentar rapidinho e entregar os pontos. Resultado: MENOR DE IDADE ! Vai dar em nada, mais uma vez ! ... e eu aproveitei para dar para repórter fotográfico. TAÍ A CARA DO SUJEITO!!! Sem vendas ou tarjas pretas nos olhos ! ESSE PERDEU. PELO MENOS POR ALGUMAS HORAS".

Entendo a indignação do Marcello. E entendo também a decisão dele de dar para repórter fotográfico. Até conheço alguns. Posso indicar pra ele. Para editor eu sei que ele dá, pois mandou a foto com tarja e tudo.
Esses meus amigos!!!


No Jornal de Debates (www.jornaldedebates.com.br): "A maioridade penal deve ser reduzida no Brasil?". PARTICIPE TAMBÉM.

Errado pra cachorro ou Eu não sou Waldick não


Teresópolis é a cidade dos cachorros - de outros bichos também. Quem conhece, sabe. É também a cidade do desmatamento, das favelas (de pobre e de ricos), do abandono do poder público, das empresas de ônibus mal administradas e de muitos jornais (muitos vinculados ao prefeito da hora).

Gore Vidal - Entrevista na Folha


Com Bush, perdemos a Constituição, diz Vidal
Seis anos de governo do republicano custaram aos EUA sua Carta Magna, o habeas corpus e os processos da lei, acredita pensador norte-americano
SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON


LOGO DEPOIS do ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, a impressão de um estrangeiro que morasse nos EUA era de que, num país de 300 milhões de pessoas, apenas três (ou 0,0000 01% da população) mantinham distanciamento e senso crítico e buscavam razões que iam além de "eles odeiam nosso "way of life" em suas análises.
Uma delas era o escritor Gore Vidal, que, na época, foi banido da mídia e só não foi banido do país porque já passava mais tempo em sua casa na Costa Amalfitana, na Itália. Aos 81 anos, está de volta ao que chama de "regime cada vez mais totalitário", da "Junta Bush-Cheney". Problemas de saúde o impedem de andar, mas não de manter um discurso ácido, como comprovou a Folha na entrevista por e-mail com o autor.

FOLHA - Depois do 11 de Setembro, o quão solitário era ser o senhor, uma das três ou quatro vozes norte-americanas que ousaram dar opiniões contrárias às da "Junta Bush-Cheney", como o sr. os chama?
GORE VIDAL - Muitas vozes se levantaram contra as guerras do presidente depois do 11 de Setembro. O único momento em que me sinto solitário é quando percebo que a mídia controlada pelas grandes corporações tem negado o direito de crítica contra um regime cada vez mais totalitário. Mas, desde as eleições roubadas de 2000 [em que Al Gore, parente de Vidal, ganhou no voto popular, mas perdeu na Suprema Corte para George W. Bush], tenho falado para grupos cada vez maiores contra a junta Cheney-Bush.
FOLHA - Quase seis anos depois, o que mudou nos EUA?
VIDAL - Seis anos depois perdemos um dos presentes que os ingleses nos deram como despedida quando deixamos de ser uma colônia: a Carta Magna e, com ela, o habeas corpus e os processos devidos da lei. Mas, por mais que o nosso povo seja mal-educado, mal informado e lento, o governo Bush é atualmente apoiado por menos de 30% das pessoas. Ele já é, como eu previ, o presidente menos popular da nossa história.
FOLHA - Em 2002, muito antes de o presidente chegar ao nível em que chegou, o sr. escreveu: "Guardem minhas palavras, ele vai deixar a Casa Branca como o presidente menos querido da história". Como sabia?
VIDAL - Como as bruxas da Nova Inglaterra costumavam dizer: "By the pricking of my thumbs, something wicked this way comes" ["Pelo coçar de meus polegares, algo sinistro vem nessa direção", frase de "Macbeth", de Shakespeare].
FOLHA - Se Hillary Clinton for eleita em 2008 e reeleita quatro anos depois, os Estados Unidos terão passado 35 anos com Bushes e Clintons na Casa Branca. Depois disso, podem ainda ter Jeb Bush como candidato (ou Chelsea, ou uma das gêmeas Bush). O sr. acredita que seu país está se transformando em uma monarquia?
VIDAL - Os Estados Unidos, uma monarquia? Difícil... Mas eu posso ver uma espécie de Guarda Pretoriana sendo formada por gente com dinheiro, imperadores magnatas do petróleo -ou da cana de açúcar? Afinal, a grande conquista dos Bushes foi nos levar para muito longe da nossa Constituição e da Carta dos Direitos [Bill of Rights, as primeiras dez emendas da Constituição dos EUA]. E repúblicas que se perdem no caminho muito raramente se recuperam por completo.
FOLHA - O ano de 2007 vai marcar o 40º aniversário de "Washington, D.C.", o primeiro volume da sua série "Crônicas Americanas", e o 20º aniversário de "Império", talvez o livro mais importante entre os de sua autoria. Daqui a 40 anos, o que o sr. imagina que terá sobrevivido desse império?
VIDAL - Impérios que acabam com todo o seu dinheiro e com os seus soldados deixam muito pouca herança...
FOLHA - A propósito, como os EUA que o receberam de volta em 2003 são diferentes do país que o sr. havia deixado décadas atrás?
VIDAL - Eu não fui embora dos Estados Unidos, isso é um erro de percepção. Nunca abri mão de minha cidadania, por exemplo. Há 40 anos tenho a mesma casa em Hollywood Hills e, nesses mesmos 40 anos, também mantive uma casa no sul da Itália, que agora vendi porque sou muito preguiçoso. E também por conta da minha dificuldade em andar.
FOLHA - No final do recém-lançado segundo volume de suas memórias, "Point to Point Navigation", o sr. sugere que o presidente John F.Kennedy teria sido assassinado pela Máfia. Por que reabrir esse caso?
VIDAL - Por que reabrir o caso? E por que deixá-lo trancado? Dois historiadores muito respeitados gastaram décadas de suas vidas registrando coisas que o governo não queria que o povo soubesse. No processo dessa descoberta, me inspirei a explicar a ironia para leitores que não têm a menor familiaridade com esse recurso retórico: é aparentemente um fato que, enquanto os irmãos Kennedy usavam elementos da Máfia para armar o assassinato de Fidel Castro, outros elementos da Máfia conspiraram e foram bem-sucedidos no assassinato do presidente Kennedy. E, no meio dessa confusão, Fidel Castro sobreviveu.
FOLHA - O relato da morte de Howard Auster, seu companheiro dos últimos 50 anos, já foi descrito pela crítica como "o mais selvagem e pungente da morte de um companheiro que alguém provavelmente lerá na vida". Ao mesmo tempo, é sem floreios. Como foi reviver aquele momento quando teve de escrever a respeito dele?
VIDAL - Selvagem? Obviamente minhas citações de Montaigne se perderam. Eu apenas aceitei suas sugestões [o ensaísta francês exortava os escritores a descrever o que viam, não o que sentiam], o que geralmente é algo bom a se fazer.
FOLHA - O sr. foi candidato democrata ao Congresso pelo Estado de Nova York e ao Senado pela Califórnia. Agora que o partido está no poder novamente no Legislativo, consideraria se candidatar de novo?
VIDAL - Claro que não. Tudo depende de levantar fundos para a campanha, o que eu jamais poderia fazer.
FOLHA - O sr. foi conselheiro de Federico Fellini, fez amizade com Tennessee Williams, participou de um episódio do desenho animado "Os Simpsons" e foi entrevistado por Ali G, outro personagem do ator de Borat. Como consegue transitar dessa maneira pela alta cultura e pela cultura popular?
VIDAL - O professor Marcie Frank tem um interessante estudo em que sugere como eu faço isso. Chama-se "Como Ser Um Intelectual na Era da TV -As Lições de Vidal".
FOLHA - A nova "grande ameaça vermelha" da América Latina é o presidente Hugo Chávez, segundo os republicanos mais radicais. Qual a sua opinião sobre o venezuelano?
VIDAL - Acho Chávez um cínico fabuloso.
FOLHA - E o que o sr. acha que que vai acontecer com Cuba depois da morte de Fidel Castro?
VIDAL - Chávez é um herdeiro que honra a revolução iniciada por Castro.
FOLHA - O sr. viajou ao Brasil pelo menos uma vez, em 1987. Lembra-se do episódio?
VIDAL - Claro, me lembro com muito prazer. Como o malicioso general De Gaulle uma vez disse, o Brasil é a grande nação do futuro, e sempre será.
FOLHA - Para terminar, como enxerga o governo Lula?
VIDAL - Digamos que não estou a par do Lula.

BOX 1
Soberba acirra ódio dos rivais conservadores


Modéstia e correção política. Eis duas qualidades que passam longe de Gore Vidal e de seus textos. Como o próprio já disse, "Vivi dois terços do último século e quase um terço da história norte-americana. Sei do que falo." Se a experiência e as amizades realmente dão peso às suas opiniões políticas, a soberba acirra ainda mais o ódio que ele desperta nos setores mais conservadores da vida americana.
O fato é que, com o lingüista Noam Chomsky e a ensaísta Susan Sontag, morta em 2004, Vidal foi um dos únicos pensadores liberais a ousar vir a público para questionar a política externa norte-americana pós 11 de Setembro, período em que um editor chegou a declarar que "a ironia está morta" e que o então porta-voz da Casa Branca advertiu os jornalistas a terem "cuidado com o que escreviam".
Vidal desrespeitou as duas assertivas, especialmente nos textos das coletâneas "Perpetual War for Perpetual Peace or How We Came To Be So Hated" (Guerra Perpétua para Paz Perpétua ou Como nos Tornamos Tão Odiados, 2002), "Dreaming War -Blood For Oil and the Cheney-Bush Junta" (Sonhando com a Guerra -Sangue por Petróleo e a Junta Cheney-Bush, 2002) e "Imperial America - Reflections on the United States of Amnesia" (América Imperial - Reflexões sobre os Estados Unidos da Amnésia, 2004).
O mesmo espírito está na segunda e última parte de suas memórias, que acabam de ser lançadas nos EUA. Em "Point to Point Navigation", há um desfilar de nomes que fizeram a história norte-americana nas últimas décadas, principalmente na política, mas também em Hollywood, nas letras, nas artes e, em menor medida, no empresariado.
O nome, navegação de cabotagem, em português, ele tirou desse trabalho que realizou quando jovem -quando teve sua primeira paixão fulminante, por um jovem marinheiro que depois morreria na Segunda Guerra Mundial. A homossexualidade de Vidal, aparece tanto aqui quanto em "Palimpsesto", a primeira parte das memórias, de 1995. Quando indagado por um repórter sobre quando havia "saído do armário", respondeu: "Nunca estive no armário". (SD)

BOX 2
ISSO É GORE VIDAL
Nome completo: Eugene Luther Gore Vidal

Nascimento: 3 de outubro de 1925, em West Point, NY

Árvore genealógica política: neto do senador Thomas P. Gore, enteado do padrasto de Jacqueline Kennedy Onassis, primo distante do ex-vice-presidente e candidato à presidência Al Gore

Livros recentes: "Point to Point Navigation", segunda parte de suas memórias, ainda inédito no Brasil, e "The Last Empire", lançado em 2001 e que chega ao Brasil em 2007 pela Rocco

Principais livros: a série de ficção política "Crônicas Americanas", que tem, entre outros, "Império" (1987)

Fonte: Folha de S. Paulo (12/02/2007)

Vale a pena ler o que pensa o Gore Vidal.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Dica de leitura: "Caros Amigos" nas bancas

E se a Placar estiver certa?


Ainda faltam 111 gols para o milésimo de Romário
Placar faz um novo cálculo e mostra que as contas do Baixinho não são muito precisas. Os três gols marcados contra o Volta Redonda, no domingo, deixaram Romário a apenas dez gols do milésimo, sua grande obsessão atualmente. Os números são do próprio ‘Baixinho’, que leva em conta toda e qualquer partida, mesmo antes de se profissionalizar. A revista Placar resolveu checar a estatística e constatou que a conta é um pouco diferente. Faltariam, na verdade, 111 gols para a marca milenar.
Há uma ‘pequena’ diferença de 101 gols entre a lista dele e a de Placar. Entre tantas comemorações, algumas aconteceram em jogos amadores, outras foram em jogos não-oficiais e algumas, ao que parece, sequer existiram.

Fonte: revista Placar
http://placar.abril.com.br/novo/includes/clubes/vasco/022007/022007_442779.shtml

Tô torcendo pro Alemão


Que me desculpem os "intelectuais", mas eu vejo BBB sim. E daí? Alguém vai encarar? E amanhã, dia de paredão, vou torcer pro Alemão. Esse cara jogou pacas na época do Botafogo e fez sucesso no Nápoli, na época do Maradona.
Tô com o Alemão e suas duas mulheres.

Basta de violência! (Minha humilde contribuição pra divulgar o megaprotesto)


Rio terá megaprotesto contra violência na quarta-feira
Parentes de vítimas da violência urbana participam na quarta-feira às 11h de uma megamanifestação na Igreja da Candelária, no Centro do Rio, durante a missa de sétimo dia do menino João Hélio Vieites, que foi barbaramente morto na semana passada. A manifestação está sendo convocada por Carlos Santiago Ribeiro, pai da adolescente Gabriela Prado Ribeiro - morta há quatro anos, vítima de uma bala perdida num dos acessos ao metrô no Rio. Santiago acabou de me contar por telefone que estarão lá, entre outros, parentes da estudante Luciana de Novaes, que ficou paraplégica após ser atingida por bala perdida no campus da Estácio no Rio Comprido; e de Priscilla Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, desaparecida desde 2004, provavelmente assassinada por traficantes de drogas.
Santiago é um dos líderes de um movimento pacifista que pede endurecimento da pena para criminosos. Ele coordena a ONG Gabriela Sou da Paz, que conseguiu recolher 1 milhão e 300 mil assinaturas já entregues ano passado ao senador Renan Calheiros, propondo a alteração de cem ítens do Código Penal.

Fonte: Blog "Repórter de crime", de Jorge Antonio Barros

Corra que a guarda também vem aí


Rodoviária oferece vídeos pornôs para passageiros
Os passageiros de ônibus de Sofia, na Bulgária, podem ver filmes pornôs "leves" em uma tela gigante na rodoviária. Durante o dia, a TV de plasma mostra os horários de saída e chegada dos ônibus, mas à noite, filmes com enredos picantes ocupam a tela.
"Nós queremos dar aos passageiros algo para tirar suas mentes do frio e fazer o tempo passar enquanto esperam por um ônibus e é incomum ter crianças na estação a essa hora", explicou o porta-voz da estação. Entretanto, os filmes provocaram raiva em muitos, principalmente mães com crianças pequenas. Elas reclamam que os guardas de segurança pararam de fazer patrulha durante a noite para assistir aos vídeos.

Redação: Terra - Colaboração: Ricardo Dungó

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Crônica (Bacalhau à piauí)




Bacalhau à piauí
Paulo Cezar Guimarães

E tudo começou com uma mensagem que enviei pra redação da piauí. Eu tinha comprado a revista nas bancas por volta das 11h e entrei no site às 13h15 pra fazer um comentário sobre um artigo. Achei estranho que a edição nova ainda não tinha entrado na página. E “reclamei”, destacando, no final, que:
“Tenho divulgado a piauí no meu blog e até agora nem um almoço o João (Moreira Salles) pagou pra mim”.

Voltei às 18h e nada da capa no site. Mandei nova mensagem, citando os esculhambadores que costumam esculhambar a revista e têm as suas cartas publicadas com respostas hilárias. “Esclarecer” que “o pior é que o papel nem é reciclado”, na edição de dezembro, e “informar” que a vaga de esculhambador-geral foi extinta, na edição de janeiro, são respostas mais engraçadas do que mulher gorda em garupa de lambreta (pra recordar o genial Sérgio Porto).

Sete dias depois, recebo e-mail de Rachel Zangrardi em nome da revista:

“Como você pode reparar, só agora consigo atualizar a nossa seção de cartas. Adoramos o teu furo da capa. E li em voz alta pro Moreira Salles a tua dívida do almoço. Se você morar no Rio, ele promete mandar um motoboy te entregar uma quentinha no almoço de amanhã”.

Promessa, pra mim, é dívida. Decidi continuar o jogo:

“Raquel: tô morrendo de rir com a sua resposta. (...) E parabéns realmente. Divulguei a piauí no jornal da faculdade, www.facha.edu.br - Publicações - Jornal Laboratório, e no meu humilde blog, http://blogdopcguima.blogspot.com/ . Fora os papos informais com amigos. E vou cobrar esse almoço; mesmo que venha numa quentinha. É a minha oportunidade de comer uma quentinha “de grátis” e dizer que foi cortesia de um Moreira Salles. É bom pro currículo”.

Acrescentei cheio de intimidade:

“Diga ao homem que não aceito quentinha do La Mole ou da Parmê (restaurantes duas ou três estrelas do Rio). Mas ele pode ficar tranqüilo, pois sou filho único e só como bife com fritas. Aliás, pensando bem, ele pode trocar o bacalhau a “Zé do Pipo” por, pelo menos, 6 bolinhos de bacalhau, que adoro. Se puder, 3 pastéis de Belém - um pra mim, outro pra minha mulher e outro pra minha filha. Mas tem que ser do Antiquarius (restaurante 5 estrelas do Leblon, bairro chique do Rio); do Manuel e Juaquim (também na faixa de três estrelas) não, eu mesmo encomendo”.

Dizia que sou proletário e anotei meu endereço na Rua Maxwell, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, dando, inclusive, as referências para a entrega da “mercadoria”. E que ia avisar ao porteiro do meu prédio. Desejei vida longa para a piauí.

No mesmo dia, a réplica de Raquel:

“PC, aguarde amanhã os 6 bolinhos de bacalhau, 3 pastéis de santa clara e um bilhetinho do João. Hora do almoço, por volta das 14hs. E depois me confirme se recebeu”.

Percebi que na piauí, “o buraco é mais embaixo” e mandei nova mensagem, “botando o gaio dentro”, como se dizia lá na minha rua. Pedi arreglo:

“Vocês agora me deixaram sem graça. Eu estava brincando, pô! Aqui no meu prédio, quando o interfone toca me chamando, ou é cobrador, ou é o cara da Light querendo cortar a luz por falta de pagamento. No máximo, o entregador do Globo e da Folha. E, claro, o cara da Parmê. Manda só o bilhetinho do João e deixe pago um sanduíche de carne assada num desses botecos da Glória. Sem tremoços, por favor”.

Finalizei informando que conheço bem botafoguenses. Eu sou um deles. E João Moreira Salles, o publisher da piauí, é um conhecido torcedor do Glorioso. Não é à toa que a editora responsável pela revista se chama Alvinegra.

“Torcemos por Cremilson, Tuca, Puruca e Galdino (não precisa entender de futebol pra imaginar o que um ataque desses era capaz); passamos 21 anos sem ganhar um título e demos uma volta olímpica na Plataforma com uma caneca enferrujada pra comemorar o gol do Maurício contra a urubuzada. A gentileza de vocês valeu o meu dia. Não foi à toa que o meu horóscopo no Globo (dia 10 de janeiro de 2007) dizia que eu estava a caminho de realizar algum dos meus objetivos da vida. Está lá ipsis litters: "(...) Você está acreditando mais em si mesmo, nos seus talentos e capacidades, e ao mesmo tempo não se deixando obcecar pelo resultado final das suas aspirações (...)".

E continuei “mandando bala” com medo de que o João realmente enviasse os bolinhos:

Aliás, o horóscopo da piauí, na edição desse mês, destaca que nós, piscianos, somos "sensitivos, emocionais, alegres, impressionáveis, sonhadores, criativos e místicos". Sou tudo isso. Só não sei tocar piano nem gaita de foles. Mas posso me converter ao budismo. Que nem o meu sósia Richard Gere. Grato pelo carinho, bom humor e atenção”.

Pra mim, a brincadeira terminava ali. Mas veio a tréplica da Raquel:

“PC, essa piada da quentinha só vai ter graça se levarmos a tarefa até o fim. Fui pessoalmente lá buscar esses bolinhos de bacalhau, fiz questão. Fica mais divertido pra contar pros amigos depois que a piada se materializou de verdade. Agora, não tem mais jeito. A essa hora você já deve ter dado cabo dos bolinhos de bacalhau. Estavam bons?”.

Estavam.

Exatamente às 14h, o interfone tocou. Até pensei que eram os livros que eu tinha encomendado pela Internet... e...

“Seu Paulo ...” (odeio esse seu Paulo; meus alunos me sacaneiam por causa disso, mas foi exatamente assim que aconteceu).

Continuando:
“Tem uma encomenda da revista piauí aqui...”.


Entrei no elevador rindo e nem consegui cumprimentar direto o vizinho do 9º andar. Nas mãos do porteiro, uma sacolinha laranja com o logotipo do restaurante Antiquarius, que vou guardar da mesma forma que guardei a rosa que a minha filha conseguiu pegar num show do Roberto Carlos. Dentro, um bilhete do João e duas embalagens: numa delas incontáveis bolinhos; na outra, doces portugueses.

Tinha acabado de almoçar, mas não resisti aos bolinhos. Abri a embalagem e tracei logo uns 3. Depois, dividi o “tesouro” com a mulher e a filha e subi pra Teresópolis pra tentar preparar “essas mal traçadas”. Antes, contei pros meus amigos do falagalera (um site de relacionamentos entre amigos de infância ou quase) o que tinha acontecido. Mattyi, garoto bem criado de Ipanema, quis saber primeiro se o João tinha enviado bolinhos ou comida. Respondi que eram bolinhos e docinhos e ele jogou lenha no forno: “não rolou aquele arroz de pato e o bacalhau espiritual? Pode continuar reclamando então...“. Beni, filho de ex-ministro, me chamou de “jabazeiro” e avisou que foi assim que um conhecido jornalista começou a sua carreira. Bório, carioca do Recreio que virou paulista do Braz (ou seria da Mooca?), fez gracinhas censuráveis. A única publicável: “ (...) aqui a tabela atualizada do jabá-mensalinho: 1) Bolinhos e docinhos do Antiquarius: eternos elogios no blog e no jornal da faculdade”. O resto, como disse antes, é ilegal, imoral ou engorda.

Aos desavisados que podem tentar se aproveitar da boa vontade do pobre do João e da Raquel, vou logo avisando. Eu tenho borogodó. Sou filho único, pisciano, amigo de infância do Oswaldo Montenegro e adoro cantar o repertório do Wando e do José Augusto no banheiro. Gritar “meu iáiá meu ioiô” ou “agora agüenta coração” a plenos pulmões e fazendo careta diante do espelho é que nem anúncio de cartão: não tem preço. Fazia muito isso também quando andava de moto. O capacete dá uma acústica muito boa. Por isso, não pensem que, a partir de agora, o João Moreira Salles vai ficar mandando presente pra qualquer um.

Meu problema agora é como retribuir a gentileza do João. Pensei em pegar um ônibus e ir até o Antiquarius e mandar o tal do coelho que o Mattyi recomendou, mas não sei se o restaurante aceita fazer um crediário em suaves prestações. Pensei em doar o meu álbum branco dos Beatles em vinil, mas o João deve ter. Talvez uma tortinha de abacaxi do restaurante do meu amigo Moacir, de Teresópolis, mas descobri que derrete na viagem. Quem sabe o indescritível pão de uvas pretas que a minha mãe fazia, mas ninguém na família guardou a receita. Pensei no álbum que tenho anotado todos os jogos do Botafogo no período em que ficou 21 anos sem ganhar um título, mas está todo empoeirado. Creio que a melhor solução é presentear o João com o meu time de botão de galalite, comprado num fundo de garagem em Piedade, que guardo até hoje, desde os meus 10 anos de idade, numa flanela numerada. Mas sem o número 10, o Jairzinho. Esse botão é o meu xodó; mando o reserva, o Sicupira.

Mandei o time. Sem o Jairzinho.

Nas imagens: As embalagens do restaurante Antiquarius e o bilhete do João.

Foto premiada 2


A 50ª edição do prêmio de maior prestígio do fotojornalismo mundial, o World Press Photo, consagrou o americano Spencer Platt, da Getty Images, com a fotografia de um grupo de jovens libaneses passeando em um bairro arrasado no sul de Beirute após o conflito entre Israel e o Hizbollah.