quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Cunhada não é parente, seu vice-presidente
E a tal da Fernanda Tedeschi, irmã da mulher do Michel Temer, que posou nua para a Playboy! O JB divulgou três fotos dela. Publico duas. Reparem na trancinha. Alguém viu o Eduardo das Canetas por aí? O tablet chinês vai entrar em ação já já.
Blog do PC recomenda: Mata-me de rir, João Matallo da TV Lance!
Bom isso. Não conhecia. Acho que o João foi meu aluno também. A comparação do Ronaldo Fenômeno com o Axl Rose é de matallo de rir. Para ver, clique aqui.
Chororô flamenguista a gente já conhece bem, mas vejam o que está na bolinha vermelha
Deu hoje no Mengo BR. Deve ser duro trabalhar num jornal tendo a obrigação de botar o mesmo cara na capa todo dia para enganar os leitores. E o que está na bolinha vermelha? O cara se recusou a fazer o teste? Aí tem? E tem gente que ainda acha que esse cara deveria ser convocado para a reserva do Jefferson.
Falar em teste, alô alô, Xexéu: seu teste da farinha venceu. Favor providenciar um novo.
Caio enfrenta a FlaPress
Mandou bem pacas o Caio. É isso mesmo que é preciso fazer. Sabem o time do gordinho que fala em mania de perseguição? Reage, Botafogo. Enfrente o sistema. Vale a pena ouvir. Clique aqui.
Quem manda no Engenhão é o Botafogo. Vamos parar de palhaçada!
Isso é ridículo. O Botafogo não precisa exigir nada. O estádio é dele. O Framengo que vá jogar em Volta Redonda ou em Macaé. Enfrente o sistema, Botafogo. A torcida vai apoiar.
Deu no globoesporte.com
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Kajuru diz que jogadores estão boicotando o Botafogo
Tá dando no FogãoNet. Verdade ou leviandade desse Cajuru?
Flamenguistas em atividade. Melhores momentos
Adivinhem quem mandou a coletânea? O título também. É muita maldade.
Cadê o Reginaldo que não aparece aqui para dizer que isso acontece em todas as torcidas? E cadê o Maurício Menezes que não manda a foto que ele disse que tem de um botafoguense preso?
Mais chato que isso só flamenguista
Putz! Deu hoje na coluna do Ancelmo. Não desejo isso nem pro Fábio Médici e pro Trem mala da colina.
Querem acabar com o Botafogo!
Pessoas más fizeram essa maldade. Todo mundo sabe que Justin Biba é tricolor. Estou denunciando lá no JBlog. Quer ler, clique aqui.
Repórter da BrahmaFogo mostra as 7 coincidências entre 1995 e 2011
Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem.
Isso é Flamengo! - Parte 1250
A gente sabe muito bem como essa bagunça consegue ganhar jogos e disputar títulos.
Tá dando no globoesporte.com
Mas os framenguistas vão chorar e dizer que o Blog só fala do Framengo. Ué! O Blog comenta e abre espaço para comentários de notícias sobre futebol.
O circo está sendo armado para o Flamengo
Luis Roberto (sempre ele) acaba de dar a deixa no Jornal da Globo do que vem por aí. Tem que entrar Framengo e Corinthians na Libertadores do ano que vem? É isso? Não?! Como justificar, então, a pressão sobre o árbitro de Framengo e São Paulo? Me engana que eu não gosto. Quem viu, entendeu. Te cuida, Botafogo, antes que seja tarde. Ou os dirigentes vão bancar os otários de novo? Não aceitem a pressão.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Balanço da Semana: "Sou capaz de apostar no Botafogo", Sydd Benn, o Interino
O colunista titular do Blog do PC está fazendo uma reportagem especial na Líbia. Em razão disso, tive que apelar para o reserva, Sydd Benn, o Interino, que passou alguns meses cumprindo pena em Bangu 1. Fugiu há poucos dias e, como tem 30 filhos (coincidente o número do único título internacional importante conseguido pelos maiores craques da história do time teu - dele), pediu para escrever essa semana no Blog. Concordei em pagar R$ 1,99 por todo o texto e ele aceitou de bom grado.
Escreveu as mesmas bobagens que escrevia antes de ser preso e demitido por justa causa. Mas, como este Blog é democrático e imparcial e o editor tem um bom coração, com vocês: Sydd Benn, o Interino.
"Algumas observações sobre os times cariocas nesta rodada
Botafogo
“Parece ser uma sina: na hora de decidir, de resolver a parada, encarar a responsabilidade, o Botafogo hesita, fraqueja.”
A frase não é minha, embora repita algo que tenho dito sempre: a falta de camisa, de tradição e de espírito de vencedor faz com que o Botafogo sempre amarele na hora agá. Mas quem diz isso agora, e no jornal O Globo de hoje, é Fernando Calazans, cujo estilo sisudo, e até ranzinza, não permite que se veja nessas palavras ironia ou zoação com a pequena mas fiel torcida botafoguense. Até porque, se há alguém pobre de senso de humor é o bom Calazans.
Assim, botafoguenses. Não tomem como sacanagem do Calazans o que ele escreveu hoje. Decididamente, ele não é disso.
Alguns interpretam a pane do Botafogo ontem como uma espécie de paúra, por conta da camisa rubro-negra do adversário. Outros, como Calazans, não se referem especificamente ao notório apequenamento do Botafogo diante do único carioca a ostentar em sua camisa a estrela dourada que simboliza o título mundial interclubes. Acham que o problema é mais geral: como o campeonato está se afunilando, é hora de o Botafogo se acovardar.
Francamente, acho que foi um pouco de cada coisa – um pouco a camisa do Atlético Goianiense e um pouco a aproximação das rodadas decisivas.
Há, ainda, um terceiro fator, que não deve ser subestimado: o técnico Caio Júnior, que parece talhado para dirigir o Botafogo. Seus times sempre amarelam na reta final. O fato é que o Botafogo se viu envolvido pelo melhor toque de bola e a maior qualidade técnica do adversário. Segundo todos os comentaristas, 2 a 0 ficou barato, dada a supremacia avassaladora do rubro-negro de Goiás.
Vi os últimos 20 minutos do jogo. Era um time passeando em campo, dando olé num adversário batido, sem elan, sem fibra. O lado esquerdo da defesa botafoguense, ocupada por um rapaz que se parece ao Coalhada, aquele personagem de TV criado pelo Chico Anísio, era uma avenida. Pizarro (acho que é esse o nome do rapaz) era um convite para que o ataque goiano chegasse como queria na área do time de Agnaldo Timóteo.
Quero bem ao Botafogo, que – todos aqui sabem - é meu segundo time. Por isso, mesmo prevendo sua derrocada até o fim do campeonato, me consolo com uma coisa: ele está garantido na primeira divisão. Tem muita gordura para queimar e em 2001 não vai cair para a Segundona. Sou capaz de apostar no Botafogo em torno a essa questão. Se houver algum detrator do time de Charles Borer que afirme o contrário, que diga quanto quer casar que eu cubro a aposta.
Fluminense
É uma demonstração de como a homofobia deve ser rechaçada sem apelação. Um cidadão pode ser gay e ter fibra e personalidade. Da mesma forma, um time pode adotar como símbolo o pó-de-arroz e ter garra e disposição.
É verdade que o Fluminense já esteve também na Segundona. E, pior, esteve até na Terceira Divisão (ia usar a expressão Terceirona, mas a considerei imprópria; achei que talvez fosse melhor escrever Terceirinha, mas para não parecer irônico, preferi não fazê-lo). O fato é que da Terceira Divisão voltou pela janela diretamente para a Primeira, por obra e graça de Ricardo Teixeira e Eurico Miranda, que não tiveram pejo de posar para os fotógrafos brindando com champanhe ao lado do então presidente do Fluminense (na época quem mandava no clube ainda não era um plano de saúde).
Assim, a rigor, o Fluminense está devendo. Tem que ganhar a Segundona para fazer jus a estar na elite do futebol brasileiro.
Mas vamos esquecer isso.
De qualquer forma, ao contrário do Botafogo, o Fluminense tem camisa e não se apequena na reta final. Não creio que seja campeão, mas penso que estará entre os que vão à Libertadores. Se não tiver o azar de cruzar com o LDU, do Equador, pode até chegar longe naquela competição – apesar de não ter demonstrado ainda vocação para competições internacionais.
Mas, repito. Na minha opinião, o Fluminense chega na bateria de frente. Mesmo que tenha Gum e Digão na zaga. E que nem todos os dias o reserva dos dois – Márcio Rosário –, que deve ser pior do que eles, vá sair como o herói da partida.
Vasco
É uma alegria ver o representante do comércio de secos e molhados recuperado. Quando ele esteve na Segundona (aliás, penso que algo distingue os grandes é não ter caído nunca em sua história – mas isso é outra história), sempre faltou algo para o futebol brasileiro.
É mais ou menos como quando o Botafogo tomou o lugar do Vasco como eterno vice nos campeonatos cariocas. Sem o espírito esportivo do Gigante da Colina (eu hein, que nome...), danou-se a chorar diante das câmeras de TV, pedindo que a torcida não fosse mais aos estádios porque o Botachoro seria inevitável e inapelavelmente roubado...
Foi uma cena dantesca.
Mas penso que o mais provável é que, este ano, o Vasco seja vice, e não campeão. Afinal, a vocação pesa muito. Não é qualquer um que chega a ir à Tóquio – para se sagrar vice do Mundial Interclubes.
Mas uma coisa eu garanto: o Vasco estará na bateria de frente.
Além de ser o vice mais simpático que conheço, tenho uma segunda razão para desejar que ele acabe entre os primeiros: seria uma justa homenagem ao Ricardo Gomes.
Flamengo
Um conselho aos adversários: não deixem o Flamengo chegar".
A malandragem que o Dé, o Aranha, não pensou em fazer
Mata-me de rir. Esse é o jogador dos sonhos do Framengo para disputar final de Carioca contra o Botafogo apitada por um daqueles. Pesquei no blog "Brasil Mundial FC", do meu ex-aluno e camarada Thiago Dias.
Eis o texto que está no blog do meu amigo:
"Fair play é um negócio bastante bacana. Mas tem gente que aproveita do “fair play” alheio para se dar bem. É o “malandro play”. No vídeo acima, um atacante do Enyemba, time da Nigéria, puxava o contra-ataque quando um atleta rival, do Wydad, de Marrocos, apontou que alguém estava machucado. O pobre atacante foi e jogou a bola para fora. Mas, não tinha ninguém machucado… Isso mesmo. O malandro jogador da equipe marroquina ludibriou o adversário, pegou a bola, bateu o lateral como se nada tivesse acontecido. Woodface total! A tática infame não resultou em gol, mas o Wydad (WAC) venceu por 1 a 0 o jogo válido pela Liga dos Campeões da África".
Quem nada quer, nada ganha, Caio Júnior. PC Guimarães comenta 177
Acaba de sair do forno. Fresquinha, fresquinha. Que nem tricolor. Para ler é só passar a mãozinha no Cortês ou no Caio Júnior.
Sua frase está lá também, Welles.
Sua frase está lá também, Welles.
Fábio Médici reage e encosta em Trem da Bala da Colina na disputa do "Mala do Blog do PC"
A disputa do segundo semestre está acirrada. Fábio, que já foi eleito em 2010, reagiu nos últimos dias e encostou no novato Trem Bala da Colina, sumido há alguns dias dos comentários. Shampoo, vencedor do semestre passado, está sendo pouco votado no atual semestre. Não deixem de votar. O premiado vai receber na Grande Festa do 1 milhão o mesmo troféu que Shampoo recebeu na comemoração do visitante 777.777.
Blog do PC. Recorde de 1 milhão de visitas pode ser batido no mês de outubro
Essa semana vamos completar 970.000 visitas. Falta pouco para 1 milhão. Continue visitando o Blog, convide os amigos, parentes, amantes e sobrinhos (caso dos tricolores). Os framenguistas podem divulgar entre os colegas de cela. Vascaínos divulguem entre os frequentadores de botecos e felizes proprietários de Corolla. Vamo que vamo.
Seja membro do Blog do PC. Não confundir com bote o membro no Blog do PC
Acabamos de completar 171 membros. Número significativo. O membro 200 ganhará uma camisinha colorida. Sem uso.
As promoções não param nesse mês de comemorações. Já que o Botafogo não dá motivos para a gente comemorar, o Blog dá. Eu disse: o blog; não o blogueiro.
E vamo que vamo.
As promoções não param nesse mês de comemorações. Já que o Botafogo não dá motivos para a gente comemorar, o Blog dá. Eu disse: o blog; não o blogueiro.
E vamo que vamo.
Viu o que você arrumou, Caio Júnior? Até tricolor está sacaneando os botafoguenses
Power point pra botafoguenses!
Quem mandou foi meu amigo PV, tricolor, torcedor de televisão, que não deve saber nem quantos jogadores têm em cada time.
Botafogo: "Está faltando POSTURA DE CAMPEÃO"
Está lá nos comentários do post abaixo, mas merece estar aqui, no destaque. Pena que quem escreveu não assinou. Se quiser ainda dá tempo. Belíssimo texto, belíssimo desabafo. Concordo com tudo, não mudo uma vírgula. Diz aí, amigo anônimo:
"Levei meus filhos e sobrinhos para conhecerem o Glorioso da Estrela Solitária em Goiânia. Viajamos 200 km para que eu apresentasse a família um grande time. Mas não foi isso que vimos em campo. Melhor que um evento como o Feijão (no Fogão), o jogo de futebol é fundamental para conquistar novos torcedores.
Porém, saímos do Serra Dourada envergonhados, tristes, decepcionados com a partida. E fizemos nossa parte! Comparecemos, festejamos e fizemos de Goiânia nosso Rio de Janeiro! Hoje tem muita gente se perguntando o que aconteceu. O time estava poupado, completo, bem colocado na tabela e levou um baile do Atlético-GO, abaixo na tabela, com elenco inferior e sem cinco titulares.
Seria o Hélio dos Anjos melhor que o Caio Jr.? Eu considero que não! Muita gente está buscando explicação pela apatia, mas me arrisco a dizer que sei o que houve, por tudo que acompanho: faltou sangue nos olhos. O time do Atlético entrou visivelmente mais motivado, aguerrido, com bem mais vontade. Entrou com postura de quem venceria o jogo. O Botafogo não! Não é problema de jogador estar mal, ninguém desaprende a jogar de um dia para outro. Não é problema de esquema tático, considero o Caio melhor técnico que seu rival de domingo.
O problema é muito simples e se chama MOTIVAÇÃO. Em uma empresa, não se vai a lugar algum com talento, mas sem motivação. O mesmo na arte, nos estudos e no esporte. A motivação é aquele algo mais que faz a diferença nos momentos adversos. Onde estão as palestras motivacionais? Os vídeos que mostram a história de nossas conquistas, nossos ídolos, a importância do grande clube que é o Botafogo no cenário nacional e mundial? Por que os jogadores não entram de mãos dadas, não se reúnem abraçados no intervalo, não se comunicam em campo? Por que o técnico não vibra junto com a equipe?
Está faltando POSTURA DE CAMPEÃO. O Botafogo vem jogando um bom futebol, mas não vencerá sem postura de campeão. O problema é claramente PSICOLÓGICO. Motivação diária, sangue nos olhos, fome de bola, queremos ver isso. O Botafogo perder para o Atlético é normal, não se ganha todas. Mas não da forma como foi! Um time que já entrou derrotado em campo, claramente! É aí que está a frustração de todos os botafoguenses no dia de hoje.
O Vasco da Gama vem vencendo e jogando bem, sem o elenco do Botafogo, sem comando técnico de alto nível há bons jogos, pois o Ricardo ainda está doente. Por quê? Por causa da motivação. É visível. Ontem perdemos pra motivação do Atlético, não para o time do Atlético. Precisamos QUERER ser campeões para o sermos. Todos os dias, motivação. Todos os dias esses jogadores precisam acordar e pensar: "eu jogo no Botafogo, um clube grande de belíssima história e torcida especial. Hoje eu vou dar o meu melhor e serei campeão". Com esse tipo de postura, ninguém segura o Botafogo".
domingo, 2 de outubro de 2011
"Eu não vou botar a equipe atrás como era antigamente", Caio Júnior
Putz! O cara ainda fica atacando o Joel Santana. Joel, ou bem ou mal, com um time bem inferior ao atual, conseguiu brigar pela vaga na Libertadores até a última rodada.
Faz o teu trabalho direito, cara. Aprende a jogar direito fora de casa. Pare de irritar e envergonhar os torcedores do Botafogo perdendo feio para times pequenos. Pior do que perder foi a apatia do time. Um treinador sem vibração, sem garra, sem comando.
Faz o teu trabalho direito, cara. Aprende a jogar direito fora de casa. Pare de irritar e envergonhar os torcedores do Botafogo perdendo feio para times pequenos. Pior do que perder foi a apatia do time. Um treinador sem vibração, sem garra, sem comando.
Como é que o Botafogo consegue isso?
Como pode jogar tão mal com o elenco que tem contra um time de segunda divisão desfalcado de 5 titulares? Vamos ver agora se o Caio Júnior é técnico mesmo. Se não conseguir virar contra esse timeco é pra demitir o Caio Júnior no vestiário mesmo e contratar o Hélio dos Anjos.
Chega de sufoco contra times pequenos. Não basta perder de 5 pro Coritiba?
Começa o jogo principal
Framengo e Corinthians ajudaram o Glorioso nos jogos preliminares.
Vamo que vamo.
Vamo que vamo.
Coadjuvante e Corinthians e Time do Apito e São Paulo. Ao vivo aqui no Blog
Wilson Grey, o maior coadjuvante da história do cinema
Precisa de legenda?
Comente aqui os jogos preliminares.
Confusão no campinho do Vasco
Vixe! A coisa está feia. Por que não botaram esse jogo no Engenhão? São Janu é muito pequeno. Não é estádio para jogo do Brasileirão entre dois times grandes. Serve para Vasco e Olaria. E olhe lá!
Juca Kfouri no "Ilustríssima" da Folha
Às favas com a Fifa
Juca Kfouri quer vencer nos pênaltis
RESUMO Para o jornalista Juca Kfouri, a Copa no Brasil em 2014 põe em risco a soberania do Brasil e não condiz com a realidade social do país. Em revista de ensaios, busca envolver o leitor intelectualizado na discussão das consequências políticas e econômicas da Copa e atraí-lo para sua cruzada contra a CBF e a Fifa.
GUILHERME BRENDLER
QUE JUCA KFOURI, 61, é o mais radical crítico à Copa do Brasil em 2014 não é novidade. Seja em sua coluna na Folha, em seu programa na rádio CBN ou na TV a cabo (ESPN), são diárias as suas declarações contra a política da Fifa e à CBF de Ricardo Teixeira.
Na edição da revista "Interesse Nacional" [Ateliê, 86 págs., R$ 25], que chega na quarta-feira às livrarias, Kfouri expõe suas razões em argumentação próxima à de artigo acadêmico, buscando a adesão de um público mais afeito às querelas diplomáticas ou da política partidária do que às do futebol.
Na edição anterior da mesma revista, publicada em abril, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou o polêmico artigo que dizia que o PSDB deveria se aproximar da classe média e não disputar o "povão" com o PT.
"Se 10% do seleto público da revista passar a acompanhar as questões políticas do futebol, será maravilhoso", disse Kfouri à Folha. Na entrevista a seguir, concedida em sua casa, ele repassa alguns dos pontos do artigo "A Copa do Mundo é Nossa?" e não esconde a sua decepção com figuras como Lula, o PT e outros.

FHC condecorou o Ricardo Teixeira na sala dele, sem fotógrafo. Com o Lula tem um milhão de fotos, de braços dados, de camisa aberta, tomando cerveja, de todas as formas
As federações são feudos, e os cartolas, senhores feudais. Embora milionários, não têm dimensão do quanto podem tirar desta galinha dos ovos de ouro sem matá-la
Eu exultaria se o Brasil mandasse a Fifa às favas. Seria uma demonstração de dignidade, de soberania. Acho que seria um exemplo e que dinamitaria a Fifa
Folha - O que está em jogo para o Brasil na aprovação da Lei Geral da Copa, que define as regras para sediar o evento?
Juca Kfouri - Quando um país se candidata a um Mundial, ele já sabe que vai entregar a sua soberania. A isenção de impostos, os convidados VIPs, a possibilidade do marketing de emboscada, a bebida alcoólica no estádio. Tudo isso já está no caderno de encargos.
Na Alemanha, em 2008, com exceção da cidade de Dortmund, onde o Partido Verde brigou para cacete e conseguiu fazer com que se vendesse também a cerveja local, em todos os estádios era possível comprar apenas Budweiser. Isso é uma ofensa no país da cerveja servir aquele xixi de caveira.
Qual é o risco de o Brasil deixar de ser sede da Copa de 2014?
O risco que o Brasil corre é de a Fifa se arreglar com a Inglaterra, que está incomodando uma barbaridade, e entregar a Copa a eles.
Gostaria de ver isso. Já ocorreram desistências, como a Colômbia, que desistiu dois anos antes de realizar a Copa de 1986. Acho que o Brasil não vai desistir, mas a Fifa pode, sim, entregar a Copa do Mundo para a Inglaterra se o governo dificultar muito a vida deles.
Agora, devido às pretensões brasileiras de ter um lugar no Conselho de Segurança da ONU, é difícil imaginar que o Brasil deixe isso acontecer. Penso que a presidenta Dilma vai endurecer o quanto ela puder, mas cederá tudo aquilo que for inegociável para a Fifa.
A indicação do [deputado federal] Vicente Cândido (PT-SP) como relator da Lei Geral da Copa mostra que a presidenta não está com tão inflexível. Cândido é também vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e sócio de Marco Polo del Nero, homem muito ligado a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL [Comitê Organizador Local da Copa do Mundo].
Eu exultaria se o Brasil mandasse a Fifa às favas. Seria uma demonstração de dignidade, de soberania. Acho que seria um exemplo e que dinamitaria a Fifa. Mas é óbvio que é tudo suposição. É muito difícil que isso ocorra.
Você está desiludido com a política do PT em relação ao futebol?
Já tive diversas desilusões na vida. Eu achava que o Lula romperia com esse pessoal do futebol. Hoje estou convencido de que o governo do PT não é um governo de rupturas, não faz rupturas. Eu vi o Lula dizer que nunca mais o jornalista Juca Kfouri diria que o torcedor no Brasil era tratado como gado, que "a presença dele aqui é uma homenagem a todos os jornalistas que foram processados, tiveram credenciais negadas por essa cartolagem que infelicita o Brasil". Isso foi em 2003, na assinatura do Estatuto do Torcedor, a primeira lei que ele assinou. Não havia um único cartola na cerimônia.
Seis meses depois, ele estava de braços dados com o Ricardo Teixeira naquele jogo no Haiti. Que foi lindo, uma história muito bonita. O poder de sedução da cartolagem brasileira é algo que não deve ser desprezado. Pergunte ao Ricardo Teixeira de quem ele gosta mais: do Lula ou do Fernando Henrique Cardoso?
Não é curioso? O Teixeira detesta o Fernando Henrique. Eles não têm uma foto juntos. No dia que voltaram da Ásia campeões do mundo, em 2002, o FHC condecorou o Ricardo Teixeira na sala dele, sem fotógrafo. Com o Lula tem um milhão de fotos, de braços dados, de camisa aberta, tomando cerveja, de todas as formas.
Você é um dos raros corintianos contra a construção do Itaquerão.
As pessoas me falam: "Você é contra o Itaquerão, pô! Que tipo de corintiano você é?". Não se está discutindo se o clube merece ou não um estádio. O que se discute é que a operação, em si, é um escândalo. Numa cidade como São Paulo você achar que um estádio como o Morumbi não serve para sediar seis ou sete jogos da Copa do Mundo no Brasil é loucura.
Se os alemães tivessem demolido o Allianz Arena, em Munique, tudo bem. Mas a Alemanha pode. Nós não. Cinquenta anos depois descobriram que o Morumbi não serve para jogo de futebol? Já se fez tudo que é competição aqui: final de Libertadores, eliminatórias de Copa, Mundial de Clubes da Fifa.
Mas seriam necessárias reformas.
Claro, o Morumbi não é o ideal, mas é factível. Como o Ellis Park foi factível para a Copa na África do Sul, em 2010. Agora, em Johannesburgo também cometeram excessos. Fizeram o Soccer City, a 4 km do Ellis Park, no Soweto. Qual era a justificativa: polo de desenvolvimento. Aqui, polo de desenvolvimento! [fazendo uma "banana"]. Vá lá ver se é polo de desenvolvimento. Os caras têm um monumento daqueles, mas não têm o que comer.
Na Cidade do Cabo fizeram um estádio maravilhoso, uma das coisas mais lindas que já vi. Mas desalojaram 4.000 famílias da região. Agora falam em demolir porque nunca mais ocuparam o estádio.
Vamos repetir isso no Recife, apesar de o Náutico ter dito que poderá usar o novo estádio. Mas e em Brasília, Cuiabá, Natal? Nem futebol profissional há por lá!
Então o Brasil não deveria nem ter pensado em sediar uma Copa?
Aí é que está. Deveria, sim. Mas para fazer uma Copa do Mundo do Brasil no Brasil. Não uma Copa do Mundo da Alemanha no Brasil. Claro que o Brasil pode fazer uma Copa, mas tem que fazer dentro das nossas possibilidades.
E qual o maior sentido que faria para o Brasil sediar um evento como esse? Os legados para as tais 12 sedes. Em Johannesburgo, por exemplo, eles ficaram com um aeroporto ótimo. Embora tenha sido inaugurado um dia depois do fim da Copa, está lá, e o povo sul-africano pode usufruir disso. Tem a linha do monotrilho que liga o aeroporto ao centro rico da cidade.
Esse tipo de investimento deveria ser feito aqui. Essa obsessão por novos estádios é uma reprodução, sem tirar nem pôr, do que se fez durante a ditadura militar. Os estádios brasileiros nunca tiveram sua capacidade máxima ocupada, têm 65% da capacidade ociosa nesse Campeonato Brasileiro.
Estamos construindo elefantes brancos, reproduzindo o que ocorreu durante a ditadura em um governo democrático, dito de esquerda, sob a égide do PC do B. Isso é uma loucura!
Foi o que ocorreu nos Jogos Pan-Americanos, no Rio, em 2007?
Quando criticávamos o que estava sendo feito em torno do Pan, diziam: "Esses jornalistas são maníacos por fracasso, são mal-humorados, antipatriotas etc.". Diziam que fariam o melhor Pan da história e deixariam três legados para o Rio: o metrô entre Jacarepaguá e a cidade olímpica, a despoluição da baía da Guanabara, da lagoa Rodrigo de Freitas.
Nenhuma dessas coisas foi feita. A ponto de um atleta do remo pescar um colchão durante a prova. Quem fez a maratona aquática saiu doente.
Mas os equipamentos esportivos ficarão para a Olimpíada, me diziam. Tem o Parque Aquático Maria Lenk, lindo, maravilhoso. Coisa de Primeiro Mundo. Aí vem o COI [Comitê Esportivo Internacional] e diz: infelizmente, a capacidade de público é aquém da que a gente exige em provas de natação. Então o Maria Lenk será usado no aquecimento das competições. Será preciso construir um novo centro para as provas oficiais.
A previsão inicial de gastos com o Pan era de R$ 400 milhões. Custou R$ 4 bilhões. E o TCU [Tribunal de Contas da União] diz que houve uma série de irregularidades, mas que esse é o preço do noviciado, que foi feito um evento desse porte. É brincadeira! Não estou falando da Copa de 1950. Me refiro a algo que ocorreu quatro anos atrás. Então, me dê uma razão para acreditar que vai ser bom, uma razão.
Você gostou do perfil de Ricardo Teixeira que a revista "Piauí" publicou na edição de julho?
Eu tirei o chapéu para a Daniela Pinheiro, que escreveu o texto. Ela inclusive me perguntou: "O que eu fiz de errado que você e ele gostaram?". [Risos] Eu disse que eu continuaria gostando, mas que ele não gostaria depois de um tempo. Hoje eu sei que ele não gosta mais porque já levou uma represália da Globo por causa da matéria.
Ele baixou as calças de um parceiro em praça pública. Isso tem um preço, evidentemente.
Ele é um ogro. O Ricardo Teixeira é um ogro. A reportagem é um retrato do que ele é. Um cara que vai a um restaurante cuja grande atração é um jardim, e ele senta de costas. A menos de 500 metros do hotel onde ele sempre se hospeda ficam os vitrais do Chagall, e ele nunca foi lá. O episódio do beliscão na filha. A história do casaco de pele que custa "só mil euros".
Passei anos juntando documentos, denunciando, mas nada foi tão demolidor quanto as frases dele. A reportagem mais demolidora contra o Ricardo Teixeira nesses anos todos foi a Daniela quem fez, usando só com as descrições do que ela viu e com as palavras dele. Apenas isso. Nada mais.
Você divide o seu artigo em primeiro tempo, intervalo, segundo tempo e prorrogação. Quem vencerá a disputa nos pênaltis?
Adoraria responder: "Nós, os brasileiros, os cidadãos brasileiros. Não a cartolagem". Vinte anos atrás eu te daria essa resposta, mas hoje eu sei que nesse filme de mocinho e bandido os bandidos ganham no fim. Raras têm sido as vezes em que os mocinhos ganham.
O professor Carlos Wainer, da UFRJ, usou uma expressão esses dias que eu nunca tive coragem de usar. Ele disse que o futebol brasileiro vive ainda no sistema feudal.
E é verdade. As federações são feudos, e os cartolas, senhores feudais. Embora estejam todos milionários, não têm dimensão do quanto podem tirar desta galinha dos ovos de ouro sem matá-la. Eles querem é raspar o tacho.
Juca Kfouri quer vencer nos pênaltis
RESUMO Para o jornalista Juca Kfouri, a Copa no Brasil em 2014 põe em risco a soberania do Brasil e não condiz com a realidade social do país. Em revista de ensaios, busca envolver o leitor intelectualizado na discussão das consequências políticas e econômicas da Copa e atraí-lo para sua cruzada contra a CBF e a Fifa.
GUILHERME BRENDLER
QUE JUCA KFOURI, 61, é o mais radical crítico à Copa do Brasil em 2014 não é novidade. Seja em sua coluna na Folha, em seu programa na rádio CBN ou na TV a cabo (ESPN), são diárias as suas declarações contra a política da Fifa e à CBF de Ricardo Teixeira.
Na edição da revista "Interesse Nacional" [Ateliê, 86 págs., R$ 25], que chega na quarta-feira às livrarias, Kfouri expõe suas razões em argumentação próxima à de artigo acadêmico, buscando a adesão de um público mais afeito às querelas diplomáticas ou da política partidária do que às do futebol.
Na edição anterior da mesma revista, publicada em abril, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou o polêmico artigo que dizia que o PSDB deveria se aproximar da classe média e não disputar o "povão" com o PT.
"Se 10% do seleto público da revista passar a acompanhar as questões políticas do futebol, será maravilhoso", disse Kfouri à Folha. Na entrevista a seguir, concedida em sua casa, ele repassa alguns dos pontos do artigo "A Copa do Mundo é Nossa?" e não esconde a sua decepção com figuras como Lula, o PT e outros.
As federações são feudos, e os cartolas, senhores feudais. Embora milionários, não têm dimensão do quanto podem tirar desta galinha dos ovos de ouro sem matá-la
Eu exultaria se o Brasil mandasse a Fifa às favas. Seria uma demonstração de dignidade, de soberania. Acho que seria um exemplo e que dinamitaria a Fifa
Folha - O que está em jogo para o Brasil na aprovação da Lei Geral da Copa, que define as regras para sediar o evento?
Juca Kfouri - Quando um país se candidata a um Mundial, ele já sabe que vai entregar a sua soberania. A isenção de impostos, os convidados VIPs, a possibilidade do marketing de emboscada, a bebida alcoólica no estádio. Tudo isso já está no caderno de encargos.
Na Alemanha, em 2008, com exceção da cidade de Dortmund, onde o Partido Verde brigou para cacete e conseguiu fazer com que se vendesse também a cerveja local, em todos os estádios era possível comprar apenas Budweiser. Isso é uma ofensa no país da cerveja servir aquele xixi de caveira.
Qual é o risco de o Brasil deixar de ser sede da Copa de 2014?
O risco que o Brasil corre é de a Fifa se arreglar com a Inglaterra, que está incomodando uma barbaridade, e entregar a Copa a eles.
Gostaria de ver isso. Já ocorreram desistências, como a Colômbia, que desistiu dois anos antes de realizar a Copa de 1986. Acho que o Brasil não vai desistir, mas a Fifa pode, sim, entregar a Copa do Mundo para a Inglaterra se o governo dificultar muito a vida deles.
Agora, devido às pretensões brasileiras de ter um lugar no Conselho de Segurança da ONU, é difícil imaginar que o Brasil deixe isso acontecer. Penso que a presidenta Dilma vai endurecer o quanto ela puder, mas cederá tudo aquilo que for inegociável para a Fifa.
A indicação do [deputado federal] Vicente Cândido (PT-SP) como relator da Lei Geral da Copa mostra que a presidenta não está com tão inflexível. Cândido é também vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e sócio de Marco Polo del Nero, homem muito ligado a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL [Comitê Organizador Local da Copa do Mundo].
Eu exultaria se o Brasil mandasse a Fifa às favas. Seria uma demonstração de dignidade, de soberania. Acho que seria um exemplo e que dinamitaria a Fifa. Mas é óbvio que é tudo suposição. É muito difícil que isso ocorra.
Você está desiludido com a política do PT em relação ao futebol?
Já tive diversas desilusões na vida. Eu achava que o Lula romperia com esse pessoal do futebol. Hoje estou convencido de que o governo do PT não é um governo de rupturas, não faz rupturas. Eu vi o Lula dizer que nunca mais o jornalista Juca Kfouri diria que o torcedor no Brasil era tratado como gado, que "a presença dele aqui é uma homenagem a todos os jornalistas que foram processados, tiveram credenciais negadas por essa cartolagem que infelicita o Brasil". Isso foi em 2003, na assinatura do Estatuto do Torcedor, a primeira lei que ele assinou. Não havia um único cartola na cerimônia.
Seis meses depois, ele estava de braços dados com o Ricardo Teixeira naquele jogo no Haiti. Que foi lindo, uma história muito bonita. O poder de sedução da cartolagem brasileira é algo que não deve ser desprezado. Pergunte ao Ricardo Teixeira de quem ele gosta mais: do Lula ou do Fernando Henrique Cardoso?
Não é curioso? O Teixeira detesta o Fernando Henrique. Eles não têm uma foto juntos. No dia que voltaram da Ásia campeões do mundo, em 2002, o FHC condecorou o Ricardo Teixeira na sala dele, sem fotógrafo. Com o Lula tem um milhão de fotos, de braços dados, de camisa aberta, tomando cerveja, de todas as formas.
Você é um dos raros corintianos contra a construção do Itaquerão.
As pessoas me falam: "Você é contra o Itaquerão, pô! Que tipo de corintiano você é?". Não se está discutindo se o clube merece ou não um estádio. O que se discute é que a operação, em si, é um escândalo. Numa cidade como São Paulo você achar que um estádio como o Morumbi não serve para sediar seis ou sete jogos da Copa do Mundo no Brasil é loucura.
Se os alemães tivessem demolido o Allianz Arena, em Munique, tudo bem. Mas a Alemanha pode. Nós não. Cinquenta anos depois descobriram que o Morumbi não serve para jogo de futebol? Já se fez tudo que é competição aqui: final de Libertadores, eliminatórias de Copa, Mundial de Clubes da Fifa.
Mas seriam necessárias reformas.
Claro, o Morumbi não é o ideal, mas é factível. Como o Ellis Park foi factível para a Copa na África do Sul, em 2010. Agora, em Johannesburgo também cometeram excessos. Fizeram o Soccer City, a 4 km do Ellis Park, no Soweto. Qual era a justificativa: polo de desenvolvimento. Aqui, polo de desenvolvimento! [fazendo uma "banana"]. Vá lá ver se é polo de desenvolvimento. Os caras têm um monumento daqueles, mas não têm o que comer.
Na Cidade do Cabo fizeram um estádio maravilhoso, uma das coisas mais lindas que já vi. Mas desalojaram 4.000 famílias da região. Agora falam em demolir porque nunca mais ocuparam o estádio.
Vamos repetir isso no Recife, apesar de o Náutico ter dito que poderá usar o novo estádio. Mas e em Brasília, Cuiabá, Natal? Nem futebol profissional há por lá!
Então o Brasil não deveria nem ter pensado em sediar uma Copa?
Aí é que está. Deveria, sim. Mas para fazer uma Copa do Mundo do Brasil no Brasil. Não uma Copa do Mundo da Alemanha no Brasil. Claro que o Brasil pode fazer uma Copa, mas tem que fazer dentro das nossas possibilidades.
E qual o maior sentido que faria para o Brasil sediar um evento como esse? Os legados para as tais 12 sedes. Em Johannesburgo, por exemplo, eles ficaram com um aeroporto ótimo. Embora tenha sido inaugurado um dia depois do fim da Copa, está lá, e o povo sul-africano pode usufruir disso. Tem a linha do monotrilho que liga o aeroporto ao centro rico da cidade.
Esse tipo de investimento deveria ser feito aqui. Essa obsessão por novos estádios é uma reprodução, sem tirar nem pôr, do que se fez durante a ditadura militar. Os estádios brasileiros nunca tiveram sua capacidade máxima ocupada, têm 65% da capacidade ociosa nesse Campeonato Brasileiro.
Estamos construindo elefantes brancos, reproduzindo o que ocorreu durante a ditadura em um governo democrático, dito de esquerda, sob a égide do PC do B. Isso é uma loucura!
Foi o que ocorreu nos Jogos Pan-Americanos, no Rio, em 2007?
Quando criticávamos o que estava sendo feito em torno do Pan, diziam: "Esses jornalistas são maníacos por fracasso, são mal-humorados, antipatriotas etc.". Diziam que fariam o melhor Pan da história e deixariam três legados para o Rio: o metrô entre Jacarepaguá e a cidade olímpica, a despoluição da baía da Guanabara, da lagoa Rodrigo de Freitas.
Nenhuma dessas coisas foi feita. A ponto de um atleta do remo pescar um colchão durante a prova. Quem fez a maratona aquática saiu doente.
Mas os equipamentos esportivos ficarão para a Olimpíada, me diziam. Tem o Parque Aquático Maria Lenk, lindo, maravilhoso. Coisa de Primeiro Mundo. Aí vem o COI [Comitê Esportivo Internacional] e diz: infelizmente, a capacidade de público é aquém da que a gente exige em provas de natação. Então o Maria Lenk será usado no aquecimento das competições. Será preciso construir um novo centro para as provas oficiais.
A previsão inicial de gastos com o Pan era de R$ 400 milhões. Custou R$ 4 bilhões. E o TCU [Tribunal de Contas da União] diz que houve uma série de irregularidades, mas que esse é o preço do noviciado, que foi feito um evento desse porte. É brincadeira! Não estou falando da Copa de 1950. Me refiro a algo que ocorreu quatro anos atrás. Então, me dê uma razão para acreditar que vai ser bom, uma razão.
Você gostou do perfil de Ricardo Teixeira que a revista "Piauí" publicou na edição de julho?
Eu tirei o chapéu para a Daniela Pinheiro, que escreveu o texto. Ela inclusive me perguntou: "O que eu fiz de errado que você e ele gostaram?". [Risos] Eu disse que eu continuaria gostando, mas que ele não gostaria depois de um tempo. Hoje eu sei que ele não gosta mais porque já levou uma represália da Globo por causa da matéria.
Ele baixou as calças de um parceiro em praça pública. Isso tem um preço, evidentemente.
Ele é um ogro. O Ricardo Teixeira é um ogro. A reportagem é um retrato do que ele é. Um cara que vai a um restaurante cuja grande atração é um jardim, e ele senta de costas. A menos de 500 metros do hotel onde ele sempre se hospeda ficam os vitrais do Chagall, e ele nunca foi lá. O episódio do beliscão na filha. A história do casaco de pele que custa "só mil euros".
Passei anos juntando documentos, denunciando, mas nada foi tão demolidor quanto as frases dele. A reportagem mais demolidora contra o Ricardo Teixeira nesses anos todos foi a Daniela quem fez, usando só com as descrições do que ela viu e com as palavras dele. Apenas isso. Nada mais.
Você divide o seu artigo em primeiro tempo, intervalo, segundo tempo e prorrogação. Quem vencerá a disputa nos pênaltis?
Adoraria responder: "Nós, os brasileiros, os cidadãos brasileiros. Não a cartolagem". Vinte anos atrás eu te daria essa resposta, mas hoje eu sei que nesse filme de mocinho e bandido os bandidos ganham no fim. Raras têm sido as vezes em que os mocinhos ganham.
O professor Carlos Wainer, da UFRJ, usou uma expressão esses dias que eu nunca tive coragem de usar. Ele disse que o futebol brasileiro vive ainda no sistema feudal.
E é verdade. As federações são feudos, e os cartolas, senhores feudais. Embora estejam todos milionários, não têm dimensão do quanto podem tirar desta galinha dos ovos de ouro sem matá-la. Eles querem é raspar o tacho.
PC Guimarães errou. Maurício Menezes já posou com a camisa do Flamengo
Desculpem a nossa filha, digo, falha. Estou assumindo (no bom sentido, claro) meu erro lá no JBlog. Para ler, clique aqui.
sábado, 1 de outubro de 2011
Não é verdade que Zico, 14º jogador da história do futebol, fracassou na seleção. Ele ganhou o Troféu Sport Billy
Gustavo Serra, meu camarada blogueiro do Framengo no JB, advogado bambambam que é doido pra dar pra jornalista, mandou o comentário acima no post que compara a importância de Zico na seleção com a de Cortês.
Zico ganhou o Troféu Sport Billy.
Está lá na pesquisa do meu amigo.
Grande gozador o Gustavão. É a versão jurídica do Maurício Menezes.
Fui pesquisar sobre o Troféu Sport Billy e não descobri nada de interessante. Mas leiam como a wikipédia descreve Zico, maior ídolo da história do Framengo:
" (...) Foi eleito como o terceiro maior futebolista brasileiro do século XX, o sétimo maior da América do Sul e o décimo quarto entre todos do Mundo, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). É um dos quatro brasileiros a figurar no Hall da fama da FIFA (os outros são Pelé,Garrincha e Didi). Foi eleito pela própria Federação Internacional de Futebol(FIFA), o oitavo maior jogador do século, o nono maior jogador do século XX pela revista France Football, o nono Brasileiro do Século no esporte, segundo pesquisa realizada pela revista IstoÉ, e o décimo maior jogador de todos os tempos pela revista inglesa World Soccer (...)".
Imagino o quanto foi bacana para o craque framenguista figurar numa lista de quatro jogadores ao lado de dois do Botafogo e um do Santos e ganhar a disputa com Romário e Mazolinha como terceiro maior futebolista brasileiro do século XX, depois de Garrincha e Pelé.
Fluminense joga como o Vasco e caga como o Flamengo
Caraca! Que cagada. Gol de Márcio Rosário. Sim, eu disse Márcio Rosário aos 50 minutos num chuveirinho depois de me fazer dormir durante quase todo o jogo. Mas pelo menos tirou o Santos, que é muito superior, do páreo.
Jornalista flamenguista garante que tem uma foto de um preso com a camisa do Botafogo. Manda que eu publico,amigo, e ainda pago um chope por cada foto dessas
Mandei email para o meu camaradíssimo framenguista Maurício Menezes, que acredita ou finge que acreditar que o Framengo ganha jogos e campeonatos sem a ajuda das arbitragens, informando sobre a nova série do Blog que vai homenagear framenguistas ilustres. Ele duvidou da imparcialidade do Blog e perguntou se vale apenas framenguistas ilustres. Claro que não vale para todos. Maurício me garantiu que tem uma foto de um botafoguense preso. Vamos aguardar ele achar. Publico imediatamente. Pedi ao Maurício para encontrar outras - mesmo que as fotos sejam de arquivo. Vou pagar um chope por cada foto que o Maurício encontrar. Ele é bom pesquisador e lê muito.
Como todo framenguista, Maurício quis me dar uma volta, tentando botar o Corinthians no meio só porque a camisa do Corinthians é preta e branca. Não vale. O Corinthians é o Framengo paulista.
Fico aguardando a foto, Maurício. Hoje é sábado, dia 1º de outubro de 2011. Você tem uma semana para encontrar essa foto.
Mas não vale mandar a foto abaixo. Esta já foi publicada há anos aqui no Blog e não me parece que foi tirada quando você estava sendo preso.
Cortês é a cara do Brasil, diz Marcelo Adnet
Taí o que você queria, Léo. Belo texto. Valeu me alertar, Mário. Voltei a dormir e nem sempre consigo ler todo o jornal.
Para ler é só passar a mãozinha no Adnet.
Depois que a Shakira escondeu a Shakira fui dormir
Belo show também. Mas depois que ela botou aquele saião fui dormir. Alguém viu a Shakira da Shakira com a Shakira da Ivete?
Alô alô, Xexéu: quando foi que você perdeu o rebolado?
A verdadeira American Woman
Belíssimo show do Lenny Kravitz. Mas também fico com a versão original de American Woman, do Guess Who. O inicio, o solo de guitarra e a voz do cara são do balacobaco. Cadê o Eduardo que não aparece para comentar o choro dessa guitarra?
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