Papa Uva Tango Alfa
Carlos Heitor Cony
RIO DE JANEIRO - Ainda não entendi por que, mas reclamam da mania que os cariocas cultivam: a de citar Nelson Rodrigues para explicar ou complicar mais ainda as coisas que acontecem por aí. Pode haver exagero, mas oportunidade é o que não falta. Uma das histórias inventadas por ele é a do marido que descobriu a traição da mulher. Com a certeza de que ganhara os respectivos chifres, comprou um revólver e dois quilos de milho. Não estou certo se foram dois ou cinco quilos de milho. Revólver foi um só.
Chegou em casa e obrigou a mulher a ficar de quatro. Começou a jogar o milho, em gestos circulares, dizendo: "Come, galinha, come seu milho, galinha, come!".
Lembrei dessa história quando soube que a mulher de um amigo, ao chegar em casa, encontrou um enorme cartaz em sua cama com esta enigmática frase: "Papa uva tango alfa".
Ela esperou o marido chegar, mas o marido nunca mais chegou. Foi àquele lugar que, antigamente, se dizia "às vilas de Diogo". Sumiu, deixando como legado aquele cartaz e aquela misteriosa frase.
A mulher foi à polícia comunicar que o marido sumira. Investiga daqui, investiga dali, um detetive que já trabalhara numa companhia aérea lembrou-se que "papa" e "tango" eram palavras que serviam de código para as letras "p" e "t".
Para evitar confusões, os aeroviários usam letras em código. Assim sendo, o detetive descobriu que "papa uva tango alfa" significava o que o marido pensava da mulher. O alfa equivalia ao "a", e uva, embora fora do código aeronáutico, devia valer pelo "u". Decifrado o enigma, ele teve de se explicar com a mulher abandonada.
"Então, já sabe o recado que o meu marido deixou escrito para mim?" "Sei", respondeu o detetive.
"O que foi?" "Exatamente isso: papa uva tango alfa."
Fonte: Folha de S. Paulo
quinta-feira, 19 de abril de 2007
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Ele tem a força!
Brasileiros são vice em ranking de sexo

Brasileiros só ficam atrás de gregos em ranking de sexo
Os brasileiros estão em segundo lugar no ranking dos que fazem sexo com mais freqüência, de acordo com a Pesquisa Global de Bem-Estar Sexual, realizada em 26 países pela fabricante de preservativos Durex.
Os brasileiros têm uma média de 145 relações sexuais por ano, com 82% das pessoas dizendo que fazem sexo pelo menos uma vez por semana. O Brasil está bem acima da média global, de 103 vezes por ano. Os campeões de quantidade são os gregos (164 vezes). Empatados em terceiro lugar vêm os poloneses e russos (143 vezes por ano). Em último lugar está o Japão, onde apenas 34% dizem que fazem sexo pelo menos uma vez por semana.
Mas em termos de qualidade, são os nigerianos que saem na frente, com 67% dos entrevistados dizendo que estão satisfeitos com sua vida sexual. Os mexicanos vêm em seguida e os indianos em terceiro lugar. Mais uma vez os japoneses estão no fim da lista, com apenas 15% dizendo estar satisfeitos na cama. A média global de pessoas satisfeitas com sua vida sexual é de 44%.
Proximidade
A proximidade com o parceiro e a sensação de ser amado e respeitado foram apontadas como algumas das formas de se conseguir uma vida sexual satisfatória. Cerca de 80% dos entrevistados satisfeitos na cama disseram que se sentem respeitados durante o ato sexual, 37% gostariam de estar menos cansados e estressados e 36% querem ter mais intimidade com o parceiro. A primeira experiência sexual na vida de uma pessoa também apareceu como um dos fatores que podem definir a qualidade das relações ao longo da vida. A pesquisa revelou ainda que duas vezes mais homens do que mulheres têm orgasmos regularmente. A pesquisa da Durex entrevistou 26 mil pessoas em 26 países.
Fonte: BBC Brasil
Rock geriátrico da pesada
Meu querido amigo Beni manda a colaboração e nega que tenha participado das gravações. Vale a pena ver; principalmente o final.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Plim plim do Lula?
Meu amigo PV manda a gracinha abaixo:
SAIU A PROGRAMAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE TV!!!
Acaba de ser divulgada a programação da Rede pública de TV:
6:30 MST Rural - Apresentação José Rainha e João Pedro Stédile
7:00 Quatro Dedos de Prosa - papo-cabeça com o Presidente Lula;
8:00 Moda Brasil - Apresentação Marisa Letícia, hoje com episódio sobre bolsas (família, esmola, bandido, etc);
9:00 Turismo Sexual - Com a sexóloga/ministra Marta Suplicy.
10:00 Filme: Apertem os Cintos, os Controladores de voô, as companhias aéreas e até o aeroporto sumiram - estrelando Valdir Pires e Grande Elenco ;
12:00 PAC man - Estrelando Guido Mantega;
13:00 Casos de Polícia: Com Roberto Jefferson, José Dirceu, Delúbio Soares, Antônio Pallocci, o Churrasqueiro, etc, etc, etc.
14:00 A Escolinha do Professor Luizinho - Com o próprio;
15:00 Filme: Querida estiquei o PIB - com o ganhador do "oscar" - Lula da Silva
17:00 Sessão Contos de Fada: Episódio de hoje: "Nunca na História desse País" - Narração - Lulinha paz e amor
19:00 Pequenas Empresas Grandes Negócios - como ficar milionário em um mandato - A incrível História do monitor de Zoológico que se tornou mega-empresário do dia para a noite - Estrelando: Lulinha
19:30 "O gás acabou" com Evo Morales
20:00 Jornal Sensacional
21:00 Novela: "Páginas do Diário Oficial"
22:00 Filme: "Os bom companhêro " - Com Lula de novo
23:00 Mini-série: Voltas ao mundo em 8 anos;
00:00 Filosofando - Apresentação, Luís Inácio
2:00 Filme: "O Estado Sou Eu - A história de Luís XIII do Brasil" - Estrelando: é Lula de novo.
4:00 MST na madrugada - ao vivo do pontal do Paranapanema
"TV DO EXECUTIVO - 24 HORAS NO AR"
(quer dizer, se não houver pobrema com os controladores de voô)
SAIU A PROGRAMAÇÃO DA REDE PÚBLICA DE TV!!!
Acaba de ser divulgada a programação da Rede pública de TV:
6:30 MST Rural - Apresentação José Rainha e João Pedro Stédile
7:00 Quatro Dedos de Prosa - papo-cabeça com o Presidente Lula;
8:00 Moda Brasil - Apresentação Marisa Letícia, hoje com episódio sobre bolsas (família, esmola, bandido, etc);
9:00 Turismo Sexual - Com a sexóloga/ministra Marta Suplicy.
10:00 Filme: Apertem os Cintos, os Controladores de voô, as companhias aéreas e até o aeroporto sumiram - estrelando Valdir Pires e Grande Elenco ;
12:00 PAC man - Estrelando Guido Mantega;
13:00 Casos de Polícia: Com Roberto Jefferson, José Dirceu, Delúbio Soares, Antônio Pallocci, o Churrasqueiro, etc, etc, etc.
14:00 A Escolinha do Professor Luizinho - Com o próprio;
15:00 Filme: Querida estiquei o PIB - com o ganhador do "oscar" - Lula da Silva
17:00 Sessão Contos de Fada: Episódio de hoje: "Nunca na História desse País" - Narração - Lulinha paz e amor
19:00 Pequenas Empresas Grandes Negócios - como ficar milionário em um mandato - A incrível História do monitor de Zoológico que se tornou mega-empresário do dia para a noite - Estrelando: Lulinha
19:30 "O gás acabou" com Evo Morales
20:00 Jornal Sensacional
21:00 Novela: "Páginas do Diário Oficial"
22:00 Filme: "Os bom companhêro " - Com Lula de novo
23:00 Mini-série: Voltas ao mundo em 8 anos;
00:00 Filosofando - Apresentação, Luís Inácio
2:00 Filme: "O Estado Sou Eu - A história de Luís XIII do Brasil" - Estrelando: é Lula de novo.
4:00 MST na madrugada - ao vivo do pontal do Paranapanema
"TV DO EXECUTIVO - 24 HORAS NO AR"
(quer dizer, se não houver pobrema com os controladores de voô)
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Menina não entra? Eu adoro a Luluzinha e o Bolinha

Livro traz humor sutil de Luluzinha
Recém-lançado no Brasil, "O Piquinique" mostra a personagem e sua turma em aventuras cotidianas
PEDRO CIRNE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Luluzinha e Bolinha vivem em um mundo de inocência, humor e simplicidade em que as crianças são quem realmente importa. Os adultos estão por perto, aparecem e conversam, mas são coadjuvantes. É esse universo infantil, alegre e sem preocupações que é retratado no livro "Luluzinha - O Piquenique", lançado recentemente no Brasil.
Este é o terceiro álbum da editora Devir com histórias dos inseparáveis Luluzinha (Lulu Moppet, no original) e Bolinha (Thomas "Tubby" Tompkins). No ano passado, foram publicados "Luluzinha Vai às Compras" e "Luluzinha - Menina Não Entra?".
As aventuras com a pequena Luluzinha são normalmente rotuladas como histórias em quadrinhos para meninas. É uma maneira de ver: a protagonista é uma menina esperta e corajosa que foi criada por uma quadrinista mulher, Marjorie Henderson Buell (em 1935, para a revista semanal "The Saturday Evening Post"). Mas há outra forma de enxergar: são quadrinhos de humor.
Ao ler "O Piquenique", percebe-se que as histórias se baseiam em fatos cotidianos, como ir à praia, participar de uma festa de aniversário ou tomar conta de um menino alguns anos mais novo. Não são tramas mirabolantes, únicas, diferentes. São situações que qualquer um pode ter vivido.
E é aí que brota o humor: nos detalhes. São diálogos e desenhos que retratam com perspicácia a inocência do mundo infantil. Mérito de John Stanley, que escreveu e ilustrou as histórias da revista da Luluzinha de 1945 a 1961. Ele é um bom desenhista e consegue expressar emoções ou narrar piadas com poucos e sutis traços.
Stanley também é um bom roteirista. Ele criou uma história em que, após tomar uma bronca da professora, Bolinha resolve sair de casa e fugir para o México. A pé. Ou outra em que Luluzinha precisa de dinheiro para comprar um presente de aniversário para a mãe e, por isso, pede emprestado o cavalo de um amigo para empalhá-lo e vendê-lo a um museu. Em nenhum caso eles conseguem o que querem, é claro, mas isso não é o importante.
Não há maldade nas ações de Luluzinha e Bolinha. E eles não são retratados com a inteligência de adultos, o que acontece em algumas HQs protagonizadas por personagens infantis. Como muitas crianças que você conhece, eles são ingênuos, atrapalhados, solidários, às vezes competitivos. E divertidos.
Para os assaltantes noturnos de geladeiras (a para o meu amigo Vitor)

Enquanto o sono não vem, faça uma boquinha
Dormir com fome também não ajuda em nada na sua dieta
Se você é do tipo que bota um cadeado na geladeira e prefere ir para cama com o estômago roncando a ingerir qualquer tipo de comida à noite, está explicado por que o sumiço daqueles quilinhos a mais tem sido um pesadelo assustador. Dormir com fome pode ser tão desastroso quanto fazer um desmedido lanchinho noturno. Em primeiro lugar, uma noite mal dormida afeta o metabolismo.
"É durante o sono que o nosso corpo produz melatonina, um hormônio antioxidante, que vai remover os radicais livres do organismo e proporcionar uma sensação de bem-estar e relaxamento", explica a nutricionista Juliet Marzalek, de Curitiba. (alguns alimentos ajudam a espantar o estresse, conheça alguns deles). Ou seja, sua ansiedade diminui e a voracidade pela comida também. Para ter bons sonhos, fique longe de estimulantes, como o café, chocolate e álcool, que inibem a produção da melatonina.
Passar do almoço ao café-da-manhã do dia, esquecendo o jantar, derruba qualquer dieta. Aquela velha regrinha de não pular refeições e das pequenas garfadas de três em três horas continua valendo sempre. O ideal é ter jantado até as 21h. Dessa forma, o organismo terá tempo para fazer a digestão, seu estômago não ficará pesado e assim fica fácil dormir bem. (melhore a sua digestão) Para dar uma ajuda ao trabalho do aparelho digestivo, prefira alimentos mais leves e evite os gordurosos. Uma digestão lenta também colabora para uma noite insone.
Quando se está faminta, parece que não há nada mais imediatamente gratificante do que um saquinho de batata frita. Mas a verdade é que comidas gordurosas não evitam que você sinta fome por um longo tempo. Como a gordura é digerida mais lentamente, vai demorar até que os sinais de saciedade atinjam o cérebro. Ao chegarem lá, você já terá consumido mais calorias do que precisa. (existem as boas gorduras, saiba identificá-las)
Mas o que comer à noite sem botar a dieta em risco? Na hora do jantar, monte um cardápio equilibrado com um alimento de cada grupo alimentar. Mas carboidrato também pode? Oras, tudo é uma questão da quantidade certa. Duas colheres de sopa de purê de batata ou de mandioquinha combinados com uma ou uma fonte de proteína, como frango, peixe, ovos, e alguns legumes, como vagem, berinjela, brócolis ou couve-flor, mais saladas de folhas verdes são o ponto-chave para uma refeição leve e saudável.(monte uma salada caprichada e cheia de sabor)
Após o jantar: a hora crítica
No início das mudanças, deixe uma comidinha preparada para aplacar esses momentos de fome noturna após o jantar. Pode ser um iogurte ou uma fatia de pão com geléia. Porém, opte pelos tipos integrais. Rico em fibras, esses alimentos aumentam a saciedade.
As frutas também são poderosas. A frutose, o açúcar da fruta, vai direto para a circulação e ajuda a combater a gula. Um leite quentinho ou um chá de ervas com duas torradas ou um prato de sopa de legumes passados no liqüidificador. Outra alternativa é substituir doces por frutas secas como uva, banana passa, pêra, maçã ou damasco, que possuem vitaminas e fibras (fuja dos maus hábitos que acabam com sua dieta).
Se a vontade for mesmo de chocolate, você pode despistar os exageros. Permita-se comer um bombom pequeno ou encha uma tigela com frutas e coloque pedacinhos de chocolate por cima. Também vale apelar para o achocolatado. O sabor doce disfarça o desejo e o líquido dá a impressão de estômago cheio. (conheça todos os benefícios que o chocolate traz ao seu organismo).
Fonte: UOL
domingo, 15 de abril de 2007
É sempre bom lembrar!
Mais democracia, não menos
CLÓVIS ROSSI
SÃO PAULO - A prisão do bicheiro Aílton Guimarães Jorge pode servir de excelente ajuda-memória ao leitor que, desesperado pela insegurança, pela corrupção e outros problemas mais, começa a clamar para volta dos militares.
Quem é Guimarães, apelidado de "Capitão"? Foi, sim, capitão. Do Exército brasileiro. Destinado ao DOI-Codi, o brutal braço repressivo do regime militar, um dado dia, em vez de apreender um contrabando, passou a dedicar-se a ele e, em seguida, a outras atividades ilegais, já fora do Exército.
Claro que qualquer pessoa, em qualquer profissão, pode um dia tomar o caminho do crime. Mas o que funcionou como poderoso estímulo ao "capitão" Guimarães foi a licença dada pela ditadura para que o aparelho repressivo (Forças Armadas e polícias) prendesse arbitrariamente, torturasse livremente, matasse e/ou fizesse desaparecer cidadãos. Quando se permite ou até se estimula a violação da lei, em nome da defesa do Estado, fica implícito que agentes do Estado podem violar outras leis para proveito próprio. É assim que se fabricam "capitães" Guimarães, foi assim que se ampliou a corrupção no aparelho policial em geral. Mais detalhes -e abundantes detalhes- estão nos imperdíveis livros de Elio Gaspari sobre o ciclo militar.
Claro que a insegurança e o crescimento do crime organizado não se devem exclusivamente a esse fator. Mas é igualmente claro que, em matéria de insegurança, a ditadura é parte do problema, jamais parte da solução.
É verdade que a democracia não resolveu o problema. Ao contrário, foi durante a sua vigência que ele se tornou mais agudo. Mas a resposta não pode ser o retrocesso. A resposta é mais democracia, não menos democracia. Mais democracia envolve mais envolvimento do cidadão, hoje anestesiado. Dá trabalho, mas não tem substituto.
Fonte: Folha de S. Paulo
CLÓVIS ROSSI
SÃO PAULO - A prisão do bicheiro Aílton Guimarães Jorge pode servir de excelente ajuda-memória ao leitor que, desesperado pela insegurança, pela corrupção e outros problemas mais, começa a clamar para volta dos militares.
Quem é Guimarães, apelidado de "Capitão"? Foi, sim, capitão. Do Exército brasileiro. Destinado ao DOI-Codi, o brutal braço repressivo do regime militar, um dado dia, em vez de apreender um contrabando, passou a dedicar-se a ele e, em seguida, a outras atividades ilegais, já fora do Exército.
Claro que qualquer pessoa, em qualquer profissão, pode um dia tomar o caminho do crime. Mas o que funcionou como poderoso estímulo ao "capitão" Guimarães foi a licença dada pela ditadura para que o aparelho repressivo (Forças Armadas e polícias) prendesse arbitrariamente, torturasse livremente, matasse e/ou fizesse desaparecer cidadãos. Quando se permite ou até se estimula a violação da lei, em nome da defesa do Estado, fica implícito que agentes do Estado podem violar outras leis para proveito próprio. É assim que se fabricam "capitães" Guimarães, foi assim que se ampliou a corrupção no aparelho policial em geral. Mais detalhes -e abundantes detalhes- estão nos imperdíveis livros de Elio Gaspari sobre o ciclo militar.
Claro que a insegurança e o crescimento do crime organizado não se devem exclusivamente a esse fator. Mas é igualmente claro que, em matéria de insegurança, a ditadura é parte do problema, jamais parte da solução.
É verdade que a democracia não resolveu o problema. Ao contrário, foi durante a sua vigência que ele se tornou mais agudo. Mas a resposta não pode ser o retrocesso. A resposta é mais democracia, não menos democracia. Mais democracia envolve mais envolvimento do cidadão, hoje anestesiado. Dá trabalho, mas não tem substituto.
Fonte: Folha de S. Paulo
Firmino, PM barrigudo e mal preparado
A Polícia Militar precisa realmente preparar melhor os seus quadros. Hoje, no Maracanã, quase tive um problema sério com um PM chamado Firmino. Tudo porque cobrei dele atitude. Um grupo de três torcedores do Botafogo, o meu Glorioso time, achou que tinha direito de assistir a partida de pé, na arquibancada, atrapalhando a visão dos demais torcedores. Falei com os três, mas eles continuaram na mesma posição. Fui falar com o PM que não tomou nenhuma atitude. Perguntei então se teria que ligar para o Batalhão para fazer a solicitação. Aí, como sempre acontece quando esses caras lidam com pessoas de bem e desarmadas, ele cresceu e tentou me desafiar. Não dei muita bola, porque não vou perder tempo com esse tipo de gente. E sabemos bem o que pode acontecer com uma pessoa despreparada com um pedaço de pau na mão.
Firmino, que disse trabalhar há 21 anos na PM, deveria fazer um curso de boas maneiras.
Firmino, que disse trabalhar há 21 anos na PM, deveria fazer um curso de boas maneiras.
Indústria da Multa em pleno domingo!

O que leva um sujeito fantasiado de Guarda Municipal a sair de casa em pleno domingo com o objetivo de ficar multando os outros em plena esquina tranqüila de Vila Isabel, no Rio de Janeiro? O local é a Rua Maxwell esquina com a Rua Uruguai, próximo ao posto de gasolina. O homem-planta, escondido atrás de um poste, na sombra, está enchendo o bloco. Está lá há pelo menos duas horas. Será que ele ganha comissão? Será que é estimulado a fazer isso? Afinal, o sinal está funcionando, está tudo indo bem. Quando é preciso, eles não aparecem. Depois, o coronel Antunes e seus amigos da Guarda negam a existência de tal Indústria.
É bom lembrar que no local há sempre uma grande incidência de pequenos assaltos e furtos. Todos conhecem os ladrões de bicicletas (que, infelizmente, não têm o romantismo de Vittorio de Sicca) que vivem roubando na rua Maxwell. Outro dia mesmo uma mulher com duas crianças largou o carro e saiu correndo após ser assaltada por bandidos. Mas o "poder" público não está preocupado com a segurança do cidadão; está preocupado em arrecadar.
Abaixo a Indústria da Multa! Abaixo a arrecadação irregular!
Romário não é mais 11; agora é 999
sábado, 14 de abril de 2007
A morte dos jornais?

A “morte” dos jornais
é um bom negócio
Alberto Dines
A famosa matéria de capa da revista The Economist (24/8/2006) em que se anunciou a morte dos jornais foi montada basicamente com as opiniões de consultores.
Este pré (ou pseudo) necrológio do jornalismo impresso foi evidentemente escrito por jornalistas, já que consultores – porque são consultores – sabem montar impecáveis apresentações coloridas em power point, mas não se arriscariam a sentar numa redação para vivenciar os inexplorados desafios do jornalismo e, em seguida, escrever vinte parágrafos a respeito.
Na antiguidade bíblica os profetas eram marginais, não faziam parte do establishment. Por isso, eram livres para perceber as rotas de colisão armadas pelos reis, sacerdotes, generais e poderosos em geral. Os profetas do Velho Testamento não eram adivinhadores nem prestidigitadores, não faturavam para antecipar tendências, nem estavam a serviço de interesses materiais ou políticos. Quando advertiam o povo para o eventual apocalipse imaginavam que seria possível evitá-lo. Se falhassem, seriam os primeiros a ser sacrificados.
Profecia é coisa séria, o Padre Vieira que o diga. Futurólogos ou futuristas podem ser encontrados em qualquer esquina: dos caríssimos palpites do gordíssimo Hermann Kahn hoje ninguém lembra.
Discurso fácil
A matéria-prima dos descobrimentos, invenções ou inovações é constituída basicamente de aperfeiçoamentos. A humanidade, além da vocação hegeliana para preferir sínteses, é sovina, não gosta de desperdiçar suas conquistas. Prefere adicionar, agregar (para usar o verbo preferido pelos consultores). A própria noção de progresso incorpora a idéia de avanço, desenvolvimento, expansão e, raramente, de negação, abandono, obsolescência.
Do estilingue aos balísticos (passando pelo arco-e-flexa, catapulta e mosquetões), do trem a vapor ao TGV, do 14-Bis ao aerodinâmico Stealth, assim como nas biografias dos pioneiros e precursores prevalece a linha reta, somadora. Há desvios, caso do filme fotográfico abalado pelas tecnologias de reprodução eletrônica, porém ainda não descartado.
Em compensação, os moderníssimos geradores eólicos de eletricidade são os mesmíssimos moinhos de vento que, a partir da Idade Média, convertiam o trigo em farinha e contra os quais investiu o delirante Quixote. A maravilhosa criatura de Miguel de Cervantes, símbolo da liberdade de sonhar, se bem-sucedida na luta contra os enormes monstros poderia ter acabado com a utilização da energia dos ventos. O engenhoso fidalgo de la Mancha felizmente foi malsucedido – para o bem da literatura e do aproveitamento de energia limpa. Cuidado, pois, com o discurso fácil da inevitabilidade das mudanças tecnológicas radicais.
Minguados dois séculos
O papel é herdeiro da ancestral linhagem de veículos capazes de reproduzir e conservar mensagens, iniciada com a pedra, continuada pela argila, papiro, tecidos, seda, pergaminho até chegar ao papel propriamente dito. O jornal, como repositório para preservar fatos dignos de serem lembrados, tem pouco mais de 400 anos de existência [ver, neste OI, "Preto no branco, 400 anos fazendo história"]. Ainda não esgotou o seu potencial. Sobretudo naqueles recantos do mundo onde a sua tarefa civilizatória apenas começou.
Aqui chegamos ao futurismo apocalíptico de viés anglo-saxão, inventado para confundir os ingênuos que esperam novo bezerro de ouro a cada década.
Enquanto os Founding Fathers da República Americana inventavam a Primeira Emenda para evitar que uma democracia se convertesse num regime totalitário, no mesmo continente, abaixo do Equador, ainda estávamos dominados pela Santa Inquisição. Não líamos jornais, nossas tipografias eram desbaratadas pelos esbirros, os livros eram impressos além-mar.
Nosso timing é completamente diferente do americano. Os EUA, como nós, também não tiveram uma Renascença, mas gozaram plenamente os benefícios do Iluminismo. Convém lembrar que em 2008 a imprensa brasileira vai comemorar os seus minguados 200 anos de vida, e que pouco antes de produzir em Londres o primeiro veículo livre de censura do mundo lusófono, o gaúcho Hipólito da Costa foi posto no xilindró do Santo Ofício em Lisboa (1802), acusado de pertencer à maçonaria. Nosso arco histórico é outro, não adianta encurtá-lo – pode quebrar.
Natureza do papel
Não há como negar que a imprensa americana está numa penosa enrascada, mas a enrascada é endógena, resultado de circunstâncias específicas, fruto do livre-arbítrio que foi capaz de produzir formidáveis avanços junto com catastróficos retrocessos. Ao tentar reinventar-se a cada temporada, o jornalismo americano perdeu alguns dos seus atributos essenciais herdados dos ingleses.
Aquela "coisa" chamada USA Today (que tanto empolgou os futuristas tupininquins no início dos anos 1980) era uma mistificação. Fazer televisão em papel impresso só cabe na cabeça daqueles que na busca insana de novas tendências e segmentações são capazes de matar a galinha de ovos de ouro simplesmente para descobrir o que há em suas entranhas.
Os tablóides ingleses foram inventados no fim do século 19 para atender o leitor/trabalhador que utilizava o transporte de massa. Já o USA Today foi invenção dos laboratórios de marketing a pretexto de atender o leitor que vive se deslocando de um canto a outro dos EUA – imaginava-o um imbecil e só lhe oferecia fotos coloridas, resultados esportivos, previsão do tempo e meia-dúzia de notícias niveladas pelo tamanho mínimo.
A diferença de timing não está apenas entre o hemisfério norte e o sul. A mesma Economist mostrou recentemente que enquanto declina a produção de papel de imprensa nos EUA, a européia aumenta. Ligeiramente, mas não despenca.
A internet veio para ficar: é forma de participação, meio de expressão, ferramenta, veículo de informação, entretenimento e agora com a Second Life tornou-se uma espécie de existência virtual, extraterrena, tecno-esotérica. Mas as maravilhosas conquistas da web são exibidas e transcorrem na tela de um monitor, sua rival em velocidade e formato é a TV. Jornais e revistas são outra coisa. Estão contidos, dimensionados e condicionados pela natureza do papel.
Mesmo que este papel deixe de ser produzido a partir da celulose, seu substituto deverá reproduzir suas qualidades de portabilidade, acessibilidade, perenidade e, por mais paradoxal que isso possa parecer, de descartabilidade.
Utopia escravizada
O anunciado fim dos jornais é um caso clássico de auto-indução. Ou auto-intoxicação. Se a mídia impressa não acreditar em seus prognósticos, quem acreditará? Na delirante busca por novas tendências e modismos, o jornalismo impresso americano entregou-se ao conluio apocalípticos + futuristas. Anunciou o seu próprio fim e obrigou todos a acreditarem nesta história de terror.
A crise provocada pela troca geracional (ex: o envelhecimento dos baby-boomers) foi mal avaliada. As novas gerações num primeiro momento procuram romper os laços com as anteriores. Leva uma década, duas, mas em seguida os rebeldes começam ansiar por mudanças e acabam por aninhar-se nos esquemas já conhecidos, pelo menos de oitiva.
"Ser moderno no século 21 é olhar para o passado", disse o crítico francês Nicolas Bourriaud quando veio ao Brasil, em outubro de 2006. Mas os marqueteiros e farejadores de tendências nos EUA e Inglaterra imaginaram que as novas gerações haviam rompido definitivamente com o jornalismo impresso. Perceberam indícios de um fenômeno e decretaram que estava concluído.
A imprensa caiu na esparrela: como faz habitualmente, magnificou as conclusões e a sociedade americana assimilou-as por mimetismo ou macaqueação. Com preguiça de reinventar conteúdos e buscar alternativas para a ação institucional dos seus veículos, os anglo-saxões preferiram reinventar a tecnologia para produzi-los. Apostaram cegamente na possibilidade de aumentar o grau de participação das audiências certos de que a universalização do conceito blog seria suficiente para validar a web como símbolo da radicalização democrática.
Engano. Quem o comprova é o barão-tubarão Rupert Murdoch ao constatar que a internet, imaginada como uma utopia comunicativa, território livre e soberano, encontra-se hoje escravizada pelo mercado e ainda mais concentrada do que a mídia tradicional (O Globo, domingo, 8/4, pág. 33; ver "Internautas independentes são `estrelinhas numa galáxia gigante´").
Factóides sociológicos
Para o observador brasileiro é difícil verificar como ocorre nos EUA a transição dos veículos jornalísticos tradicionais para a internet. O cidadão americano médio toma suas grandes decisões exclusivamente a partir do que se informou por intermédio da web?
Uma coisa é certa: no Brasil, apesar dos jornais cada vez menos diferenciados e cada vez mais previsíveis (como afirmaram o primeiro e o recém-empossado ombdusman Folha de S.Paulo – domingo, 8/4, pág. A-8), o jornalismo na internet está longe de ser a principal fonte de critérios, juízos e até mesmo de informações elementares. Produziu avanços, é certo (este Observatório da Imprensa, há 11 anos na web, é prova disso), mas a mídia tradicional tem ainda um longo caminho a percorrer.
Nos EUA, sociedade de serviços por excelência, os consultores vivem para criar agitos, transições, transformações e outros factóides sociológicos. No Brasil, os consultores fizeram seus estragos no fim dos anos 1990. Graças a eles, aqui a Era Gutenberg mal começou. Nosso futurismo tem muito a ver com o extraordinário acervo de oportunidades perdidas.
Fonte: Observatório da Imprensa
Síndrome de Burnout. Pobres de nós, professores!

Professores sofrem de síndrome de estresse ocupacional
Tatiana Clébicar - O Globo Online
RIO - As dificuldades no trabalho estão levando professores a desenvolverem a síndrome de Burnout, uma doença de estresse ocupacional que atinge pessoas que adotaram profissões assistenciais. Segundo a pesquisadora Gisele Levy, que acaba de apresentar uma dissertação de mestrado sobre o tema na Uerj, a síndrome está crescendo. Em seu levantamento com professores da rede municipal de Niterói, no estado do Rio, Gisele observou que 70,13% deles apresentavam sinais do problema. Além dos educadores, médicos, enfermeiros e cuidadores de idosos também sofrem com o distúrbio. ( Teste aqui seu nível de estresse ocupacional. )
- A síndrome de Burnout atinge os profissionais que de alguma maneira se doam ao outro, lidam com o afeto. Os três sintomas básicos são a exaustão emocional, a falta de realização pessoal e a despersonalização - explica a pesquisadora, acrescentando que os transtornos mentais ocupam o segundo lugar como causa de afastamento dos professores de sala de aula. - Eles têm de dar aos alunos uma cota de afeto. Se não estiverem bem emocionalmente, não conseguem levar a profissão por muito tempo.
Causas do distúrbio
Quatro fatores contribuem para o problemas: físicos, interpessoais, cognitivos e ambientais:
- Diariamente eles enfrentam a falta de infra-estrutura, a necessidade de formação continuada e ainda a violência. Observamos que 86% se sentiam ameaçados em sala de aula - diz ela, ponderando que os resultados obtidos em Niterói poderiam ser replicados para o Rio de Janeiro. - No Rio, podemos supor que a situação é semelhante ou pior.
Apaixonados sofrem mais
Para ela um dado do estudo é trágico: a síndrome atinge justamente os profissionais mais apaixonados.
- Quando ele se vê diante dos alunos, ele se cobra. Acha que tem que dar uma ótima aula, estar atualizado e bem-disposto. Como não alcança o modelo idealizado, depois de várias tentativas frustadas, fica abalado física e psicilogicamente. Fica angustiado e ansioso e se distancia daquele público para tentar cumprir sua função.
Gisele explica que por se tratar de um transtorno recente ainda não foi incorporado ao Código Internacional de Doenças (CID-10), que classifica apenas o estresse ocupacional de maneira genérica.
- Vários estudos internacionais descrevem a síndrome de Burnout. Os primeiros deles são dos anos 70.
Fonte: Jornal Extra
PM só quer saber de IPVA vencido

Concordo plenamente com a carta de um leitor publicada hoje no jornal O Globo.
Quem dirige, sabe. Essas blitzen da PM não são pra coibir a violência e sim pra ver quem pagou o IPVA, quem está com o extintor de incêndio vencido e outros pequenos delitos.
Autoridade pública só quer saber de correr atrás dos pequenos delitos. É mais tranqüilo e seguro. Já os grandes...
Pano rápido.
Repórter troca a Globo por Internet
Repórter ‘top’ troca a Globo pela internet
Profissional de televisão há 26 anos, o jornalista Luiz Carlos Azenha, 48, está trocando a poderosa TV Globo por um humilde site na internet, o "Vi o Mundo", que produz sozinho. Ex-correspondente em Nova York (durante 16 anos, três deles pela Globo) e até recentemente repórter do "Jornal Nacional", Azenha se diz cansado do jornalismo que se faz na televisão e quer experimentar novos formatos na internet.
"Para mim, o formato de matéria curtinha está esgotado. Quero buscar outra forma de fazer TV pela internet", afirma.
Azenha tinha contrato com a Globo até o ano que vem. A emissora, que tem a política de não rescindir contratos, abriu uma exceção. O acordo foi desfeito, sem multa, mas Azenha teve que se comprometer, por escrito, a se dedicar a estudos (oficialmente, essa foi a razão de seu desligamento), a não se empregar na concorrência até 28 de fevereiro de 2008 e a dar prioridade à Globo para contratá-lo a partir dessa data.
O jornalista vai de fato estudar. Voltará à faculdade de história e cursará edição na internet. Mas, profissionalmente, se dedicará a seu site, de "notícias que os outros não dão". "Em breve, o site vai estrear em nova versão. Quem acessá-lo poderá postar vídeo, áudio e foto. Quem tem uma câmera e um computador como eu pode fazer uma TV na internet. Vou comandar investigações jornalísticas com internautas", diz.
Fonte: Folha de S. Paulo (coluna do Daniel Castro)
Profissional de televisão há 26 anos, o jornalista Luiz Carlos Azenha, 48, está trocando a poderosa TV Globo por um humilde site na internet, o "Vi o Mundo", que produz sozinho. Ex-correspondente em Nova York (durante 16 anos, três deles pela Globo) e até recentemente repórter do "Jornal Nacional", Azenha se diz cansado do jornalismo que se faz na televisão e quer experimentar novos formatos na internet.
"Para mim, o formato de matéria curtinha está esgotado. Quero buscar outra forma de fazer TV pela internet", afirma.
Azenha tinha contrato com a Globo até o ano que vem. A emissora, que tem a política de não rescindir contratos, abriu uma exceção. O acordo foi desfeito, sem multa, mas Azenha teve que se comprometer, por escrito, a se dedicar a estudos (oficialmente, essa foi a razão de seu desligamento), a não se empregar na concorrência até 28 de fevereiro de 2008 e a dar prioridade à Globo para contratá-lo a partir dessa data.
O jornalista vai de fato estudar. Voltará à faculdade de história e cursará edição na internet. Mas, profissionalmente, se dedicará a seu site, de "notícias que os outros não dão". "Em breve, o site vai estrear em nova versão. Quem acessá-lo poderá postar vídeo, áudio e foto. Quem tem uma câmera e um computador como eu pode fazer uma TV na internet. Vou comandar investigações jornalísticas com internautas", diz.
Fonte: Folha de S. Paulo (coluna do Daniel Castro)
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Uma bela imagem!
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Romário vai fazer milésimo gol no Aterro do Flamengo
Qual será a escolha de Romário?
Baixinho tem opções para fazer o milésimo gol. Resta saber qual será a escolha
Ao chegar ao gol 999, Romário garantiu: jogaria até o fim da participação do Vasco no Campeonato Estadual e Copa do Brasil e posteriormente encerraria a carreira. Mas nem tudo saiu como planejado. O Gigante da Colina está fora das duas competições e o milésimo gol do Baixinho ainda não saiu.
E agora? Qual será o próximo passo em busca da marca história. Enquanto as especulações aumentam, o GLOBOESPORTE.COM lista os possíveis caminhos de Romário.
Agendar um amistoso
No momento, parece o mais provável. O Vasco ficará 30 dias sem jogos oficiais e uma partida festiva no Maracanã seria ideal para resolver a novela do gol 1.000
Esperar o Brasileiro
A estréia do time cruzmaltino será no dia 13 de maio, contra o América, em Natal. Como Romário dificilmente participa de jogos fora do Rio, a participação dele nesta partida está quase descartada. No dia 20 de maio, o Vasco recebe o Sport, em São Januário. Mas o Baixinho já disse que sonha com o milésimo no Maracanã...
Aguardar um novo jogo no Maracanã
...mas se quiser esperar a oportunidade para jogar no estádio, só em junho. A próxima partida do Vasco agendada para o Maraca será no dia 3 junho, contra o Fluminense. Difícil crer que Romário terá tanta paciência.
Vestir a amarelinha
A CBF já acenou com a possibilidade de realizar um amistoso. E o Baixinho é bastante favorável à idéia. Maracanã lotado, seleção brasileira em campo e o milésimo. Tudo ótimo. Mas e o Vasco? O clube investiu pesado na festa do milésimo e sairia prejudicado. Isso sem contar no patrocinador exclusivo da festa.
Abandonar a carreira
Seria um desfecho surreal. Cansado e desgastado com a saga sem êxito, Romário poderia pendurar as chuteiras com 999 gols.
Trocar de clubeA torcida do Vasco está irritada com os prejuízos técnicos do milésimo. Então, que tal uma transferência para Flamengo ou Fluminense? Chance quase nula. A legislação da Fifa só permite que um jogador faça três mudanças de clube por ano. E Romário já está na quarta (o Vasco conseguiu uma autorização especial para inscrevê-lo no Estadual).
Fonte: Globo.com
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL21017-8168,00.html
Baixinho tem opções para fazer o milésimo gol. Resta saber qual será a escolha
Ao chegar ao gol 999, Romário garantiu: jogaria até o fim da participação do Vasco no Campeonato Estadual e Copa do Brasil e posteriormente encerraria a carreira. Mas nem tudo saiu como planejado. O Gigante da Colina está fora das duas competições e o milésimo gol do Baixinho ainda não saiu.
E agora? Qual será o próximo passo em busca da marca história. Enquanto as especulações aumentam, o GLOBOESPORTE.COM lista os possíveis caminhos de Romário.
Agendar um amistoso
No momento, parece o mais provável. O Vasco ficará 30 dias sem jogos oficiais e uma partida festiva no Maracanã seria ideal para resolver a novela do gol 1.000
Esperar o Brasileiro
A estréia do time cruzmaltino será no dia 13 de maio, contra o América, em Natal. Como Romário dificilmente participa de jogos fora do Rio, a participação dele nesta partida está quase descartada. No dia 20 de maio, o Vasco recebe o Sport, em São Januário. Mas o Baixinho já disse que sonha com o milésimo no Maracanã...
Aguardar um novo jogo no Maracanã
...mas se quiser esperar a oportunidade para jogar no estádio, só em junho. A próxima partida do Vasco agendada para o Maraca será no dia 3 junho, contra o Fluminense. Difícil crer que Romário terá tanta paciência.
Vestir a amarelinha
A CBF já acenou com a possibilidade de realizar um amistoso. E o Baixinho é bastante favorável à idéia. Maracanã lotado, seleção brasileira em campo e o milésimo. Tudo ótimo. Mas e o Vasco? O clube investiu pesado na festa do milésimo e sairia prejudicado. Isso sem contar no patrocinador exclusivo da festa.
Abandonar a carreira
Seria um desfecho surreal. Cansado e desgastado com a saga sem êxito, Romário poderia pendurar as chuteiras com 999 gols.
Trocar de clubeA torcida do Vasco está irritada com os prejuízos técnicos do milésimo. Então, que tal uma transferência para Flamengo ou Fluminense? Chance quase nula. A legislação da Fifa só permite que um jogador faça três mudanças de clube por ano. E Romário já está na quarta (o Vasco conseguiu uma autorização especial para inscrevê-lo no Estadual).
Fonte: Globo.com
http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL21017-8168,00.html
Taxista blogueiro deu entrevista para alunos da FACHA


O taxista blogueiro Jorge Schweitzer, destaque na coluna "Gente Boa", de Joaquim Ferreira dos Santos, deu entrevista hoje de manhã para os alunos da FACHA, em Botafogo. A entrevista será publicada em breve no Jornal Laboratório da Faculdade. Antes e depois da entrevista, Jorge postou o assunto no blog dele. Quem quiser ler, é só acessar:
http://blogdoprofessorpc.blogspot.com/
ou ir direto no blog "Táxi em Movimento"
http://jorgeschweitzer.spaces.live.com/
terça-feira, 10 de abril de 2007
Jornal de Debates no Olhar Digital

O site Olhar Digital produziu um vídeo sobre o Jornal de Debates, no qual o escriba aqui é um dos editores. O vídeo tem 1 minuto e 45 segundos. Quem quiser conhecer o Jornal de Debates, é só navegar no endereço a seguir:
http://olhardigital.uol.com.br/centralvideos.php?VideoID=1019
Jornal de Debates
Um site para discussões polêmicas sobre diversos temas
O site Jornal de Debates, surgiu de uma idéia do jornalista Paulo Markun colocar em pauta assuntos polêmicos, do dia-a-dia e outros. Personalidades e figurinhas carimbadas fazem parte da extensa lista de colaboradores do site. Alguns exemplos são o cineasta Cacá Diegues, o médico Drauzio Varella, o economista Eduardo Gianetti da Fonseca, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o jogador Sócrates. Você também pode ser um colaborador, basta se cadastrar na página e enviar seu primeiro texto,que será avaliado pelos editores. Se for aprovado sua coluna é publicada, a partir daí a publicação é feita diretamente sem intermediação dos jornalistas.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
O dentista porcalhão!

Dentista inglês urina na pia do consultório antes de tratar paciente
Porcalhão não lavava as mãos nem colocava luvas.
Ele ainda usava os instrumentos para limpar as unhas e o ouvido.
Um dentista britânico foi condenado nesta quinta-feira (5) por urinar na pia do consultório e por usar os instrumentos para tirar sujeira das unhas e cera do ouvido. Além disso, ele não costumava usar luvas nem lavar as mãos ao tratar os pacientes.
O tribunal médico que julgou o caso afirmou estar satisfeito com as evidências apresentadas contra o doutor Alan Hutchinson, de 51 anos. E concluiu que ele pôs em risco sua própria saúde, a de seus funcionários e a dos pacientes durante 28 anos.
Uma assistente, que trabalhou para o doutor Alan durante 16 anos, disse que flagrou o porcalhão urinando na pia mais de uma vez.
"Ele guardou algo em suas calças e rapidamente subiu o zíper. Eu estava atrás dele e na hora não liguei, mas quando ele se movimentou para a esquerda, senti o cheiro da urina", disse ela ao tribunal.
Os hábitos asquerosos do dentista foram considerados inadequados à prática da odontologia. Ele teve o registro cassado.
"Urinar na pia do consultório, não lavar as mãos e depois tratar o paciente - esse comportamento é completamente inaceitável", anunciou o presidente do tribunal antes de banir o "doutor nojeira" da profissão para sempre.
Fonte: G1
Ah se a moda pega!

Descontente com o corte de cabelo, cliente mata barbeiro em Brasília
Calrismundo Pereira da Costa, 49, foi morto na manhã do último sábado (7) em Samambaia, Distrito Federal.
Costa, que trabalhava há quatro anos como barbeiro na região, foi assassinado após uma discussão com um cliente, Carlos Eduardo Pereira dos Santos, 20. Segundo testemunhas, Santos, que há tempos era cliente de Costa, não teria gostado do cabelo e o barbeiro teria dito que não poderia refazer o corte naquele momento.
Contrariado, o rapaz disse que iria até sua casa buscar dinheiro, mas voltou com um revólver e o disparou contra Costa, que atingido, ainda tentou correr para a casa da filha Ediluíza, mas acabou morrendo. 0 32° DP investiga o caso e tenta capturar o suspeito do crime, que está foragido.
Fonte: IG (Walter Oliveira da Luz Neto)
Chope por e-mail
Antigamente eles botavam o paletó na cadeira
domingo, 8 de abril de 2007
sábado, 7 de abril de 2007
Pros tios do blog
Esse eu "pesquei" no blog do meu amigo e "sócio" Sebastião Martins. Quer ver mais? É só ir num dos links recomendados que publico do lado direito.
Da nova série: amador só faz m...
O sofotão é da rima

Meu querido amigo, fotógrafo e professor Márcio Riscado está com blog no ar. Pra quem gosta de fotografia e é bem-humorado, imperdível. Vale a pena visitar.
http://sofotao.blogspot.com/
sexta-feira, 6 de abril de 2007
A Palestina fica aqui

Eixo do bom-humor
LUCAS MENDES
Bem antes do 11 de Setembro, o show era conhecido como Noites das Arábias: três comediantes árabes, um judeu e uma dançarina do ventre no palco.
A concepção da Noite das Arábias foi de uma judia, Mitzi Shore, do Comedy Store de Los Angeles. Deu certo desde o começo.
O ataque às Torres estemeceu o grupo, mas Mitzi insisitiu que subissem ao palco na sexta-feira, três dias depois da tragédia. Foram bem recebidos.
O noticiário das guerras no Iraque e Afeganistão piora, as ofertas de trabalho e os contratos dos comediantes melhoram. O judeu e a dançarina deixaram Noites das Arábias, e, inspirado no discurso do presidente Bush, o grupo agora é conhecido como Eixo do Mal - O Tour da Comédia.
Todos na mira
Max Jobrani é iraniano-americano. Ahmed Ahmed é egípcio-americano. Aron Kader é palestino-americano.
Um empresário já propôs a eles fazer um show "ao vivo" da Faixa de Gaza. Negativo. Seria morte certa.
As piadas não perdoam americanos, nem árabes, nem judeus. No mundo árabe, seriam fechados antes de abrir, mas aqui os shows estão quase sempre esgotados com antecendência e a platéia, em geral, é metade árabe, metade americana.
As vaias e os protestos são raros, mas acontecem. Num show perto de uma base militar, uma mulher, meio de porre, interrompia sem parar com insultos raciais. Ahmed perguntou: "A senhora é pró-Bush?". Ela não respondeu e foi silenciada a vaias. Pegou a bolsa e foi embora.
Problemas
Os maiores problemas de Ahmed não são no palco. Ele tem o mesmo nome de um terrorista que está na lista dos cinco mais procurados pelo FBI. O nome dispara as luzes vermelhas quando ele faz o check-in nos aeroportos. Os agentes aparecem de todos os cantos e Ahmed se defende com recortes de jornais, CDs e DVDs da sua vida de comediante.
Às vezes, os agentes pedem que ele conte piadas. Ele conta, mas nem sempre escapa. Em Las Vegas, foi preso por um um policial mal-humorado e levou 12 horas para ser solto. Reuniu um bom material entre os presos e sua experiência hoje faz parte do show.
Aron Kader, palestino, às vezes se depara com um judeu bravo. Um deles
interrompeu o show com a pergunta: "Onde fica a Palestina? Mostre no mapa!".
Aron silenciou o judeu apontando para a própria cabeça e o coração: "A Palestina fica aqui". Aplausos para o palestino, vaias para o judeu.
Osama Bin Laden e Al-Qaeda não são assuntos proibidos. Com o tempo, tragédias viram comédias.
Aron conta como era divertido passar férias nos campos do Osama quando era criança. Uma das brincadeiras favoritas era tomar e queimar a bandeira americana.
Os três comediantes sabem que jamais poderiam levar o show para a maioria dos países árabes, e na Palestina seriam fuzilados sem saber qual a fonte do disparo.
Numa apresentação em Dubai, o dono da casa de espetáculos censurou várias passagens de deboche aos sauditas.
Os três sabem também que Eixo do Mal - O Tour da Comédia está incompleto. "Se conseguíssemos um comediante da Coréia do Norte, ficaríamos milionários, diz Ahmed. "Além do presidente, será que existe algum norte-coreano engraçado?".
Fonte: BBC Brasil
a piauí é aqui


piauí nova nas bancas. Estou lendo. Vim navegar e descobri que a matéria que mais gostei, das que li até o momento, está na rede. Vale a pena ler.
Um trabalho de pontos, vírgulas e interrogações
A rotina de uma escritora que escreve de tudo por encomenda e tem clientes até na USP
Maria Lopes
No começo da carreira, Maria Lopes, paulistana formada em taquigrafia, dizia que seu trabalho consistia apenas em digitar textos, e fazer cartões de visita, em computadores 386. Aos poucos, acrescentou a elaboração de convites, currículos, etiquetas, folhetos, impressões, design de imagens, estampagem em camisetas, transcrições de fitas K-7, apresentações em slides, scanners de fotos, instalação de programas, revisões ortográficas e gramaticais, elaboração de resumos de textos e de livros e traduções. Mais adiante, seu folheto de divulgação foi incrementado com o oferecimento de resenhas de livros, revisão de textos acadêmicos conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas, a ABNT, ou elaboração total de monografias inéditas, artigos, ou TCC (trabalho de conclusão de curso) de qualquer área.
Ela pode até ouvir a voz dos puristas dizendo: Ih, que horror de trabalho! “Entre eles”, acrescenta hoje essa paulista de 53 anos, com dois filhos, “estão muitos dos que levam para casa canetas da empresa e, disfarçadamente, comem umas uvinhas no supermercado. Para todos, digo que entendo meu trabalho como o de uma cozinheira, que recebe encomendas de doces e salgados: entrego o bolo, o cliente paga, leva e, a partir daí, faz o que bem entende com o produto. Pode jogar tudo fora, ou só a cobertura. Pode usar a base e colocar um creme novo e cerejas. Ou pode dizer que foi ele quem fez e promover a maior festança.”
Para resguardar a identidade dos clientes, Maria Lopes disfarçou as características deles no seu diário. Os acontecimentos, no entanto, ocorreram conforme o relatado. Para os títulos, escolheu nomes similares aos de alguns trabalhos que fez em épocas anteriores.
SEXTA-FEIRA, 2 DE MARÇO
Parece que este mês não será diferente dos outros. Tenho agendados quatro trabalhos com prazos curtos e dois com prazos mais longos. Depois de tomar café e estender a roupa, é melhor começar pela resenha, já que é um livro tão fino quanto Quem mexeu no meu queijo e não parece tão complicado quanto Estrutura e função da linguagem, da maior autoridade em lingüística gramatical sistêmica, o britânico Michael Halliday. Com certeza é menos medonho do que Introdução à Visão Holística, que queria que eu “vibrasse com o Universo”. Era só desenvolver o hemisfério direito do cérebro, e penetrar no meu eu profundo, para virar Deus.
SÁBADO, 3
Passei a madrugada lendo e consegui acabar a digitação da resenha de manhãzinha. Como o aluno vem buscá-la daqui a pouco, vou aproveitar o dia para limpar a casa, lavar e passar a roupa acumulada, dar uma chegada no mercado e comprar a tinta da impressora na papelaria, para imprimir os convites de casamento da vizinha. Ela ficou de me trazer os convites em branco assim que os comprar, na praça da Sé. A vida está tão difícil que o jeito é economizar de tudo quanto é jeito.
Onze da noite, chegou a hora de comer alguma coisa enquanto leio Dibs, em busca de si mesmo, ótimo trabalho da psicóloga Virgínia M. Axiline. Depois, ficarei no computador por um bom tempo e começarei revisão de um TCC de marketing. Devo entregá-lo daqui a oito dias. Sempre fico ansiosa com os prazos. É difícil descobrir se vou conseguir terminar a tempo, já que tudo depende do assunto. Além disso, preciso estar sempre contornando problemas de formatação, principalmente quando há desenhos e tabelas. Isso toma tempo. Mas nunca entreguei nada fora do prazo. Vejo isso como ponto de honra, assim como mostrar um trabalho caprichado, coerente e com o menor número de erros. Dentro do possível.
A revisão está demorando. Preciso tomar cuidado com a gramática e o ritmo (é haja vista ou haja visto? Ponho ponto e vírgula ou começo um parágrafo novo?). A formatação foi fácil: só precisei seguir o manual da faculdade e as normas da ABNT. Já o assunto do trabalho é muito chato, como é chata toda a área de administração e marketing. O título: As características do profissional de marketing do século XXI. Preferia mil vezes que fosse de direito, psicologia ou pedagogia, minhas matérias preferidas. Adorei quando tive que revisar Crime, prisão e penas. Ficou um trabalho de dar gosto.
São duas da manhã. Decido fazer uma pausa para ler Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes, da psicanalista Violet Oaklander, para fazer a outra resenha agendada. Depois, é passar o resto da madrugada folheando revistas da minha imensa pilha, em busca de artigos sobre responsabilidade social e terceirização -- assuntos incompatíveis, por sinal.
Para quem não sabe como se dá a atividade de “folheador” – verbete que deveria constar do dicionário Aurélio, mas ele morreu antes de poder fazê-lo –, eu explico: trata-se de sentar no chão da sala, retirar do armário uma revista da primeira pilha de 2006, olhar o índice em busca da palavra-chave, encontrar a reportagem ou artigo, ler e separar o dito cujo em pilhas bem equilibradas classificadas como “vai servir” e “irrelevante ou sem conteúdo”. Após alguns dias, o folheador obterá bons textos, de autores conceituados, para serem citados nos trabalhos acadêmicos. Senão, terá que apelar para um arquivo de recortes de jornais previamente numerados, e precedidos de uma folha com índice analítico. E atenção: procure não comprar as três revistas semanais tops, porque não irão ajudar grande coisa. A não ser que você queira falar de marketing e moda.
DOMINGO, 4
Ah, não! Acabo de olhar os meus e-mails e meu gerente de negócios pediu que interrompesse o que estou fazendo, para dar uma força a uma cliente desesperada: ela vai ter que pagar um semestre inteiro se não aprovarem a monografia que ela já fez. Como ela não tem muitas condições financeiras, não vou receber o valor de costume. E o pior: tenho sete dias para dar um jeito nas cinqüenta folhas! Fazer o quê? Tenho por pressuposto que preciso ganhar dinheiro, mas acima de tudo devo ajudar: a) cliente que trabalha fora, estuda à noite e tem família (o preço deve ser menor); e b) se, além disso, é mãe e tem jornada dupla (baixo mais um pouco). No caso de ser categoria c) gente que não trabalha, é jovem, solteiro e estuda na PUC, Mackenzie, Santa Marcelina ou faculdade bizarramente cara, eu cobro o dobro. Meu lema é “tire dos ricos para dar aos pobres”, e com isso consigo “democratizar” meu trabalho. Na verdade, o que faço é um luxo para poucos.
QUARTA-FEIRA, 7
Adorei fazer a revisão. Era um trabalho sobre dislexia em crianças do ensino fundamental. Precisei usar muita criatividade. O texto estava confuso, mas não tinha nada copiado da internet, como é comum. Sempre procuro checar isso. Infelizmente, era tamanha a falta de fontes e, além disso, copiadas sem nexo, que não deu para aproveitar uma boa parte. Cadê o professor de metodologia dessa faculdade?
Ao final, precisei inserir dezoito folhas novas no lugar do material deletado. Para tanto, peguei meus livros e textos sobre o assunto – tenho caixas e caixas de livros que ganhei, peguei no lixo ou comprei numa entidade beneficente –, e elaborei tópicos condizentes, sem deixar de considerar a linha de pensamento e a forma do cliente se expressar. Na conclusão, e no resumo de 250 palavras, não resisti e dei meu toque final no estilo “educação para todos”. Em seguida, pedi a minha filha para corrigir meu Abstract, o resumo transcrito para o inglês. Tenho lá minhas fragilidades e, nesse caso, peço ajuda, ou então digo ao cliente, com antecedência, que o negócio está acima das minhas forças.
Faço esse tipo de elaboração de trabalho inédito há anos, desde o dia em que descobri que os resumos de livros, pedidos por um mesmo aluno, passo a passo tomavam a aparência de uma monografia de conclusão de curso. Ficou óbvio porque, logo a seguir, ele veio me pedir um paralelo comparativo entre os resumos. Então vi que era melhor assumir de vez meu lado ghost writer.
Daí a fazer uma monografia inteira, recebendo apenas o tema do cliente, foi um passo. Comecei a escrever sobre qualquer coisa, de acordo com a demanda do “mercado”. Dormia lendo Philip Kotler, o papa do marketing, e acordava para atacar Freud, almoçava devorando Sócrates e nem acreditava quando me traziam Como se faz uma tese, do Umberto Eco. Esse livro foi tão gostoso de ler que disse à cliente que eu é que deveria estar pagando! Acabei ganhando o livro de presente e o passei para outro cliente que estava precisando. Sempre empresto meus livros, sem custo e de bom grado, para quem precisa... mas foi assim que perdi todos os meus Serpa Lopes! Você, você mesmo que me lê, vê se me devolve, seu ladrão. E, se está com medo de passar carão, então entrega na biblioteca mais próxima como doação, senão invocarei contra você todas as maldições que estão no Tristram Shandy, do Sterne, ouviu?
Dessa forma, descobri minha vocação. Vivo feliz trabalhando com o que mais gosto, livros, e até consegui realizar um de meus sonhos: arrumar uma biblioteca. Me senti a própria Guilherme de Baskerville, de O Nome da Rosa, de saias, ainda mais que foi para uma instituição de religiosos franciscanos.
Quer ler mais?
http://www.revistapiaui.com.br
quinta-feira, 5 de abril de 2007
O Gol 1.000 do Romário

Meu amigo de longa data Amaury Santos mandou a foto do Gol 1.000 do Romário. Agora eu acredito.
Ejá que falamos no assunto, um texto que publiquei no Jornal de Debates
www.jornaldedebates.com.br
O Rei sou eu
Paulo Cezar Guimarães
Diz a lenda do futebol que uma vez jogavam Santos e Vasco e o segundo ganhava do primeiro de 1 a 0. Fontana, zagueiro do Vasco, tri-campeão do mundo em 1970 na reserva de Piazza, era um zagueiro vigoroso, mas pouco técnico e resolveu tirar onda com Pelé. Bem próximo ao Rei do Futebol, chamou seu companheiro de zaga, Brito, titular da mesma seleção e perguntou:
“E aí, Brito? Você ouviu falar num tal de Rei?”.
Brito, cauteloso e preocupado, respondeu:
“Deixa disso, Fontana. Não provoca o homem!”.
Pelé ouvia calado. Fontana insistiu:
“Ouviu ou não ouviu falar? Eu não estou vendo Rei nenhum...”.
Faltando poucos minutos para acabar o jogo, Pelé fez dois gols e decidiu a partida. Antes de sair de campo, olhou para Fontana e disse:
“O Rei sou eu!”.
Sou um privilegiado. Vi Pelé jogar e vi Romário jogar. Mas vi também Reinaldo Rei, Paulo César Caju, Maradona, Zico, Beckenbauer, Falcão, Sócrates, Jairzinho, Rivelino, Gerson e, mais recentemente, Ronaldinho Gaúcho. Vi muito pouco Garrincha e Nilton Santos, em final de carreira. Ouvi falar de Di Stefano, de Puskas, de Zizinho, Ademir e Jair Rosa Pinto. Romário disse na televisão que depois de Pelé, vem ele. Seguido de Maradona e, depois de pensar muito, Zico. É. Pode ser.
Ontem eu vi o Romário na tevê. Contra o meu time, o Botafogo. A festa já estava pronta desde a segunda-feira passada, depois que Romário não conseguiu fazer o milésimo gol contra o Flamengo. Achavam que era “carta marcada”, “fato consumado” etc. Levaram um troféu horroroso para dentro de campo, a família do Romário recebeu crachás comemorativos e a torcida do Vasco compareceu em peso ao Maracanã. Tudo pronto para a festa. Chegaram a colocar uma rampa de acesso das cadeiras para o campo. O juiz disse que o jogo poderia ser interrompido para as comemorações.
Como sempre acontece nessas situações, não lembraram de combinar com o adversário. E esqueceram que Márcio Theodoro não joga mais no Botafogo e que Romário não é Pelé.
Manchete de hoje no jornal O Dia: “Gol 1.000 no Fogão? É ruim, hein...”.
Você trocaria a Catherine Deneuve por um Fusca?


Maioria dos homens trocaria namorada por carro dos sonhos
A enquete, realizada pela MTV britânica antecipando a estréia da versão local do programa Pimp My Ride, também exibido no Brasil, mostrou ainda que 55% dos entrevistados consideram seus carros como prioridade em suas vidas.
Apenas 16% deles colocaram suas namoradas no primeiro lugar da lista.
A sondagem entrevistou mil donos de carros da Grã-Bretanha, com idades entre 16 e 24 anos.
Linhas femininas
A pesquisa concluiu ainda que os homens querem que seus carros "reproduzam" o corpo de suas mulheres ideais, pois muitos admitiram que se atraem pelo design mais feminino de alguns modelos.
No entando, 75% dos entrevistados disseram preferir as formas de uma Ferrari às curvas da atriz britânica Kelly Brook.
Os britânicos revelaram também que passam, em média, 4 horas e 29 minutos por semana fazendo pequenos reparos, polindo e "enfeitando" seus carros - em comparação com a média de 3 horas e 42 minutos dedicadas aos cuidados com o próprio visual.
Por fim, 67% dos homens disseram preferir o ronco de um possante motor V8 contra 33% que gostariam mais de se aninhar ao som do ronronar de uma mulher.
Fonte: BBC Brasil
quarta-feira, 4 de abril de 2007
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Artigo no Jornal de Debates: "O Rei sou eu"

"O Rei sou eu" ou “Gol 1.000 no Fogão? É ruim, hein...”
Paulo Cezar Guimarães
Diz a lenda do futebol que uma vez jogavam Santos e Vasco e o segundo ganhava do primeiro de 1 a 0. Fontana, zagueiro do Vasco, tri-campeão do mundo em 1970 na reserva de Piazza, era um zagueiro vigoroso, mas pouco técnico e resolveu tirar onda com Pelé. Bem próximo ao Rei do Futebol, chamou seu companheiro de zaga, Brito, titular da mesma seleção e perguntou:
“E aí, Brito? Você ouviu falar num tal de Rei?”.
Brito, cauteloso e preocupado, respondeu:
“Deixa disso, Fontana. Não provoca o homem!”.
Pelé ouvia calado. Fontana insistiu:
“Ouviu ou não ouviu falar? Eu não estou vendo Rei nenhum...”.
Faltando poucos minutos para acabar o jogo, Pelé fez dois gols e decidiu a partida. Antes de sair de campo, olhou para Fontana e disse:
“O Rei sou eu!”.
Sou um privilegiado. Vi Pelé jogar e vi Romário jogar. Mas vi também Reinaldo Rei, Paulo César Caju, Maradona, Zico, Beckenbauer, Falcão, Sócrates, Jairzinho, Rivelino, Gerson e, mais recentemente, Ronaldinho Gaúcho. Vi muito pouco Garrincha e Nilton Santos, em final de carreira. Ouvi falar de Di Stefano, de Puskas, de Zizinho, Ademir e Jair Rosa Pinto. Romário disse na televisão que depois de Pelé, vem ele. Seguido de Maradona e, depois de pensar muito, Zico. É. Pode ser.
Ontem eu vi o Romário na tevê. Contra o meu time, o Botafogo. A festa já estava pronta desde a segunda-feira passada, depois que Romário não conseguiu fazer o milésimo gol contra o Flamengo. Achavam que era “carta marcada”, “fato consumado” etc. Levaram um troféu horroroso para dentro de campo, a família do Romário recebeu crachás comemorativos e a torcida do Vasco compareceu em peso ao Maracanã. Tudo pronto para a festa. Chegaram a colocar uma rampa de acesso das cadeiras para o campo. O juiz disse que o jogo poderia ser interrompido para as comemorações.
Como sempre acontece nessas situações, não lembraram de combinar com o adversário. E esqueceram que Márcio Theodoro não joga mais no Botafogo e que Romário não é Pelé.
Manchete de hoje no jornal O Dia: “Gol 1.000 no Fogão? É ruim, hein...”.
Leia também no Jornal de Debates (www.jornaldedebates.com.br):
Luiz Mendes, Washington Rodrigues, Juca Kfouri, Milton Neves, Maurício Menezes, Gustavo Nagib, Adriano Chagas e Sérgio Du Bocage.
Heil Wilson!

Veja ilustre leitor o inusitado projeto (pra ser educado) que o belo tipo faceiro da foto acima apresentou na Câmara dos Veradores do Rio de Janeiro.
Anauê!!!
(Quem enviou a dica foi a aluna Isabelle Ramos)
PROJETO DE LEI Nº 1044/2007
“ESTABELECE ESTÍMULOS E PROTEÇÃO À
BOA GERAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DE
FAMÍLIAS SADIAS”.
AUTOR: VEREADOR WILSON LEITE PASSOS.
A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
DECRETA:
Art.1º - Todo casal que – visando a geração de prole sadia subordinar-se às disposições da presente Lei, terá assegurados – igualmente aos filhos assim resultantes de sua união – a proteção e os benefícios da Municipalidade, na forma a seguir estabelecida.
Art. 2º - Os filhos dos casais que fizerem exame pré-nupcial e atenderem à orientação e acompanhamento pré e post natal, em caráter constante, em órgãos próprios da Municipalidade, visando possibilitar geração sadia e boa formação familiar médico-social – segundo normas a serem definidas pela Secretaria de Saúde – ademais de outros benefícios que venham a ser concedidos pelo Município, terão assegurados os seguintes:
I) além da gratuidade em todos os níveis de ensino – inclusive profissional – de Municipalidade, preferência para matrícula;
II) fornecimento gratuito de todo equipamento didático, durante os anos de estudo oficial;
III) acompanhamento e atendimento médico-social até a maioridade, enquanto estudantes.
Parágrafo Único: A Prefeitura deverá promover convênios com Entidades particulares ou Oficiais, Estaduais ou Federais, no sentido de possibilitar a matrícula preferencial e o estudo gratuito, dos beneficiários desta Lei, em Estabelecimento Superiores de Ensino.
Art.3º - Aos pais, nas condições referidas nesta Lei, serão assegurados, pela Municipalidade:
I)Permanente acompanhamento e atendimento médico-social gratuitos visando, sobretudo, a saúde e a estabilidade familiar;
II)Quando contribuintes -pessoa física -com renda mensal não superior a 10(dez) salários mínimos, redução da tributação devida, em percentual a ser estabelecido anualmente pelo Poder Executivo, nunca inferior a 20%.
Art.4º - A Secretaria Municipal de Saúde ou outro órgão que venha a substituí-la na consecução de suas atuais finalidades, criará a Ficha de Acompanhamento Familiar destinada a conter amplo e constante histórico médico-social da Família que se constitua atendendo às normas e objetivos desta Lei
Art. 5º - Anualmente, a Prefeitura realizará, por intermédio da Secretaria de Saúde – que estabelecerá normas a respeito – concurso denominado Renato Kehl, destinado a premiar as crianças de diversas faixas etárias, até 07 (sete) anos de idade, cadastradas na Ficha de Acompanhamento Familiar, que sejam selecionadas como mais representativas, em Termos de Saúde geral e, após 07 (sete) e até 15 (quinze) anos, por intermédio da Secretaria de Educação, aquelas de melhor aproveitamento intelectual.
Art.6º - O Executivo Municipal, para cumprimento desta Lei, além de outras providências que venha a adotar, deverá restabelecer o Serviço Municipal de Eugenia, na forma da Lei Municipal nº 881 de 27.11.1956 –do antigo Distrito Federal, hoje Município do Rio de Janeiro
Art. 7º - Para cumprimento e consecução das disposições desta Lei – além de recursos orçamentários a serem previstos e estabelecidos anualmente – fica a Prefeitura autorizada a realizar entendimentos e Convênios com Entidades privadas ou outras que possam contribuir, por diversas formas, inclusive financeiras.
Art. 8º - Perderão os benefícios desta Lei, os pais que, dando continuidade a geração familiar, deixem de cumprir, a qualquer tempo, as normas estabelecidas pelo Município, consoante esta Lei
Art. 9º. - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Plenário Teotônio Villela, 06 de março de 2007.
Wilson Leite Passos
Vereador
domingo, 1 de abril de 2007
Crise na Carta Maior. Estou fazendo a minha parte
Crise: Agência Carta Maior pede ajuda de seus leitores para evitar fechamento
Em editorial publicado em seu site no último dia 28, a Agência Carta Maior pede a ajuda de seus leitores para evitar seu fechamento.
Em carta assinada pelo editor-chefe Flávio Aguiar, são apresentadas duas formas de o leitor auxiliar na manutenção da Agência: a divulgação dos editoriais, para que mais pessoas possam saber da situação e enviar seus comentários, e o cadastro no site, para que com um base maior de assinantes e acessos "empresas e demais entidades que trabalham com publicidade ou patrocínio em relação a este tipo de veículo se dêem conta de sua importância".
O editorial afirma, ainda, que a atual situação da Carta Maior é a mesma da maioria dos veículos de comunicação da imprensa alternativa, e que debater esta questão é de extrema importância para a "democracia da comunicação".
Fonte: Portal Imprensa
Em editorial publicado em seu site no último dia 28, a Agência Carta Maior pede a ajuda de seus leitores para evitar seu fechamento.
Em carta assinada pelo editor-chefe Flávio Aguiar, são apresentadas duas formas de o leitor auxiliar na manutenção da Agência: a divulgação dos editoriais, para que mais pessoas possam saber da situação e enviar seus comentários, e o cadastro no site, para que com um base maior de assinantes e acessos "empresas e demais entidades que trabalham com publicidade ou patrocínio em relação a este tipo de veículo se dêem conta de sua importância".
O editorial afirma, ainda, que a atual situação da Carta Maior é a mesma da maioria dos veículos de comunicação da imprensa alternativa, e que debater esta questão é de extrema importância para a "democracia da comunicação".
Fonte: Portal Imprensa
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