sábado, 13 de janeiro de 2007
Pra quem viveu e pra quem não viveu os anos 60 ("Samba pa ti", Santana)
Considero essa uma das mais belas canções do mundo. Junto com "Yesterday", "Rain and tears", "He ... he´s my brother", "Georgia on my mind" e mais de meia dúzia de outras.
Aqui uma gravação especial que pesquei no youtube.
Boa noite. Bom domingo.
Pra quem viveu e pra quem não viveu os anos 60 (Yellow River)
Caraca! Consegui Christie cantando "Yellow River". Só que acho que essa já é dos anos 70.
Pra quem viveu e pra quem não viveu os anos 60 (The Byrds)
Muita gente considera os Byrds melhores do que os Beatles. Era a banda favorita de Bob Dylan. "Mr. Tambourine man" com Byrds é melhor do que com o próprio autor (pode ser vista também no You Tube). Sou fã. Procuro sempre ouvir. O grande barato do You Tube é esse. Botei Byrds (uns escrevem Birds) achando que ia dar em nada. Vou virar freguês. Nunca tinha visto os irmãos Mc Guinn ao vivo. E ainda tem o jovem David Crosby.
E a Dani ainda queria tirar o nosso prazer por ter dado prazer a outro!
Pra quem viveu e pra quem não viveu os anos 60
Essa fui pesquisar no fundão do baú. Hermans Hermit´s canta "Theres a kind of rush".
Quer dar pra repórter? Vá estudar. Se não, xadrez

Deu no Comunique-se:
O juiz Richard Fernando Silva deu voz de prisão ao repórter Silvério Netto, no dia 14/12, por atividade ilegal de profissão, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o diploma não é necessário para o exercício do jornalismo. O Comunique-se teve acesso ao boletim de ocorrência da prisão do jornalista (imagens) que diz claramente que ele foi preso por “Exercício Ilegal da Profissão”.
O documento confirma a informação que o Comunique-se veiculou sobre a prisão do jornalista, que não tem diploma. "Solicitados pelo juiz de direito do Juizado Especial, Dr. Richard, comparecemos no local". Logo depois, o texto confirma que o juiz interrogou o repórter no momento em que ele lhe perguntou sobre o destino dos recursos do tribunal. "Tendo identificado como repórter, sem, contudo, preencher os requisitos exigidos por lei", afirma.
Cuidado Gilssão! Tenho um grande amigo e brilhante professor de excelente texto, mas que pensa que pode dar pra repórter sem fazer faculdade de Jornalismo. A discussão é antiga. Afinal: quem pode dar pra repórter? Precisa de diploma pra dar pra repórter?
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Deu no BBC Brasil (Só pode ser pegadinha)

'Guantánamo é prisão-modelo', diz autoridade dos EUA
Marta Hontoria
De Washington
EUA começarão a julgar os detidos em Guantánamo neste ano
O principal responsável pela política de detenções dos Estados Unidos, Charles Stimson, afirma, em entrevista à BBC, que a prisão de Guantánamo é um "modelo" no tratamento humanitário de seus presos. (...)
E Bagdá a capital ideal pra se passar as férias.
Uma homenagem (Paulo César, o prefeito da FACHA)
Não importa sobrenome, importa o homem. Procuro sempre veicular humor no nosso blog. Mas não poderia deixar de registrar minha humilde homenagem a um profissional competente, atencioso e dedicado. Grande botafoguense.
Valeu "xará"! Você vai fazer falta aqui. E vê se fala com o homem aí no céu pra dar um jeito aqui na terra. Como diria Francis e Chico: "A coisa aqui tá preta". Continua preta.
Cuide da administração do céu, da mesma forma que você cuidava da nossa Faculdade. E, se puder, dê uma forcinha ao Botafogo. Deus é brasileiro e, com certeza, botafoguense.
Valeu "xará"! Você vai fazer falta aqui. E vê se fala com o homem aí no céu pra dar um jeito aqui na terra. Como diria Francis e Chico: "A coisa aqui tá preta". Continua preta.
Cuide da administração do céu, da mesma forma que você cuidava da nossa Faculdade. E, se puder, dê uma forcinha ao Botafogo. Deus é brasileiro e, com certeza, botafoguense.
Alta periculosidade da PM mineira

Demos a notícia ontem, a Folha publica a foto da menina hoje (de costas, evidentemente, com o pai). E ainda informa que um sargento pediu reforço. E tudo por causa de uma inocente pedra que a menina atirou para o alto. Até quando esse despreparo?
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1201200711.htm
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Caetano ataca outra vez

Deu hoje na coluna da Mônica Bergamo, da Folha: "Sou fã de Luana. Mas não lhe dediquei uma faixa de ´Cê´".
E tudo porque Luana Piovani achava que o polêmico compositor, que quando abre a boca que não seja pra cantar causa mais problema do que o Pelé, tinha escrito pra ela "Um sonho", canção erótica em que fala de "lua na folha molhada", "mamilos de rosa-fagulha" e de "jabuticaba branca". Luana escreveu agradecendo ao criador de "Leãozinho" e "Menino do Rio", mas vale destacar a resposta de Caetano:
"Uma coisa que eu nunca faria seria tornar pública uma canção erótica sobre uma mulher com quem nada tive. Todas as músicas que dediquei publicamente a Regina, Sonia, Vera e Cristina nasceram de experiências reais (...)".
Como Luana também tem pavio quente, não percam os próximos capítulos. Ou a gata vai pipocar?
Cresce venda de imóveis pela Internet

Deu no Valor. E começa assim:
"(...) Para quem não consegue se imaginar comprando um imóvel sem antes examiná-lo detalhadamente...". E prossegue: " (...) A maior parte destes clientes só conhece o apartamento que comprou depois de ter fechado o negócio (...)". E termina: "(...) A gente fecha o negócio sem ver o cliente (...)".
Por via das dúvidas, é melhor tomar cuidado. O dono da casa está viajando e certos políticos de fama duvidosa estão de volta à Brasília. Antigamente se vendia até bonde aqui no Rio.
Recordar é Viver (Lilian Wittefibe) Ver abaixo
Já que o assunto é "risadinha" de apresentador, vale a pena ver (rever pra alguns) nossa Lilian Wittefibe.
Será que esse cara tem diploma de jornalista?
Meu amigo PV descobriu essa maravilha curativa no you tube que a Dani quis censurar.
Crônica (Tá na hora de rever os nossos conceitos?)

Tá na hora de rever os nossos conceitos?
Paulo Cezar Guimarães
Tenho um amigo envergonhado. O apelido diz tudo: Família. E envergonhado todo mundo sabe como é: não precisa explicar. Outro dia, para fazer uma brincadeira com uns amigos, resolveu ir - sozinho, claro - a uma sexy shop, na Tijuca, tradicional e conservador bairro do Rio.
Contou-me, surpreso, e perguntou:
- Você imaginou que um dia a Tijuca teria uma sexy shop?.
Estranhei.
- Mas você numa sexy shop? Não acredito!Acreditei depois, quando ele contou que, antes de decidir entrar na loja, esteve outras três vezes no local e não teve coragem de entrar. Ficou olhando a vitrine, disfarçando, mas não passou da porta, discretamente entreaberta.
- Acho que vou seguir a propaganda da televisão: tá na hora de rever os meus conceitos - brincou.
Família conta que, quando era criança e morava no Grajaú, um bairro mais tradicional ainda, a mãe costumava pedir-lhe para ir à farmácia comprar absorventes higiênicos. Naquela época, o Modess vinha embalado num papel cor de rosa (parece que ainda vem, pois ele nunca mais foi comprar). Chegava de “fininho”, chamava o balconista no canto e fazia o pedido. Mas não tinha jeito, tinha sempre um balconista indiscreto que gritava: “Fulanôôôô, maaaanda uma caixa de Modess aqui pro nosso amigo!“.
- Acho que foi por causa disso que fiquei traumatizado.
Lembro-me ainda daquelas pessoas que vão à banca de jornal comprar uma revista de sexo e têm vergonha de pedir ao jornaleiro. “Me dá o almanaque do Tio Patinhas, a Placar, a Contigo, a Veja, a Pais e Filhos e também aquela ali” (e aponta para a Private).
Mas, voltando ao meu amigo na sexy shop, a vendedora, uma senhora de uns 50 anos presumíveis, toda gentil, desejou-lhe boa tarde e perguntou se ele queria alguma coisa em especial. Quase saiu correndo.
- Estou só dando uma olhadinha, disse.
Percorreu a prateleira das calcinhas eróticas, passou rapidamente, como se fosse o Ronaldinho Gaúcho, pelos chamados “consolos”, entusiasmou-se pelas bonecas infláveis, mas assustou-se com os preços e se divertiu com os chocolates em forma de pênis.
“Jamais morderia um treco desses!”, pensou e sorriu.
Resolveu levar um dvd erótico, atraído pelo título, “Cheap Shot”, e uma micro-calcinha amarela. Na hora de se dirigir ao balcão para pagar, a vendedora, que atendia um rapaz de mais ou menos 20 anos, ofereceu alguns produtos.
“Tem esse perfuminho aqui que...”
“Não, muito obrigado”, refugou.
“Tem essa pomadinha aqui que prolonga a ereção. Quer experimentar?”.
Mais à vontade, resolveu entrar no jogo.
“Ih, minha senhora: preciso disso não. Se eu tomar um treco desses vou ficar uns quatro dias seguidos de pinto ereto”.
A dona riu, e ele não acreditou no que tinha dito. Antes de sair da loja, chamou a vendedora no canto e sussurrou no ouvido dela:
- Não fique impressionada comigo não. Vou usar com a patroa. Estamos comemorando 20
anos de casado e sabe como é, né?
Quando estava saindo da loja, deu de cara com a sogra.
Catando milho (Deu no nominimo)

Alguém precisa botar o prefeito na rua
Xico Vargas
No meio de tantos convênios, tapinhas nas costas e apertos de mão entre Sergio Cabral e Cesar Maia este lado da Ponte Aérea, humildemente, gostaria de sugerir providências para corrigir um problema antes que ele tome a cidade inteira e se consolide, como gosta de dizer a prefeitura sobre as favelas enraizadas:
Em troca da Linha Vermelha e do trânsito para cuidar e botar mais algum no cofre, o Estado poderia ter exigido da prefeitura uma, digamos, Operação Tapa-Buracos no resto da cidade. Não dá mais! Alguém precisa tirar o prefeito da frente do computador para mostrar-lhes que a cidade se esfarela sob os pés do carioca.
Polícia para que Polícia? (Deu no ig)

Menina de apenas 4 anos é detida pela polícia em Belo Horizonte
Enviada por Wander Veroni Maia
10/01/2007 - 15:36
Criança de apenas 4 anos foi levada de camburão para uma delegacia de Belo Horizonte no último domingo (7). Tudo por causa de uma briga com um coleguinha
.A menina J.C.C.S., moradora do bairro Floramar, estava com o amigo T.J.C., da mesma idade, que em determinado momento se queixou com sua mãe, dizendo que havia levado uma pedrada.Revoltada, a mulher chamou a polícia que chegou ao local para resolver a briga infantil com um efetivo de seis policiais militares e três viaturas do 13° BPM.A confusão foi tamanha que a pequena J.C.C.S. acabou ficando detida por três horas no 4° DP de Venda Nova acompanhada pelo pai, Edvaldo Souza Júnior. Os dois só foram liberados pelo delegado de plantão após o registro do Boletim de Ocorrência.Por fim, Edvaldo decidiu processar o sargento da PM que atendeu o chamado por abuso de autoridade, danos morais e humilhação.
Meu enviado especial a BH, Dungó, pergunta: A polícia não tem mais com o que se preocupar não?
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Cansei da Cicarelli. Vamos falar de outras mulheres
Agora furamos o Ancelmo (Com todo o respeito)

Internautas de todo o mundo, principalmente o pessoal de Boyton Beach (será que tem a ver com Lake Worth?) e os demais amigos que já estão aqui desde dezembro, devem lembrar do post que demos aqui "Furando a grande Imprensa", no dia 24 de dezembro, sobre o assunto desta nota publicada hoje na coluna do mestre Ancelmo.
À época lembramos que o blog tinha furado a revista do Globo e avisamos: "Te cuida, O Globo!". Pois é: eles não se cuidaram. Agora mudou: Te cuida, New York Times!
E saio cantando: "olê olá, o nosso blog tá botando pra quebrar".
Ou, como diria o filósofo Ibrahim Sued: "os cães ladram e a caravana passa".
A picadura do mosquito da dengue na dona Cica
Insetos imitam casal em vídeo sobre dengue
LÉO GERCHMANN
DA AGÊNCIA FOLHA,
EM PORTO ALEGRE
Para chamar a atenção para a campanha de combate à dengue, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul criou uma paródia do vídeo em que a modelo Daniella Cicarelli aparece com o namorado, Renato Malzoni Filho, em uma praia espanhola.
Na propaganda gaúcha, os personagens são um casal de mosquitos, e o cenário, em vez de o Mediterrâneo, é a orla do rio Guaíba. (...)
Crônica: O Vale Coelho
O Vale Coelho
Paulo Cezar Guimarães
Certo dia, para incrementar a sua coleção de pratos da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, meu amigo Larica foi ao restaurante Navegador, no Clube Naval, centro do Rio. O prato da Boa Lembrança do Navegador à época era “coelho ao molho de chocolate”. E eu sou homem de comer coelho? Inda mais com molho de chocolate!´, pensou alto.
Perguntou ao mâitre se podia fazer uma outra escolha. Pelo mesmo preço ou até mais caro. O cara disse que não podia, pois os pratos são contados. Tantos coelhos ao molho de chocolate, tantos pratos da Boa Lembrança.
“Mas tem que ter um jeitinho”, implorou Larica.
Pensou até em pedir que colocassem o coelho numa quentinha, mas achou que seria deselegante. Poderia também ter problemas com o Ibama. Combinou com o mâitre deixar a conta paga e passar no dia seguinte com um amigo que comesse coelho. Em princípio, o mâitre ficou sem entender, coçou a cabeça, mas concordou.
Larica ligou pro amigo Wilson Baroncelli, que come de tudo e, morrendo de rir, ao telefone, concordou em comer o pobre do bichinho.
“É o Vale Coelho, Larica. Você acaba de criar o Vale Coelho”, disse.
E ainda acrescentou:
“Você está num clube de militares. Os caras levam as coisas ao pé da letra. Como você ia querer subverter a ordem?”.
Para não passar por chato, Larica acabou pedindo um steak ao Poivre, o que acabou fazendo com que ficasse com sede e a boca ardendo o resto do dia. Mas saiu de lá feliz da vida, com o prato da Boa Lembrança. Não sem antes ouvir um apelo do mâitre Hernandes:
“Se perguntarem se você gostou do coelho, diga que sim.”
Não foi a primeira vez que Larica, digamos assim, “pagou mico” (no caso, “pagou coelho”), por causa dessa mania de colecionar pratos souvenires. Em outra ocasião, foi ao Pato com Laranja, também no centro do Rio. A mesma coisa. O prato era “agnolloti de cordeiro com molho de tomilho com menta”. A moça, que parecia ser a dona do restaurante, também veio com a mesma conversa. É contado, não pode, tem que pedir o prato respectivo. Larica chorou, disse que era carente, filho único, “rei do filé com fritas”, e conseguiu.
No Rancho Inn, na Rua do Rosário, foi mais feliz e não precisou disfarçar. O prato da Boa Lembrança era uma sobremesa: “poire fourèe”. Bem: pêra é fruta de velho, segundo o escritor Mário Prata, mas Larica adora.
No Giuseppe, onde o prato era “gnocchi melanzane”, não precisou apelar. Um dos garçons, amigo de Larica, deu um jeitinho de adaptar o gnocchi ao gosto, digamos assim, inusitado do meu amigo. No Sagrada Família, comeu sem problemas o “cinghiale in chianti”, sem saber que colocam ricota (que nunca provou, mas garante não gostar) no gnocchi de aipim.
Mas “mico” mesmo Larica passou em Estocolmo. Descobriu um restaurante em Old Town que tem a promoção de uma espécie de prato da boa mesa. Só que, para consegui-lo, ele tinha que comer algo parecido com “örtkryddad köttfärs till past”. Pelo nome, sentiu que jamais comeria aquele treco. Conversa vai, conversa vem, acabou convencendo o mâitre a lhe ofertar o prato como souvenir, mesmo pedindo um espaguete ao sugo. Só que o sujeito trouxe um com a inscrição “Michelangelo 2000”. Ora! Michelangelo 2000 pode ser em qualquer lugar. Queria o prato que estava exposto na parede, escrito Stokholma (assim mesmo; diferente). Não sei como é “chato” em sueco, mas tenho certeza que foi isso que o mâitre pensou de Larica. Mas conseguiu. Viajou mais de 10 mil quilômetros com aquele troféu nas mãos com o maior cuidado para não o quebrar.
Dias depois, após levar o Wilson para comer o tal do coelho achocolatado, que Wilson garantiu ser uma delícia, Larica pegou o folhetinho promocional e se programou para visitar todos os restaurantes da Boa Lembrança. São mais de 50 (já foi a cinco) em 13 estados do Brasil. Depois deste artigo, ou proíbem Larica de entrar nos restaurantes ou completam a sua coleção. Difícil vai ser fazer seus amigos acreditarem que comeu esses pratos todos. Mas, pelo menos, ninguém vai gozar meu amigo por comer o prato do Sushi Garden: “Namorado japonês”. Esse, Larica garante, não pede de jeito algum. Só se o Wilson for com ele.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Agora só falta "voçê"?
Pisando na bola
Deu no Estadão
Deputados querem melhorar imagem
Grupo que busca alternativa entre Aldo e Chinaglia lança hoje decálogo de ruptura com legislatura anterior
Denise Madueño
"Ainda sem um nome para disputar a presidência da Câmara, o movimento suprapartidário que se auto-proclama como a terceira via às candidaturas de Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) divulga hoje um programa para recuperar a imagem da Casa. Será um decálogo com os pontos fundamentais para sustentar o que o próprio grupo classifica de ruptura com a legislatura anterior - considerada a pior dos últimos anos e a com o maior número de envolvidos em denúncias de corrupção. (...)"
Já tivemos coisas piores. Aliás, continuamos tendo. No Senado.
Pedro Bial e Bussunda tinham algo em comum
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
O tema é: Educação (Desinteresse afasta mais estudante do que pressão de trabalhar)

A matéria saiu na Folha de ontem
Hoje, na página 2, Plínio Fraga volta ao tema. A síntese do assunto é: "Para especialistas, o sistema de ensino brasileiro é pouco atraente, com disciplinas desconectadas do cotidiano dos jovens e professores desmotivados". Vale reflexão para os colegas professores e os amigos alunos.
PLÍNIO FRAGA
Idéias apagadas
RIO DE JANEIRO - Quadro negro e giz são símbolos não de aprendizado, mas de chatice. A escola está fora da realidade dos jovens em instrumentação, temas, abordagem. É reveladora a conclusão da reportagem de Antônio Gois e Luciana Constantino, ontem nesta Folha, de que 40,44% do 1,7 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deveria estar estudando se mantêm fora da sala de aula porque querem.
Apenas 17,11% apontam a necessidade de trabalho como razão para deixar os estudos. O imperativo econômico é acachapantemente derrotado pela incapacidade institucional da escola de mostrar-se, se não prazerosa, ao menos necessária ao jovem entre 15 e 17 anos.
Não é uma questão de linguagem. Os jovens estão aí escrevendo "kd", "vc", "blz" e "naum" em blogs, em e-mails e em mensagens via celular. Será um problema esse uso despojado e limitado da escrita? Se for, é infinitamente menor do que o enfrentado por um professor que está em uma sala de aula -estruturalmente a mesma há centenas de anos- concorrendo na busca da atenção do jovem com tecnologias informativas que se renovam, se moldam e se multiplicam diariamente, em escala mundial.
Uma idéia na cabeça e um giz na mão é uma imagem quixotesca de professor. Não adianta ficar em frente ao quadro explicando aos jovens a existência de moinhos de vento tão-somente. Moinhos não mais há, num mundo em que dom Quixote procuraria a amada Dulcinéia em uma página do Orkut.
"Os professores eram muito chatos. Não sabiam explicar nada e repetiam todo mundo", afirmou à Folha uma jovem que deixou a escola aos 16 anos e em seguida engravidou. O desafio do sistema educacional é apagar essa idéia de chatice. Será preciso algo infinitamente mais complexo do que um simples apagador de giz.
Dicas de leitura: Entrelivros, janeiro
Da série: O que eu faço com as mãos?

Acabei de ler no Noblat.
Transparência
Da Folha de S.Paulo, hoje:
"Está nas mãos da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) o esboço de um projeto de lei para criar uma versão brasileira do norte-americano Freedom of Information Act, que dá acesso a informações internas de ministérios a qualquer cidadão.
O projeto, da CGU, regulamenta o "direito de petição", já previsto na Constituição, estabelecendo prazos para os ministérios responderem e até sanções a autoridades que não colaborarem. Os dados referentes à "segurança nacional" permanecerão fechados."
Sei não, mas, ou eu acordei saliente demais hoje, ou a foto que eu tinha arquivado da dona Dilma é picante demais (picante no bom sentido, pra não ligar o nome à pessoa, ou, no caso, ao gesto da ministra). Com todo o respeito ao assunto.
A foto é de Ruy Baron e foi publicada no Valor.
domingo, 7 de janeiro de 2007
John, Paul, George e Ringo (Falar o quê?)
O You Tube não vive só de polêmica com a Cicarelli. Tem raridades como a apresentação dos Beatles no início da carreira no programa do Ed Sullivan. Pros que viveram e pros que não viveram. Eu vivi.
Da série: Cara de um, focinho de outro - 1

A matéria foi publicada há algum tempo na editoria de Esportes de O Globo. Mostra diversos sósias de jogadores de futebol que chegam a confundir até os (as) fãs. Muitos ganham dinheiro graças às semelhanças. A partir de hoje, o blog passa a publicar algumas das fotos.
Pra começar, Ricardo Alves, sósia do jogador Juninho Paulista, que acaba de voltar pro Flamengo. Ricardo disse ao Globo que uma vez teve que agüentar uma fã em prantos pendurada ao seu pescoço:
"Como eu ia dizer que não era o Juninho? Ela ficou feliz", justificou o sósia.
Se o amigo ou amiga conhecer algum sósia de alguma pessoa famosa, jogador de futebol ou não, colabore com o blog.
Crônica (Sinatra sick, Larica sifu)

Sinatra sick, Larica sifu
Paulo Cezar Guimarães
Frank Sinatra e meu amigo Larica têm uma história em comum. Talvez Sinatra tenha morrido sem saber. Larica, que tem o apelido por motivos óbvios, estava em Nova Iorque, pela primeira e única vez até o momento, e passava quase todos os dias em frente ao Radio City Music Hall. Em cartaz: ele, o próprio, com olhos azuis e tudo. Larica pensava: "é claro que eu não tenho dinheiro pra assistir", "é claro que não tem mais entrada".
Tinha comprado ingressos para assistir, todas as noites, os espetáculos da Broadway. Viu “Cats” (e subiu no palco para ver os gatos, ou melhor, as gatas, de perto), “O Fantasma da Ópera” (de onde ele estava, só identificou que era o Fantasma porque comprou o programa da peça), “Miss Saigon” e outras mais que ele nem lembra. Ia embora de Nova Iorque, num sábado de manhã, e, para sexta à noite, já tinha comprado entrada para “Os Miseráveis”. Na mesma sexta, à tardinha, passou pelo Radio City, e, de onda, resolveu testar o "ingrês" da Praça Mauá. Perguntou ao bilheteiro do teatro se ainda havia ingresso para o show do homem. Tinha. Não acreditou. Quanto? "US$ 100", ele respondeu. Puxou o cartão de crédito e ficou torcendo para o limite ainda não ter estourado. O barulhinho da máquina evitou que passasse vergonha no idioma de Shakeaspeare e ficou eufórico.
"Eu, o Lariquinha do Grajaú, em New York City, assistindo Frank Sinatra ao vivo no Radio City! Te cuida, Jorginho Guinle!".
Não conseguiu pensar mais em outra coisa durante as poucas horas que antecederam ao show. Às 19h50 em ponto, lá estava ele ao lado da fina flor da Mangueira, digo, de Nova Iorque, depois de desviar de limousines e seguranças que a gente só vê nos filmes de Arnold Swarzeneger. Tinha improvisado um terno a la Mário Fofoca, aquele antigo personagem do ator Luis Gustavo, na novela “Beto Rockefeler”. Seu lugar era excelente, na galeria, primeira fileira, em frente ao palco. Ria e falava sozinho.
"Meu Deus, não pode ser verdade. Eu vou ver Sinatra em Nova Iorque!". E ainda cantarolava, baixinho, New York, New York. "Tantantan tan tan tan..." (sei lá como se cantarola isso!).
20h: silêncio no Brooklin, ou melhor, no auditório (e ele era maluco de chamar aquele público de galera?).
O locutor dá um leve pigarro e anuncia:
"Ladies and gentlemen..."(e Larica se ajeitou na poltrona, sorrindo pro casal ao lado): "Mr. Sinatra is sick..."
Larica sempre admitiu saber pouco mais do que "The book is on the table", mas à aula do "sick" ele não tinha faltado. Poderia ser headache, mas não. Era "sick" mesmo. Não ouviu mais nada. O movimento das pessoas indicava, claramente, que não haveria show. Se Neruda confessa que viveu, ele confessa que chorou. Seu mundo caiu. Só ouvia o barulho das jóias saltitantes de gordas senhoras, como bem descreveu John Lennon. Era um tal de "fock" pra lá, "fock" pra cá, e ele sem entender nada.
"E agora? Vão devolver pelo menos o dinheiro do ingresso?", pensou. Um funcionário do teatro subiu o degrau da escadaria e disse algo semelhante a: "vocês podem passar a partir de amanhã que nós devolveremos o dinheiro...". No meio da confusão, ele ainda tentou argumentar com o cara: "please, Mr. I am a brazilian man and... and... (and o quê? Não conseguia dizer mais nada).
Voltou frustrado para o Brasil. Um mês depois, ao receber o extrato do cartão, estavam lá descontados os 100 dólares do show. Não acreditou. Mandou carta para a administradora, e eles alegaram que ele deveria ter reclamado no dia seguinte ao show. Mas como? Tomou um trambique do Radio City de Nova Iorque.
E aquele foi o último show de Frank Sinatra, pois depois do "sick", veio o "dead" e Larica "dance".
sábado, 6 de janeiro de 2007
Perdidas na neve
Mensagem de texto salva turistas perdidas em montanha argentina
da Efe, em Buenos Aires
Duas turistas israelenses que se perderam enquanto faziam uma travessia de montanha no sul da Argentina foram resgatadas graças a uma mensagem de texto enviada por telefone celular para seu país de origem, informaram neste sábado meios de comunicação locais.
da Efe, em Buenos Aires
Duas turistas israelenses que se perderam enquanto faziam uma travessia de montanha no sul da Argentina foram resgatadas graças a uma mensagem de texto enviada por telefone celular para seu país de origem, informaram neste sábado meios de comunicação locais.
Camelo carinhoso
Ouvirundum
A notícia está na Folha de hoje. Já imagino aquela cena de sempre: os jogadores movimentando a boca fingindo que estão cantando o hino.
SP vê início da overdose de hino em jogo
DA REPORTAGEM LOCAL
Será aberta hoje oficialmente a temporada do Hino Nacional em São Paulo.
Todos os jogos realizados no Estado, por força de uma lei de 2001 e agora por força do regulamento das competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol, como a Copa São Paulo de juniores, precisarão ser precedidas de uma execução do hino.
A medida, que ainda não foi bem assimilada por alguns dos responsáveis por sedes do torneio de juniores ouvidos pela Folha, não constava nos regulamentos das competições da FPF até o ano passado.
"Vamos colocar o Hino Nacional só na abertura. Acho que veio alguma coisa [da FPF] nesse sentido. Vamos colocar um disco mesmo", falou Cícero Dorighello, responsável pela sede de Cerquilho.
Interpretação igual tem Francisco Josias Bonfim, que cuida da sede de Louveira. "Vai ter um evento e, depois, a banda da Polícia Militar tocará o hino. É obrigatório antes de toda competição oficial, mas só na abertura, não em todos os jogos. Neste ano, o regulamento traz isso para alertar os clubes." (...)
SP vê início da overdose de hino em jogo
DA REPORTAGEM LOCAL
Será aberta hoje oficialmente a temporada do Hino Nacional em São Paulo.
Todos os jogos realizados no Estado, por força de uma lei de 2001 e agora por força do regulamento das competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol, como a Copa São Paulo de juniores, precisarão ser precedidas de uma execução do hino.
A medida, que ainda não foi bem assimilada por alguns dos responsáveis por sedes do torneio de juniores ouvidos pela Folha, não constava nos regulamentos das competições da FPF até o ano passado.
"Vamos colocar o Hino Nacional só na abertura. Acho que veio alguma coisa [da FPF] nesse sentido. Vamos colocar um disco mesmo", falou Cícero Dorighello, responsável pela sede de Cerquilho.
Interpretação igual tem Francisco Josias Bonfim, que cuida da sede de Louveira. "Vai ter um evento e, depois, a banda da Polícia Militar tocará o hino. É obrigatório antes de toda competição oficial, mas só na abertura, não em todos os jogos. Neste ano, o regulamento traz isso para alertar os clubes." (...)
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Chupando chiclete na fila do banco
E, já que a Gancia escreveu que odeia bombinha, devo confessar: odeio ploc ploc de chiclete. Estava à toa na vida, agora há pouco, numa agradável fila de quase uma hora no Unibanco (é propaganda, mas é negativa), com uma garota atrás de mim fazendo verdadeiros malabarismos com um chiclete. Não cheguei a ver a peça (o chiclete),mas ouvi todos os barulhos. Nunca vi ninguém fazer tanto barulho com chiclete por metro e por segundo quadrado. E olha que, de quando em vez, aparecem alguns alunos nas minhas aulas que também são malabaristas de chicletes.
Mas voltemos à moça da fila do banco. Ela não só mascava o chiclete, como chupava também. Cloc cloc ainda dá pra agüentar, mas chup chup; slurp, slurp, é demais. E as bolotas que ela fazia? Enormes. Daquelas que só aparecem em propaganda do pingpong (ainda existe pingpong ou estou ficando velho?). Deu aquela vontade de espalmar uma das mãos numa daquelas bolotas, mas achei melhor ficar na minha. Vai que o namorado dela é do PCC! Pensei em entrar na fila dos idosos pra fugir daquela sinfonia, mas a fila dava voltas no quarteirão. Por que será que idoso adora fila de banco?
Resolvi adotar uma estratégia, mais a ver comigo. Com uma das mãos, peguei a revista Imprensa que estava na mochila pra tentar me concentrar na leitura; com a outra tapei os ouvidos. Fiquei assim durante pelo menos uma hora na fila. Preocupado com a hipótese de alguém pensar que eu sou surdo e ouvir aquela gracinha do tipo Casseta e Planeta:
"Por que que todo boiola é surdo?".
Mas voltemos à moça da fila do banco. Ela não só mascava o chiclete, como chupava também. Cloc cloc ainda dá pra agüentar, mas chup chup; slurp, slurp, é demais. E as bolotas que ela fazia? Enormes. Daquelas que só aparecem em propaganda do pingpong (ainda existe pingpong ou estou ficando velho?). Deu aquela vontade de espalmar uma das mãos numa daquelas bolotas, mas achei melhor ficar na minha. Vai que o namorado dela é do PCC! Pensei em entrar na fila dos idosos pra fugir daquela sinfonia, mas a fila dava voltas no quarteirão. Por que será que idoso adora fila de banco?
Resolvi adotar uma estratégia, mais a ver comigo. Com uma das mãos, peguei a revista Imprensa que estava na mochila pra tentar me concentrar na leitura; com a outra tapei os ouvidos. Fiquei assim durante pelo menos uma hora na fila. Preocupado com a hipótese de alguém pensar que eu sou surdo e ouvir aquela gracinha do tipo Casseta e Planeta:
"Por que que todo boiola é surdo?".
Assinar:
Postagens (Atom)









